19 de janeiro de 2009

Erotika Fair - Jesus estava lá


Erótika Fair Depoimentos from sexxxchurch on Vimeo.

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Eu sou um dos anônimos que estão antenados nos projetos e ações da 242, e sou um grande admirador dos trabalhos desse pessoal. Eu não conheço ninguém lá pessoalmente, apenas an passant, o Cláudio Tiberius, mas sou um entusiasta dessas ações, e preciso tomar vergonha na cara e ir até lá pra saber mais sobre como agir um pouco mais. Até varrendo ajuda já. (Fora que esse pessoal manda muito bem nas trilhas sonoras.... preste atenção na trilha do vídeo)

15 de janeiro de 2009

Apatia

A apatia é o estado de espírito mais grotesco que existe. A pessoa fica parada, morna, estancada no tempo, enquanto seus anos passam.

Eu tenho uma cacetada de coisas pra fazer. Um roteiro, um livro, The Hype. Tenho que me posicionar em relação á vida. Assumir certos riscos. Sair da apatia, enquanto perco as pessoas de vista. Sentado atrás de um maldito computador, falando de coisas que nem eu mesmo sei se acredito.

Acredito que esse blog mereça postagens mais profundas, e coisas mais interessantes. Eu vou me ausentar um pouco, e as postagens vão ficar mais raras, mas creio que ficarão mais... bem, ficarão um pouco melhores.

11 de janeiro de 2009

Meu filho

"Meu querido filho, eu sei que está confuso. Como pode você não poder mais dar suas próprias respostas, tão cheias de inventividade, a um problema matemático? Porque ela tem que ser igual á de todos? Porque você não pode pensar em mais de uma saída para um labirito num papel?

Porque você tem que esperar os outros terminarem a prova, sendo que você já pode gozar do recreio? Porque você não pode mais me perguntar suas dúvidas, tendo que ficar apenas na mediocridade de sua tola mestra e de seus livros tendenciosos?

Porque, Oh, porque você foi proibido de ser você mesmo?

Meu amado, sei que é confuso. Mandam você estudar, mas é apenas ler mais do mesmo. Me chamaram numa reunião de pais, e me solicitaram que não mais lhe trouxesse material a mais, nem te incentvasse a procurar os livros, afim de obter suas próprias respostas. Me pediram que o tirasse de seu instrumento musical, pois isso está fazendo você ficar diferente das outras crianças.

Mas eu, tal qual meus pais fizeram por mim, não farei tal abominação com você, meu filho. Não permitirei que eles te tranformem em mais um, que tolhem sua crescente cabeça em um mero portador de cabelos. Não. Você será o que eu pude ser: eu mesmo. Poderá dizer não ao que não desejar fazer, poderá desistir se assim desejar, poderá optar pelo seu caminho, e se sobressair no campo de teu desejo.

Eu não deixarei que a preguiça e a inércia o mantenham atolado no sofá, recebendo passivamente imagens que apenas corróem em segundos o que eu e sua mãe estamos te ensinando no pouco tempo que nós podemos estar com você. Nossas obrigações adultas consomem nossas mentes, mas não consomem nossa meta: a de sermos os melhores no que tivermos que fazer. Eu lhe corrigirei com amor, e saberei arrefecer minha raiva para que não o machuque nem o enraiveça contra mim. Se preciso for, lhe impingirei dor, mas apenas porque eu sei que sua mente ainda pequena só pode entender alguns conceitos mediante a dor, que lhe é, infelizmente, a linguagem ainda razoável.

Eu sei que é mais fácil ser como os outros, e que é mais aprazível fazer parte de todos do que estar acima deles, em qualquer nível que seja. Mas saiba, meu amado filho, que a percepção da vida é intríseca a cada pessoa. E que a única forma de fazer você ser melhor é você saber que pode estar á frente dos outros. Á frente da massa.

Eu lhe mostrarei que muitos querem que você apenas faça o que lhe é mandado pela professora, pela TV e pelo amigos, e não por mim e por sua mãe, pois nós somos apenas fornecedores de comida e roupas, nada mais. Mas nenhum deles, meu filho, te amará mais do que nós. Nenhum deles estará lá quando algo der errado pra você. Nenhum deles te ensinará as regras da vida com amor, mas sim com engano e roubo.

Venha, deixe-me ensinar-lhe a beleza da música. Que transcende a física e arrebata o coração, e é capaz de fazer sua alma pulsar em conjunto com a Criador. Ao meu lado, meu filho, eu te farei almejar as estrelas. Eu te farei querer tocar o céu. Eu vou te mostrar que um violão tem mais poder que uma orquestra inteira. Que um batuque num bumbo pode mover pessoas em uma dança. Que a música pode ir muito mais longe do que a mera palavra poderá ir.

Guarda a Palavra do Deus de seu Pai em teu coração, tal qual eu fiz. Mantenha-a atrelada á tuas ações. Lembra-te do teu Deus, de seu Filho e do Santo Espírito, e lhes entregue a alma. Permita que Eles te guiem rumo ao caminho que o tornará meu irmão.

Não deixe jamais, meu amado, que tuas idéias sejam suprimidas por ordens de homens que já morreram. Não permita que teus ideais sejam mortos em detrimento de corruptelas mal feitas de livros cujas capas apenas foram lidas, mas seu material permanece intacto. Não deixe que ignorantes brutamontes lhe oprimam apenas porque se julgam melhores. São estes que lhes serão servos no futuro. Não deixe que as meninas vulgares de hoje o enredem. São elas que o tempo enfeia e murcha antes que a juventude termine.

Meu desejo é te tornar melhor que eu. Que ascendas acima de mim. E que saiba que eu estava lá o tempo todo, meu filho. Saiba disso.

Seu pai."

10 de janeiro de 2009

Em movimento

Tenho visto inúmeros textos sobre a prostituição da igreja, sobre os abusos de autoridade, sobre... tá. Eu concordo que isso acontece. Mas não foi isso, por acaso, fruto da leniência dos seus particpantes?

Sim, tem gente que critica Brennan Manning e seu Evangelho Maltrapilho, pois é um livro que fala do amor e da graça liberal de Deus, de sua vulgaridade ao aceitar qualquer infeliz, de sua "falta de amor próprio" ao aceitar de volta sempre os reincidentes. É um livro que não fala apenas da transformação, mas sim muito mais de como Deus permite que qualquer um faça o que deseja, sem dor na consciência, e certo de Ele o aceitará. Eu concordo com parte disso. Ele aceita. Mas a misericórdia só vem com o ato de não cair mais nos erros de sempre, na vigilância, no auto-conserto.

Sim, tem gente que critica as posturas tidas como puritanas, pois tolhem a diversidade, que exigem comportamentos impecáveis, roupas e cheiros perfeitos, e reverência. Mesmo que por baixo dos panos, tudo continue igual.

Tenho procurado muito sobre a chamada Igreja Emergente: uma igreja espelhada nos primórdios do cristianismo, quando o importante era fazer alguma coisa. Concordo também.

É hora de descer do muro.

O puritanismo não é uma máscara. Mas sim há pessoas que não são hábeis e inteligente o suficiente pra viver sem um conjunto de regras. Não sou lá muito a favor da liturgia, mas acredito que a ordem venha a ser útil, de alguma forma. Mas é fácil criticar, sendo que apreciar a coisa é uma arte em extinção.

Eu tenho buscado material (Nooma, por exemplo) e novos horizontes escritos. J.Mossad me ensinou que AMAR É UM MOVIMENTO, não apenas um sentimento. Sandro Baggio me mostrou que por mais emergente que uma igreja venha a tentar ser, é impossível fugir da liturgia, do ritual e da aparência. Julio Severo me mostrou que extremismo cristão é algo que se faz necessário em alguns momentos, mas que ser uma pessoa de convicções fortes é mais importantes que alardear a inevitável perseguição.

Ao sentir que não posso parar, que tenho que manter insaciável por coisas novas, ao mesmo tempo vejo que algumas coisas não mudam, simplesmente porque não tem como mudar. Se você está criticando a igreja, peço que seja sensato. Ela não é apenas estuprada pelo líderes, mas ela é uma prostituta jovem e fresca, que embora saiba que seus amantes não são tão bons quanto acham, ela ainda se deita com eles, pois seu amado ainda não chegou, e humana como ela é, o imediato a tomou de assalto.

Quando eu disse que ia baixar o trombone, é porque eu me enchi de ver pessoas criticando essas coisas. Chega, sério. Tenho visto que ações são mais efetivas que simplesmente ir á igreja ficar calado nos corinhos, e buscar erros nas pregações.

Estou ouvindo Rosanna, do Toto. Sei que muitos crentes me proibiriam, dizendo que música secular é do diabo; outros me apoiariam, dizendo que música cristão tá uma droga. Mas, e se pudéssemos pedir ao Pai um inetelecto mais potente, um discernimento mais afiado? Saber reter o que é bom de tudo? Ouvindo essa música, noto arranjos acapela, excelentes instrumentistas e uma canção que está como um bom vinho de guarda: agora, 20 anos depois, está perfeita.

Tenho acumulado coisas e idéias. Mas tenho agido. Sendo um bom ouvinte, sendo mais calado e mais prestativo; orado mais e lido mais. Sei que não fui claro. Mas a ação é algo que deve ser uma constante. Amor é um movimento. E Jesus não ficou parado.

7 de janeiro de 2009

O profeta de Rio dos Cedros

Ouvi falar do profeta de Rio dos Cedros na minha passagem por Santa Catarina no começo deste ano. Foi só há duas semanas, no entanto, que terminei o longo processo de localizá-lo, telefonar para marcar um horário (ele se recusou) e entrevistá-lo.
Confesso que o dia da viagem encontrou-me irritadiço e agitado. Como preparar-se para encontrar alguém que, diz-se, é capaz de ler os pecados mais secretos de cada um meramente observando-o no rosto? Disseram-me que a casinha do profeta, localizada num descampado numa propriedade rural a dois quilômetros do vilarejo de Rio dos Cedros, é visitada todas as noites por cerca de meia dúzia de peregrinos que buscam iluminação. O profeta (que é, durante o dia, rizicultor) recebe-os, enxerga o pecado na face de cada um e indica individualmente a estratégia adequada de tiqqun – palavra emprestada dos judeus cabalistas medievais, e que quer dizer remissão. Cada pessoa e cada pecado requerem o seu próprio tiqqun – uma série de tarefas ou mandamentos (supõe-se, porque as orientações sobre o tiqqun são secretas: a pessoa recebe ordens de não revelar a ninguém o caminho de tiqqun indicado pelo profeta) cuja realização supostamente anula, reverte ou “cobre” os pecados cometidos.
Era sábado e uma tarde nublada. Quando cheguei o profeta estava jogando futebol no campo de terra ao lado da sua casa. Tive de esperar a partida terminar (o time do profeta, jogando sem camisa, ganhou por dois gols de diferença), e os dois times ficaram ainda conversando animadamente por mais meia hora, sentados num semi-círculo no centro do gramado. Eles riram, falaram em voz baixa e enxugaram interminavelmente rostos e pescoços com camisetas suadas, antes que o grupo finalmente se dispersasse e o profeta viesse gingando na minha direção.
Aguardei tomando chimarrão na varanda enquanto o profeta tomava uma chuveirada. Ele voltou descalço e ainda sem camisa, sentou-se e conversamos ali mesmo, enquanto a tarde caía azul e mosquitos e mariposas se arrebanhavam, elas ao redor da lâmpada acesa na cozinha e os mosquitos sobre nós.
Paulo. Desde quando o senhor é profeta?
João. Olha, você não me chame de profeta e não me chame de senhor.
Paulo. Vou tentar me lembrar.
João. Sou profeta desde sempre, creio, mas as pessoas começaram a me procurar faz três, quatro anos. As pessoas me chamam assim, mas não as que já vieram falar comigo.
Paulo. Você é cristão (não é uma pergunta). Não é doutrina cristã que não existem mais profetas hoje em dia? O último profeta não foi João Batista?
João. Ah, profeta é palavra que veste qualquer um. Cristão é outra. Mas, pra responder a sua pergunta, tecnicamente não. Havia profetas nas igrejas do Novo Testamento, enbora ninguém saiba exatamente que tipo de perfil o título fechava. João Batista foi um grande profeta, mas Jesus disse que qualquer um no reino do céu é maior do que ele. E qualquer um é muita gente.
Paulo. Todo cristão é profeta, então? Ou deveria ser?
João. Penso em “profeta” no sentido mais comum de todos: a pessoa que fala em nome de Deus. Como Deus pede a todo mundo que todos falem a verdade, basta, creio, falar a verdade. Quem fala a verdade é profeta.
Paulo. Isso inclui muita gente, talvez?
João. Tomara.
Paulo. O senhor (desculpe, você) sempre fala a verdade?
João. Procuro sempre dizer a verdade que cada momento comporta. Nem todo mundo quer a verdade, mas isso já é esperado.
Paulo. Agora, por exemplo, há alguma verdade que o senhor ainda não me disse e poderia me dizer?
João. Ah, muita coisa.
Paulo. Um exemplo.
João. Bom, uma verdade é que não gosto das perguntas técnicas que você faz. Esse tipo de conversa assim não leva a nada, e não tem relação nenhuma com a verdade.
Paulo. Você talvez me ajude a fazer as perguntas certas?
João. Você sabe.
Paulo. Você está me analisando?
João. Muito menos do que você a mim.
Paulo. Me disseram que você fala palavrão. É verdade?
João. Muitas vezes.
Paulo. O tiqqun é uma penitência?
João. Não. Não no sentido que você está perguntando, pelo menos. Pode ser doloroso, creio, mas não redime a pessoa nem a torna uma pessoa melhor.
Paulo. O senhor (desculpe de novo, você) jejua com certa freqüência mas não recomenda o jejum para os outros. Por que?
João. Cada um tem o seu próprio tiqqun.
Paulo. Os protestantes afirmam que a salvação é obtida apenas pela fé, os católicos crêem que as obras e a santidade pessoal são um mérito que assegura a salvação. De que lado você fica?
João. Muita coisa convencional no que você disse. Esse é o tipo de discussão que não leva a nada (mais chimarrão?). Deixe-me só dizer que para os protestantes a fé acaba sendo, na prática, uma forma especial de mérito. Uma forma sutil, supostamente superior, mas um mérito ainda assim. Talvez seja ainda pior, porque a fé é vista como um mérito que torna a conduta meritória desnecessária.
Paulo. Você simpatiza com os católicos, então?
João. Pá, não simpatizo com ninguém. Sou humano e não consigo simpatizar com quem tem uma conduta santa. Só os pecadores são interessantes.
Paulo. O senhor peca? Você?
João. O bastante para manter ainda algum interesse.
Paulo. Alguma pergunta importante que eu esqueci de fazer?
João. Muitas. Você na verdade não me perguntou nada e não quer aprender nada. O que não deixa de ser interessante.
Paulo. Como eu poderia aprender com você? Quais são as perguntas certas?
João. Ah, se você não sabe… Olha, fique comigo, não vá embora. Ajudamos amanhã a cobrir a casa do Vavá, almoçamos no clube de tiro, jogamos futebol. Semana que vem trabalhamos no arroz. Vá ficando. Ninguém que vem me ver precisa ir embora.
Paulo. O senhor está chateado porque não perguntei sobre o meu tiqqun?
João. Eu disse sem você perguntar.
Paulo. Ah, o senhor viu o pecado no meu rosto, então?
O profeta apenas sorriu.
Agradeci e fui embora.

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A Bacia das Almas é o lugar da internet que mais amo. Há coisas na vida que empalam tolices e idéias com meramente uma história. Paulo Brabo é mestre em confrontar muitas das minhas idéias empedernidas. Espero que ele confronte as suas também.

5 de janeiro de 2009

One Breath, and it's over

Eu era moleque ainda cheirando a cueiros, quando uma música bateu na minha fita cassete. Eu fazia parte de um grupo de dança de rua, e numa dessas, me aparece alguém, sabe-se lá de onde, com uma música que se tornou a mais desejada por tidos para apresentar e se divertir.

Num ato rápido, eu peguei uma fita cassete dentro da minha mochila - sim, Gertrudes tem ascendentes - e, rebobinada, gravei a música. Logo, me tornei popular, por ser único que tinha uma cópia em boas condições de execução: pouco chiado, sem pulos e nem paradas malfeitas. Tudo o que se sabia sobre essa música é que se chamava Take Back the Beat, e nada mais. Era um congresso de jovens, e essa cassete rodou e rodou inúmeras vezes.

Anos depois, a líder do grupo de dança aparece com um CD interessante. Tinham quatro caras na capa, e um nome: Church of Rhythm, e figurando na primeira faixa, a dita música. Poder ouvir um dos marcos de minha adolescência em qualidade digital foi impagável. Ela era portadora do único CD da cidade, importado, sem os selos da distribuidora brasileira. Jurando todas as juras possíveis, trouxe o CD pra casa e gravei todas as faixas em MP3.

Já mais velho, e empregado, inicio uma cruzada corajosa no kazaa por essa banda, e o que mais existe. Vou na internet, e sequer o site da gravadora existe mais. Que dirá o da banda! Ela acabara em 1999, e estamos em 2001. A música mais fácil deles de se achar é um single: One Breath. E as outras vêm de fontes remotas.

Encontro o segundo CD. Muito diferente do primeiro. E a cruzada acaba. E com ela, começa minha experiência que perdura até hoje, 10 anos depois que a banda terminou suas atividades.

Lhes direi o que se passa. Desde tenra idade tenho problemas sérios com música na igreja. Não canto, nãos me peça pra abrir a boca a não ser que a música seja muito boa. Arranjos não me convencem, um bom vocal não cola. Pra quem teve o melhor culto de sua vida numa praça, amontoado com um monte gente e apenas dois violões, imagina-se que outra coisa lhe seja cara além de produção.

Queria encontrar alguém que falasse a verdade: temores, tristeza, desistência, perdão, esperança. Nada do que dá pra achar com verdade e paixão em corinhos de crente. Ao ouvir Common People, o cheiro da livraria onde trabalhei sobe, e sinto o que senti quando a ouvi pela primeira vez: eu achei. Isso é ser cristão. É uma pessoa comum, uma pessoa caída, vivendo uma vida comum. Mas com algo que a faz levantar pela manhã com mais vontade que os outros.

Todo o segundo disco dessa banda, Not Perfect, fala sobre isso. Trata a cristandade com verdade, traz perguntas válidas, discorre sobre os temores, tristezas, decepções, a vida como ela é. A evangelização acontecendo de forma próxima e pessoal, nada de púlpitos lotados com multidões em transe. Apesar dos sons simplistas dos violões, os vocais minimalistas e arranjos previsíveis, há algo ali que apenas em Kurt Cobain eu achei: paixão e verdade. Eles estavam de verdade ali, cantando o que realmente sentiam.

Hoje é um dia em que eu estou ouvindo essas músicas com um entusiasmo diferente. Eu já as esgotei de tanto ouvir. As conheço de trás pra frente, me saturei delas. Mas hoje eu quis falar sobre algo que poucos de nós conhecemos: a possibilidade. O chão firme da realidade. Ao ouvir canções que não tratam da "beleza" de Cristo, do poder que Deus vai descer sobre seu povo, mas sobre o que se passa de segunda á sexta, na vida real, é fazer com que as coisas sejam trazidas ás claras: temos uma esperança a mais que as outras pessoas, mas não nos isenta da porrada diária, das pequenas desistências, da fé prática.

Os que ficaram com vontade, vai lá no Apenas Música e baixe os discos. Não se preocupe com direitos autorais, a banda não existe mais, e o guitarrista hoje fundou o Superchic[k]. Fica pra vocês minha dica de início de ano.

4 de janeiro de 2009

Feliz 2009!

De tempos em tempos, eu mudo a cara do GS, por uam razão simples: odeio mesmice. Só no ano passado, mudei 4 vezes de layout, e cada vez mais eu socava alguma coisa nele: uma frescurinha, ou um widget...

Na verdade, eu queria era fazer alguma coisa que me possibilitasse o uso do novo blogger, com a cacetada de recursos novos que ele disponibilizou - de graça, ao contrário do wp - mas não consegui. Não tenho esse nivel de programação.

Assim sendo, me baseei no Zune 3.0, da microsoft, pra fazer esse lay. Eu gostei, ficou bem clean e mais amigável que a cara cinzenta com caixinhas atochadas de links que eu mesmo nunca usei. Até porque, é sempre bom que algumas coisas reflitam nosso estado de espírito.

Desejo a todos que 2009 seja um ano que beire a perfeição, que sejam realizados alguns sonhos, não todos, senão 2010 não vai ter graça. Que Deus esteja com vocês, e que marquem seus lugares na história.

Godspeed you all!