28 de julho de 2008

Entre twitter e javascript

Blogar é um prazer pra mim, isso é de conhecimento da massa. Tecnologia é um hobby pra mim, tanto que meu blog vive cheio de widgets - que eu acho legais - e meios interessantes de interação.

Quando resolvi fazer um lay novo, não era nada parecido com isso aqui. Era algo beeeem mais simples, quase que apenas um face-lift do antigo. Mas as coisas nunca saem como planejamos.

Engraçado como esse blog agora está cheio. Quando começou, era apenas uma coisa no melhor estilo "e daí?". Era apenas um lugar para publicar idéias desconexas de um ignorante de 19 anos. Eu passei por vários blogs e outros meios de postagens na net.

O primeiro foi o WhyPlay, no antigo hpg. Foi o meu primeiro site, onde eu apenas entulhava a rede com qualquer coisa. Mais um entre tantos sites gratuitos, mas era uma coisa interessante: totalmente em HTML puro, feio e sem recursos. Como a maioria dos sites dessa época.

Quando entrou o KIT.NET, eu entrei junto. o Whyplay foi pra lá, e logo virou outra coisa: Way of Redemption, que por ter 5 mb, foi deletado do sistema. Tudo bem, até porque ninguém entrava naquilo.

Foi quando entrei na onda dos blogs. Na época, 2003, adolescentes enchiam a rede com suas coisas - e embora isso aconteça ainda, já não mais com a mesma freqüência - e eu entrei nessa. O site ainda está no ar (http://whyplay.weblogger.terra.com.br/) pra quem quiser ver o que restou dele. Dois anos postando ali, e parei.

Pode-se ver que sou viciado em internet. Tanto que quando soube do twitter - ou quando resolvi procurar saber - entrei e fiquei, por mais inútil que um micro blog possa ser. Mas estar na net é ótimo: e ter o que falar pras pessoas é ainda melhor.

Após uma semana apanhando do javascript, longos períodos sem postar e sem contatos diretos, o Godspeed está melhorado. E pretendo manter a espiral ascendente de suas evoluções acentuada.

25 de julho de 2008

Layout nº6!

Eu fiz de novo.

Depois de dois lays neste ano, finalmente fiz um que eu realmente gostei. Não parece com nada, poucos tem coisas parecidas, consegui sintetizar a coisa pra que não fique tão cheia de penduricalhos, nem poluída com milhares de links se digladiando na lateral.

Tem muito mais links agora, e eu posso manter a coisa mais ajeitadinha. Tive que retirar a busca via google porque tava destruindo todo o código.

Ou seja, acredito que agora vai demorar um pouquinho pra que eu mude o lay novamente...

24 de julho de 2008

Curtas

Layout novo:
Man at Work: isso aqui ainda não tá todo pronto, está parecendo inauguração de shopping center; abriu, mas falta um bocado de coisa pra terminar.

GS Mobilis:
Quem entra - se é que alguém entra nele - no meu Flickr, onde guardo as fotos tiradas com celular deve ter notado que está uma zona. Calma, eu vou arrumar.

Twitter:
O Godspeed agora tem um microblog. Não acho inútil, apenas uma coisa que não é das mais necessárias, mas ajuda a manter as frases no lugar. https://twitter.com/speedofGod

Intense Debate:
Ainda não consegui fazer o novo sistema de comentários funcionar. Ainda estou sob espancamento do javascript...

Dreamweaver CS3:
Sucks. Uma dorga pra editar layouts de blog e tags do blogger. To usando o Dw8, portable, pra fazer isso aqui.

Logo do GS:
20 a zero pro gif de fundo transparente. Cada vez que eu faço um, sai uma porcaria, todo estourado. Alguém aí pode me ajudar?

Aumento dos Links:
Tem mais links aqui que no meu Del.icio.us.

Batman:
Vida longa ao Coringa de Heath Ledger!!!

Ativismo:
Tem tanta coisa que eu quero colocar aqui, que nem dá pra agitar direito. Uma série de stickers animados que eu ainda não consegui fazer estão nos planos...

The Hype:
Estou escrevendo ainda. Já falei sobre o ativismo homossexual, agora tem mais 25 textos pra colocar no artigo. Alguém quer me mandar sugestões?

21 de julho de 2008

1984?

Nunca li o romance de Gegorge Orwell, mas tem coisas que não deixo de imaginar.

É possível alçarmos desejos maiores que os imediatos, como comida e carinho? É possível sobrepujarmos o mero desejo por emprego estável por uma certeza um pouco maior do que a refeição de amanhã?

A civilização está a duas refeições e quinze minutos da barbárie, e isso é um axioma. Ainda ontem durante a oração pós-pregação - aquela que é o grante mote do culto -, me dispus a pensar porque pedem sempre cura de doenças, empregos e afins. Minha mocinha me disse: essa é a realidade. Você e eu temos tudo, família e certa estabilidade. E os que não tem isso? e os que não têm família, ou esta está aos pedaços?

Tentei me imaginar sozinho, sem ninguém ao meu lado, e logo me imaginei como um amigo, que veio da Cidade dos Meninos, e que mora sozinho. Saúde, no caso dele, é só a dele. Emprego, no caso dele, é só o dele. A coisa só ficaria maior caso ele venha a ter uma namorada, ou mesmo um filho.

Todavia, quando eu pensei em 1984, foi mais ou menos quando uma pessoa passa a pensar de modo diferente dos outros. As necessidades humanas se resumem a refeições, saúde e dinheiro? É disso que se vive uma pessoa? Ou é isso o que facilita a sua vida?

Minha mocinha me deu uma luz: essa é a realidade. Mas eu quero ir um pouco mais: será que essa realidade é tão total que sem esses itens, nos tornamos idiotas ao ponto de destratarmos os outros? Seria o dinheiro tão vital que sua ausência nos faria retroceder na cadeia alimentar?

Não gosto de pensar que Deus não pensa nisso. Na verdade, não gosto sequer de achar que Ele não olha uma pessoa boa na pior e não, ao menos, mande alguém lhe convidar para um almoço. Mas não posso exigir que as pessoas pensem um pouco mais além de seus umbigos, e das poucas pedrinhas que atingem seus telhados de vidro. O presente é dolorosamente presente demais, ao ponto de não podermos sequer fugir dele.

Mas os esforços vão até onde podem ir. Eles se exaurem, e Deus entra nesse ponto, afinal, fizemos até onde poderíamos fazer. Podemos limpar as secreções e sujeira de nosso pai acamado, e trazer-lhe remédios e doutores, mas o que ocorre dentro dele não lhe diz respeito: caberá ao miraculoso uma realização. Contudo, temos pedido para não nos esforçar, para nos acomodar e meramente receber coisas de Deus, e nunca, ou quase nunca, agir.

Quantos de nós oramos pela manhã, pedindo forças para o dia que se ergueu, graça para enfrentar os problemas, paciência com os que erram sempre, domínio para não explodir de ira, ao invés de pedir meramente as bênçãos?

Para mim, a bênção é um favor sobrenatural, longe do seu alcance. É um filho que você conseguiu ter depois de "n" tratamentos. É uma coisa que seu esforço bateu o limite, e só obteve êxito quando parecia que tudo ia ruir. O que é material pode vir a ser um favor sobrenatural, mas desde que usado para com os outros, não apenas para ficar de enfeite na estante, como um troféu.

Creio que perdemos alguma coisa. Não creio que orações sejam apenas para conseguir coisas, mas para obter além disso. Um milagre pode ser a mudança de humor de sua mãe. Pode ser seu irmão voltando sóbrio pra casa. Pode ser sua filha terminando com aquele namorado.

Costumo orar por pessoas. Não peço um computador pra Deus porque eu posso me organizar para comprar um. Não peço um estúdio de som pois isso, dinheiro e um curso podem conseguir pra mim. Não sou melhor que ninguém, apenas acredito que uma oração deve transceder a você mesmo: até que de você não sobre mais nada e enfim, o Espírito Santo pode interceder por você, pois é quando as palavras viram sílabas disconexas, e você entende que tudo aquilo que pede é nada, é pequeno. E então, ao voltar pra realidade, sua teologia se quebrou, sua ortodoxia está descendo ralo abaixo, e o simples fato de respirar é um milagre: o milagre da vida.