30 de junho de 2008

um post inútil

Depois que viajei para São José dos Campos, e o pai de uma amiga muito querida me mostrou que sou um militante de direita, conservador e a favor do livre mercado, muita coisa na minha forma de ver o mundo mudou.

O Godspeed vai mudar, de novo, o visual, posto que estou escrevendo um mega artigo chamado The Hype - a ascenção do Anticristo, onde pretendo escrever uma enorme teoria da conspiração, e as razões que levarão o mundo a apoiar um super-Lula: boa-praça, e chegado nm populismo, mas um comunista mordaz e mentiroso, poderoso e cultuado. Um Lula, só que global e bem apessoado (e possívelmente, abstêmio...)

Mas porquê isso? Andei navegando, e há um mundo muito maior que apenas o MSM e o blog do Julio Severo. Não sou um discípulo do Corvo da Tempestade, Olavo de Carvalho, muito embora seja um dos que concordam com suas idéias. Encontrei novos redutos de pensamento conservador, e notei que os que assim pensam estão ficando velhos, mas nunca velhacos. Os jovens que querem uma militância escolhem a bandeira vermelha, pois muitos são ignorantes e lenientes, muito embora tenham acesso a boas escolas (que formam vestibulandos, mas nunca cidadãos).

Ao me deparar com um lago profundo de sites cujas idéias partem do bom senso - e não mais alguma coisa no raso oceano de idéias esquerdistas, cheias de terceiras vias pra qualquer coisa - vejo que o pensamento, a razão e a eqüidade são inimigos a serem combatidos por ideias de redução da mente, involução, animalização das relações humanas e assassinato controlado da população humana (se duvida dessa última, tente procurar por ideias ambientais que promovem o fim do ser humano em prol da natureza).

Acho que minha chegada á idade adulta me deu um posicionamento político divergente: eu penso tudo ao contrário, e até mesmo faço tudo ás avessas. Ter um blog não é mérito, mérito é não deixar esmorecer a vontade de falar o que pensa, e com isso, aprender com a troca de idéias. Um episódio peculiar foi uma postagem onte eu falei das privatizações, e que eu era contra, e o David, do Aqui não, Genésio, me clarifiou a verdade: sem a privatização, não teríamos speedy ou celulares como temos hoje.

Em suma, percebo que remo contra a maré, sabendo que filosofias falaciosas empesteiam nossa vida, e hoje já não somos mais pessoas, mas apenas números, e como tais, tem que estar em conformidade com a massa; pois se não estiver, deverá ser eliminado.

Após um breve tempo, vou voltar a escrever aqui. Minha última postagem foi em homenagem á minha namorada, pois o texto de Chesterton não me pertence, é claro. As alteração que quero fazer, bem como o artigo que quero escrever, levarão certo tempo, é claro. Mas nada feito com pressa sai bem feito. 

25 de junho de 2008

A falácia do sucesso

Tem surgido no nosso tempo uma classe particular de livros e de artigos que penso de forma sincera e solene podem ser chamados dos mais imbecis conhecidos entre os homens. Trata-se de coisa muito mais extravagante do que os mais extravagantes romances de cavalaria e muito mais maçante do que os mais maçantes tratados religiosos. Além disso os romances de cavalaria eram, pelo menos, sobre cavalaria, e os tratados religiosos sobre religião. Essas coisas, no entanto, são sobre coisa alguma; são sobre o que se chama sucesso.

Em cada estante e em cada revista você encontra obras ensinando às pessoas como serem bem sucedidas. São livros que mostram às pessoas como obter sucesso em tudo, e são escritos por gente incapaz de sucesso até mesmo na sua iniciativa de escrever livros.

Para começar não existe, naturalmente, essa coisa chamada sucesso. Ou, se você quiser colocar a coisa dessa forma, não há nada que não seja bem-sucedido. Que uma coisa seja bem-sucedida quer dizer apenas que ela é; um milionário é bem sucedido em ser um milionário e um jumento é bem sucedido em ser um jumento. Todo homem vivo tem tido sucesso em manter-se vivo, e qualquer homem morto pode ter tido sucesso em cometer suicídio. Porém, se ignorarmos a má lógica e a má filosofia do conceito, podemos tomá-lo, como fazem esses autores, no sentido usual de sucesso em ganhar dinheiro ou posição social.

Esses autores alegam ensinar ao leitor comum como obter sucesso em seu ofício ou ramo de atividade – como, se ele é construtor, ter sucesso como construtor; como, se é corretor da bolsa, ter sucesso como corretor da bolsa. Afirmam mostrar a ele como, se é dono de mercearia, pode tornar-se um iatista profissional; como, se é um jornalista de décima categoria, pode tornar-se um aristocrata; como, se é um judeu alemão, pode tornar-se anglo-saxão.

Isso eles propõem de forma definida e metódica, e penso que as pessoas que compram esses livros (se é que alguém os compra) tenham o direito moral, se não legal, de exigirem o seu dinheiro de volta. Ninguém ousaria publicar um livro sobre eletricidade que não contivesse literalmente coisa alguma sobre eletricidade; ninguém ousaria publicar um artigo sobre botânica que mostrasse que o autor desconhece qual extremidade da planta cresce dentro da terra. No entanto nosso mundo está repleto de livros sobre sucesso e sobre gente bem sucedida que não contém nenhum tipo de idéia e praticamente nenhum tipo de coerência verbal.

Deveria parecer perfeitamente óbvio que em qualquer ocupação decente (como por exemplo, a construção de muros ou a autoria de livros) há apenas dois modos de ser bem sucedido. O primeiro é fazendo-se um bom trabalho, o segundo é trapaceando. Ambos são simples demais para requererem qualquer explicação literária. Se o seu negócio for salto em altura, ou você salta mais alto do que qualquer outra pessoa ou consegue de alguma forma fingir que conseguiu. Se você quer ter sucesso como jogador de bridge, ou você aprende a ser um bom jogador de bridge ou joga com cartas marcadas. Você pode recorrer a um livro sobre salto em altura, a um livro sobre bridge ou um livro sobre como trapacear no bridge. Mas você não vai querer recorrer a um livro sobre sucesso – especialmente um livro sobre sucesso como os que você encontra espalhados às centenas no mercado editorial. Você pode querer saltar ou jogar cartas, mas não vai querer ficar lendo declarações obtusas do tipo “saltar é saltar”, ou “jogos são vencidos por vencedores”.

Se esses autores fossem, por exemplo, dizer alguma coisa sobre o sucesso no salto em altura, soaria mais ou menos assim: “O competidor de salto deve ter um objetivo claro diante de si. Deve desejar de forma muito definida saltar mais alto do que todos os outros atletas na mesma competição. Não deve deixar que frívolos sentimentos de compaixão o impeçam de dar o melhor de si. Deve ter em mente que uma competição de salto é essencialmente competitiva e que, como demonstrado gloriosamente por Darwin, OS MAIS FRACOS IRÃO PARA O MURO DE FUZILAMENTO”. É esse o tipo de coisa que o livro diria, e muito útil seria, sem dúvida, se lida por uma voz grave e tensa a um jovem logo antes de empreender o seu salto.

Supondo que no curso de suas divagações intelectuais o filósofo do sucesso acabasse examinando nosso outro caso, o do jogador de cartas, sua estimulante recomendação seria: “No ato de jogar cartas é inteiramente necessário evitar o erro comum de permitir que seu adversário vença o jogo. Você deve ter garra e coragem, e entrar para ganhar. Os dias de idealismo e de superstição terminaram. Vivemos numa época de ciência e de senso comum, e já foi definitivamente provado que em qualquer jogo onde dois competem, SE UM NÃO VENCER, É O OUTRO QUE VENCE”. Tudo muito empolgante, naturalmente, mas confesso que se fosse jogar cartas daria preferência a um livrinho decente que me ensinasse as regras do jogo. Para além das regras do jogo é tudo uma questão de talento ou desonestidade.

Folheando uma revista muito popular encontro um exemplo ao mesmo tempo estranho e cômico. Trata-se de um artigo intitulado “O instinto que faz as pessoas enriquecerem”, decorado com um retrato formidável de Lord Rothschild. É fato que existem muitos métodos definidos, tanto honestos quanto desonestos, de enriquecer, mas que eu saiba o único “instinto” capaz dessa façanha é o instinto que a teologia cristã descreve grosseiramente como “o pecado da ganância”. Isso, no entanto, não vem ao ponto. Quero citar os impagáveis parágrafos que seguem como exemplo típico do conteúdo dos livros que falam sobre como se alcançar o sucesso. São sempre muito práticos, e deixam pouca dúvida sobre qual deverá ser o passo seguinte:

O nome Vanderbilt é sinônimo de riqueza no mundo empresarial contemporâneo. Cornelius Vanderbilt, fundador da família, foi o primeiro dos grandes magnatas do comércio norte-americano, tendo começado como o filho de um fazendeiro pobre e terminado como multimilionário.

Cornelius possuía o instinto de fazer dinheiro. Ele agarrava suas oportunidades, oportunidades que no seu caso surgiram com aplicação da máquina a vapor no comércio oceânico e com o desenvolvimento do transporte ferroviário num rico mais ainda subdesenvolvido Estados Unidos da América. Conseqüentemente, acumulou uma enorme fortuna.

É evidente que hoje em dia não podemos todos seguir precisamente os mesmos passos tomados por este monarca das ferrovias. As oportunidades muito precisas concedidas a ele não aplicam-se a nós. Porém, embora não seja dessa mesma forma, podemos ainda assim, em nossa própria esfera de circunstâncias, seguir seus métodos gerais. Podemos agarrar as oportunidades que nos são concedidas, dando a nós mesmos uma chance muito real de obtermos riqueza.

É em declarações bizarras como essas que podemos ver com clareza o que está realmente por trás de todos os artigos e livros dessa natureza. Não se trata de mero negócio; não se trata nem mesmo de mero cinismo. Trata-se de misticismo, o horrendo misticismo do dinheiro. O autor dessa passagem não tem na verdade a mínima idéia de como Vanderbilt fazia o seu dinheiro, ou de como qualquer outra pessoa pode fazer o seu. Ele, porém, conclui suas observações defendendo um programa; e é um programa que não tem absolutamente nada a ver com Vanderbilt.

Tudo que o autor tencionava fazer era prostar-se diante do mistério de um multimilionário. Pois, quando queremos prestar verdadeira adoração a alguma coisa, amamos não apenas sua clareza, mas também sua obscuridade. Exultamos na sua invisibilidade. Assim, por exemplo, um homem apaixonado por uma mulher encontra prazer particular no fato de que as mulheres sejam incompreensíveis. Da mesma forma o poeta piedoso, ao celebrar o Criador, encontra prazer em afirmar que Deus age de modos misteriosos.

Ora, o autor dos parágrafos que citei não parece ter coisa alguma a ver com um deus, e não vejo qualquer evidência (diante da impraticabilidade de suas recomendações) de que já tenha se apaixonado de verdade por uma mulher. Mas a coisa que ele sem dúvida alguma venera – Vanderbilt – ele trata precisamente dessa maneira mística, deleitando-se no fato de que sua divindade Vanderbilt guarde dele algum segredo. E sua alma enche-se de uma espécie de arrebatamento de astúcia, um êxtase de clericalismo, quando ele finge estar revelando à multidão o terrível segredo que ele mesmo desconhece.

Falando do instinto que enriquece as pessoas, o mesmo autor observa:

Na Antiguidade a existência desse instinto era compreendida por completo. Os gregos reverenciavam a história de Midas, o homem que transformava em ouro tudo que tocava. Sua vida era um constante avanço em meio às riquezas: de tudo que aparecia no seu caminho ele criava o metal precioso. “Uma lenda tola”, diziam os sabichões da era vitoriana; “uma verdade”, dizemos hoje em dia.

Todos conhecemos homens como esse. Estamos constantemente encontrando ou lendo sobre gente que transforma em ouro tudo que toca. Cada passo dessas pessoas é marcado por sucesso. Suas vidas são uma trajetória infalível de ascensão. São incapazes de fracassar.

Infelizmente, no entanto, Midas era capaz de fracassar – e fracassou. Sua vida não foi uma trajetória infalível de ascensão. Midas morreu de fome porque quando tocava um biscoito ou um sanduíche de presunto eles se transformavam em ouro. Essa é na verdade a moral da história, embora o autor se veja obrigado a suprimi-lo, delicadamente, por completo – talvez por estar escrevendo tão perto do retrato de Lord Rotschild.

As velhas fábulas da humanidade são, de fato, insondavelmente sábias, mas não devemos ter parte do seu conteúdo expurgado a fim de proteger os interesses do Sr. Vanderbilt. Não devemos engolir o rei Midas sendo representado como exemplo de sucesso, quando foi um fracasso de natureza particularmente dolorosa. E tinha, além disso, orelhas de burro. E conseguia, além disso (e como muitas outras pessoas famosas e abastadas) esconder dos outros essa condição. Se bem recordo era apenas o seu barbeiro que tinha acesso ao conhecimento dessa peculiaridade; e esse barbeiro, ao invés de agir como o tipo de pessoa que persegue o Sucesso-a-todo-custo e chatangear o rei em troca do seu silêncio, foi e sussurrou esse escabroso escândalo da sociedade nas orelhas dos juncos, que deleitaram-se enormemente em sabê-lo. Conta-se que os juncos repassaram-no então aos ventos que os embalavam para frente e para trás.

Olho com reverência para o retrato de Lord Rothschild; leio com reverência sobre as façanhas do Sr. Vanderbilt. Sei que sou incapaz de transformar em ouro tudo em que toco; porém sei também que nunca tentei, tendo uma preferência pessoal por outras substâncias, coisas como grama e um bom vinho. Sei que essas pessoas sem dúvida obtiveram sucesso em alguma coisa; sei que sem dúvida sobrepularam alguém; sei que são reis num sentido em que nenhum rei jamais foi antes deles; sei que criam mercados e cavalgam continentes. Porém parece-me sempre que há algum pequeno fato doméstico que vivem escondendo, e penso por vezes ouvir no vento a gargalhada e o sussurro dos juncos.

Tudo que podemos esperar é viver o bastante para vermos esses absurdos livros sobre sucesso cobertos com o escárnio e o abandono que lhes cabe. Não ensinam as pessoas a serem bem-sucedidas, mas ensinam-nas a serem esnobes; conseguem alastrar uma espécie de poesia maligna de materialismo.

Os puritanos denunciam continuamente livros que inflamam a lascívia. O que deveríamos dizer dos livros que inflamam as paixões (mais vis) da ganância e do orgulho?

Há cem anos tínhamos o ideal do Aprendiz Esforçado. Dizia-se aos meninos que com frugalidade e empreendedorismo podiam chegar todos a Senhores da Nobreza. Era mentira, mas era uma mentira viril, e possuía um mínimo de verdade moral. Em nossa sociedade a temperança não irá ajudar um pobre a enriquecer, mas poderá ajudá-lo a olhar para si mesmo com respeito. Um bom trabalho não fará dele um homem rico, mas um bom trabalho fará dele um bom trabalhador. O Aprendiz Esforçado surgiu de virtudes que eram escassas e estreitas, mas ainda assim virtudes. Mas o que dizer do evangelho pregado ao novo Aprendiz Esforçado – o aprendiz que não ascende por meio de suas virtudes, mas declaradamente através de seus vícios?

G. K. Chesterton
All Things Considered (1909)

----------------------------------------------

Pego da Bacia das Almas.

12 de junho de 2008

Um versinho

bouguereau_venusA beleza pode ser medida, mas a tua a tudo ultrapassa.

Os olhos escondem a alma, os teus são o mais perfeito enigma.

Da boca se pode destilar fel e mel, da tua vem a fonte do Olympo.

Por ti Zeus abandonou Hera, e Afrodite remói-se de inveja.

As Graças perderam o encanto, e Chronos perdeu o tempo.

Entre os mortais és a Virtude;

Entre os deuses és querida.

Do ar eu tiro minha força, de ti, recebo minha vida.  

Eu amo você.

6 de junho de 2008

GSTwitter

https://twitter.com/speedofGod

E agora, Godspeed com microblog. Enjoy.
Logo, comentários melhorados! Aguardem!

3 de junho de 2008

Um tiro no coração

Tem coisa melhor que uma ditadura? O poder de dirigir a vida, o ânimo, os valores, os caminhos de todo um povo sob sua tutela, e onde ninguém tem o direito de achar ruim, pois tudo o que você faz é pelo bem do povo, então, como uma mãe autoritária, você não titubeia: pune ao menor sinal de irreverência e revolta.

Mas até onde vai o poder? Até onde o sistema preenche os espaços, dominando consciências? Até onde vai a punição pela oposição? Qual o pior tipo de rebeldia, a armada ou a literata? Qual é o limite do poder?

Lendo sobre o Tibete (valeu papai, por assinar o UOL), eu vejo que a rebeldia, a revolta e a luta não significam exatamente porrada e balas. Os chineses tentam, por toda a força disponível, acabar e anular a cultura tibetana, pacífica e que não lida muito bem com armas. Seu líder, o Dalai-Lama, um homem que prega a luta não por meios violentos, mas por meios pacíficos. O cultural é um meio pacífico. E assim tem sido.

Crianças se traficam para outros países, afim de manter a cultura tibetana acesa e forte. Cientes de que nada podem fazer por seus pais - que protestam, agem e morrem - elas aprendem o máximo possível, afim de serem tibetanas em seus corações e ações. Imagino as dores que sentem ao saberem as notícias do front: protestos tibetanos sendo desbaratados, torturas em monges, humilhações, e mortes violentas. Seus pais podem estar entre estes sofridos.

Órfãos de pais, mas não de país, suas vidas seguem. Isso, eu creio, seja um tiro no coração. Ter de ser de outra nacionalidade, mantê-la acesa em terra estrageira. SUas histórias serem cortadas no meio do caminho feito no inverno - para atravessar a froteira - e aprender o máximo do que deveria aprendido em terra-mãe.

A revolta pode vir de várias formas. Uns escolhem os meios mais óbvios: a luta armada - que no caso do Brasil, não fez nada a não ser ataques terroristas, haja visto o MR-8 - e ataques diretos através da pena. Mas outros, mais sábios, lutam em arenas mais difíceis, cujas construções não são destruídas por balas, mas por falta de cuidado com as palavras: a arena política (eu ouvi um Ulysses Guimarães por aí?), onde guerras retóricas são travadas, e onde a lei é usada para o bem e para o mal. E outros, sem o poder político, escolhem a revolta cultural: a manutenção dos hábitos e não deixam anular sua identidade, nem fecham os olhos para as barbaridades que acontecem.

O Brasil saiu da ditadura não por causa do MR-8 e nem por Marighela, mas por Guimarães e pelo povo que protestou e resisitiu, mas não emsoreceu. O Tibete sobrevive na cultura que essas crianças aprendem e no Dalai-Lama, que luta na arena política contra os chineses, que buscam pela Grande China, sem se importar com os custos humanos.

Ver tais coisas acontecerem em meu tempo não é presenciar a história. Mas ao ver que ela foi definida há alguns anos atrás me enchem de medo. O futuro não é belo ou azul, mas vigiado e cheio de sangue. Penso que as mortandades serão promovidas não apenas por governos ditatoriais, mas por governos tolos e bufões, como os esquerdistas da América Latina. Tenhamos consciência disso: não há história mais para ser escrita, apenas as ações que definirão o quão caudaloso será o vindouro rio de sangue.