26 de maio de 2008

Go Back

Eu deveria fazer uma postagem sobre o Congresso que fui, sobre as pessoas que conheci, e sobre como foi divertido. Deveria fazer um post me derramando ainda sobre as belezas nordestinas, sobre seu estilo despojado de viver e ver as coisas, e sobre as pessoas maravilhosas que lá encontrei.

Deveria, mas não posso.

Hoje eu estou de volta á vida real. Estou no trabalho, diante de meu computador, com meu browser personalizado e teclado norte-americano que me confunde. Olhando minh caixa de mail entochada de coisas, vendo meu telefone a lá 24 horas e meus painéis da baia agora redecorados, com um novo postal, minha passagem da Gol e um chaveirinho de Fortaleza. Vestido com trajes sociais e sociáveis, cheiroso e organizado, vendo a luz florescente destruir meu bronzeado fora de época.

Quando vemos que o tempo de prazer é uam coisa relativa, posto que em minhas férias eu deveria ter arrumado parte de minha saúde, visto coisas no banco, ajeitado umas partes burocráticas, mas o que são férias, senão tempo de descanso? O que é descanso, senão deitar-se e relaxar, fazer o que lhe dá prazer e não preocupar-se com coisas do dia-a-dia? E porque tantos querem que usemos as férias para resolvermos essas coisas, nos cansarmos com assuntos paralelos, apenas para não usarmos o tempo de trabalho - que algumas vezes é ocioso - com estes assuntos?

Dizem que a otimização do tempo é necessárias, para termos mais descanso e menos problemas pendentes. Pessoas organizadas e sistemáticas podem assim exigir, como de mim exigiram. Fiz, sobrecarregado de má vontade, uma vez que queria descanso e ócio, e não produtividade e correria. Não gosto da idéia de usar o tempo livre pra resolver os problemas de saúde - que não escolhe tempo para se manifestar - problemas familiares - que causam mais dor de cabeça que prazos expirados - e coisas afins.

Pra mim, tempo livre é livre. Faça o que quiser, durma, namore, jogue, saia, entre.... mas não use isso para resolver os pepinos, pois já temos a semana para o estresse nosso de cada dia, que nos exige cada vez mais, e nos usurpa a energia e o ânimo. Não creio que devemos usar o que deveria recreação e diversão para resolução de problemas e consertos.

Estou de volta á vida de trabalhador, após merecidas férias e uma viagem inesquecível. Em minha agenda, jazem feitos compromissos corridos em três dias, sem descanso e sem paz, ao contrário de minha viagem. Sinto cada vez mais que a volta é algo que deve ser feito de uma forma vagarosa, pois o retorno traz consigo as inquietações e as dores que sempre tiveram nossa vida.

Fugir é para os fracos. Mas a cobrança cabe aos nossos atos e dias passados, quando muito a outrem desde que saibam como dizer. A rispidez e a ironia estão encaixados em nossos dias, remoídas por nossas consciências pelos erros passados e prazos perdidos.

15 de maio de 2008

Guarde seus amigos

DSC00568 Quem tem amigos, é muito mais que milionário. Essa máxima nunca foi tão verdadeira na minha vida quanto nesta última semana.

Quando me dispus a ir viajar, era porque eu posso ir e ver pessoas que prezo muito. Uma delas é Mariana, minha amiga dos trópicos. Numa dessas da internet, começamos a nos falar, e aí, viramos amigos. A milhas e milhas, mas amigos. E por ela conheci pessoas interessantes, como Vanessa, Janete, Alisson, Edson.....

E aí, então, enfim, peguei um avião barulhento e fui. Fiquei hospedado de favor - nós, DSC00573pobres, não  temos grana pra hotel, e nem frescuras - lá, encontrei o que antes eram fotos, mensagens, e-mails e uma voz no telefone; Mariana. A greve de ônibus em Fortaleza ia alta, então uma amiga dela apareceu com o carro, e devo dizer, estou corado de vergonha por não me lembrar do nome dela....

Meu primeiro dia na cidade praiana encheu minha calça jeans paulista de areia. E só toquei nela de novo no dia da minha volta pra casa, uma semana depois. Meu par de botas novas ficaram uma semana sem ver meus pés, que ficaram apenas ás voltas com o chão ou com as sandálias. Apenas minha pulseira ficou exatamente onde fica, e marcou meu pulso ao impedir que uma parte dele recebesse sol.

DSC02029 Fui apresentado á lugares muito interessantes, museus, o Dragão do Mar, a Ponte dos Ingleses, a Praia do futuro e tal... Mas o mais legal foram as pessoas: Duan, Bruna, Juliana, Allison, Edson, Maristela.... uma mais incrível de divertida que a outra. E o sotaque? uma delícia. A turma fala cantado e com sons interessantes. Os ares caipiras daqui serviram para divertir a galera, ás minhas custas, claro...

Ganhei muito mais que fotos, um bronzeado legal em pleno inverno ou coisas que trouxe de lá. GanheiDSC02137 amigos; gente com quem vou poder conversar pelos próximos tempos.

Coisas assim não se ganham sempre. Ainda mais hoje, em tempos de virtualidade, orkut, MSN e solidão. Sair e conhecer pessoas e culturas diferentes da sua abre os horizontes, a mente e o coração, fazendo com que  conheçamos mais a nosso próprio respeito, ao encarar as coisas sob uma nova óptica. Pessoas impressionantes, com histórias impressionantes, e risos e sorrisos o tempo todo. Dei muita risada em minha estada nos trópicos.

Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito. E me senti muito triste ao ter que voltar pra casa, pro gelo que está aqui no sudeste, onde a vida é muito cara. Rever minha famíla, meus amigos, DSC02163minha moça é muito bom. Mas de saber que um amigo ficou em seu lugar, há milhas e ilhas de distância é consternador.

Ganhei de minha amiga um livro: O Pequeno Príncipe. "Tu te tornas responsável por aquilo que cativas." Sou responsável por um bocado de gente agora, e esse mesmo bocado é responsável por mim.

Ah, que lindo. Mari, muito obrigado.

10 de maio de 2008

Praia do futuro


Ah, o mar.

9 de maio de 2008

Viagens?

Há dias em que uma viagem cai bem.
 
Sabe, há certo tempo eu postei sobre uma amiga, Mariana. Pois é, cá estou eu em Fortaleza, sua terra, desfrutando do CALOR e o AR ÚMIDO, e da PRAIA que aqui tem.
 
Deixar São Paulo e vir curtir minhas merecidas e tardias férias em um local praiano foi de grande valia. Logo logo, haverá uma foto minha no mar....basta esperar.
 
Para meu nobre colega Rodolfo: em breve, meu amigo, estarei de volta, com minhas piadinhas e inconveniências. E saberei retribuir o post que fez á altura.
 
EM breve, mais notícias do branquelo debaixo do sol (mas besuntado de protetor solar).

8 de maio de 2008

Reconfortante


Muito...

5 de maio de 2008

Frio

Então.... aqui tá frio. Frio, tá ligado? Pois é, frio.

Não, sério. Frio, saca? Pois é, tá frio.

E o mais divertido disso, é que tá frio. Todo mundo se cobrindo.

Tipo, tá frio.

Tô de férias, legal. E tá frio.

Alexandria

A inveja derrubou seu farol, e a cobiça queimou sua biblioteca. O conhecimento produz uma coisa que vai além da tristeza (palavras de Eclesiastes): o conhecimento produz o ódio em outrem, pois uma vez obtido, ele não se perde, e sua usabilidade é eterna enquanto seu portador for capaz.

Imagine se a enorme biblioteca de Alexandria não tivesse sido consumida pelo fogo, onde estaria o conhecimento humano hoje. Imagine se os escritos médicos dos povos da América Central não tivessem sido exterminados por jesuítas e colonizadores espanhóis, onde estaria a medicina hoje? Mas, a inveja produz o ódio, e ódio produz a selvageria. Uma vez que esses escritos são feitos de papiro, o fogo rapidamente consome o que pode ter levado décadas para ser escrito.

Qual o melhor método para se acabar com uma cultura? Extermine seus escritos, oprima sua cultura e mate suas religiões (sim, um doce para quem falou em Tibet).

O conhecimento e o estudo são tão odiados em governos totalitários, que estes cuidam muito bem para que tudo oq ue não lhe seja favorável seja destruído. E as fogueiras de livros que Hitler fazia?  Pois uma vez que o pensamento livre assim é deixado, foge do controle, criando pessoas que podem ser individuais e autônomas, e não coletivistas e autômatas. O conhecimento é algo que não se pode ser controlado, o livre pensamento e o direito de escolha são coisas que fogem da vigilância, e causa terror. Terror velado, que deve ser combatido com energia.

Porque acha que pessoas burras e iletradas são preferidas? Pois não pensam, agem com apenas dois pensamentos: sexo e estômago, e assim fazem o que lhes é mandado, para que tenham suas migalhas garantidas. O estudo é dispensável, o controle dos impulsos é inútil, e contentar-se com pouco é a ordem a ser seguida.

Alexandria simboliza o ápice do conhecimento humano, suas ciências e filosofias. Seu incêncio simboliza o desejo de controle por parte de povos encabrestados e governantes tiranos. Ao acabar queimada, mesmo que por acidente, o primeiro local de concentração de conhecimento do mundo antigo virou cinzas, e poucas coisas de seu interior sobreviveram para chegar a nós, alguns séculos depois.

Saibam, portanto, que ao obter a ciência das coisas, pouco podem controlar. O controle de uma mente iletrada é fácil, o controle de uma mente iluminada é impossível. Saber produz tristeza, pois passa-se a conhecer os mecanismos usados para divulgação de falácias e controle de massas; mas produz inquietação e vivacidade, ao ponto de poder lutar contra esses mesmo mecanismos. Esse é o recado de Alexandria.

2 de maio de 2008

Vinho

Semana alcóolica esta que passou. Este seria mais um "notas de um fim de semana" mas não vai colar, uam vez que tive uma pequena dose ainda ontem.

Fim de semana último, aniversário de uma grande amigo meu, e fomos num restaurante $hique (nunca paguei tão caro pro uma refeição) da cidade, em pleno domingão. Eu acompanhei o pai de meu amigo, nquanto ele bebia um chopp, eu peguei uma taça de vinho Malbec.

Papo excelente, altas piadas e muitas boas tiradas durante a tarde que se seguiu, Claro, que responsávelmente, em cima do vinho virei água aos montes, e terminei a única taça uma hora e meia antes de ir embora. Afinal, além de fraco, não sou idiota.

Ainda ontem, ou outro dia divertido: uma tarde inteira para escrever um artigo da pós, assistir Friends e á noite, restaurante com a turma da pós. Plena quinta-feira, o lugar meio vazio, mas a hora que eu cheguei o barulho estava enorme: a minha turma sozinha ocupava o barulho todo do restaurante, que parecia badalado.

E isso porque nem metade dos que disseram que iriam efetivamente foram. Mas um papo ótimo, rimos pra caramba, e o encontro rendeu histórias que farão muita gente se arrepender de não ter ido.

Convivência é uma arte perdida, de fato. Poder sentar e conversar despretensiosamente, sem pressa, e criar laços de amizade é algo que poucos valorizam, e muito menos executam. Nunca fui muito de baladas,mas adoro barulho, e gente, pra poder falar um monte e rir outro.

A bebida alcóolica é uma das grandes ajuntadoras de pessoas. Claro, sempre tem aqueles idiotas que exageram em tudo, e pagam caro por isso. Hà que se ter eqúidade, uma vez que a melhor forma de prestar honras a Deus pelos presentes que ele nos deu é usar deles sem exagero, até a satisfação apenas.

Vinho se tornou uma das minhas paixões em minha maioridade, e a gama de literatura e conhecimento a seu respeito é uma coisa impressionante. Como adoro um bom livro, vi que a coisa funciona muito bem.

Não sou pseudo-chique, nem um almofadinha pobre. Mas além de não gostar da idéia de perder o controle - e aproveitando o ensejo, nunca dei um porre - prefiro alguma coisa que dá pra se lembrar, e não meramente mais uns goles que desceram. E pra quem tem a memória fraca, isso é de grande valia.