9 de janeiro de 2008

A fina iguaria do ócio

Devo confessar: depois de um mês tremendamente terrível, onde o trabalho era feito em jornadas duplas, refeições engolidas em meio a desepero e cansaço, a tristeza dos feriados familiares tomados por obrigações empregatícas, e tudo o mais que vêm junto, janeiro chegou.

E com ele, chegaram o ócio, o pouco trabalho, o cyberslaking, os joguinhos em flash, e principalmente, o sentimento de trabalho perdido.

Sim, trabalho jogado fora.

Ora, posto que após dias e dias de cansaço e canseira, v6em uma bonança que beira o ridículo. Não tínhamos que trabalhar a todo o custo? Não tínhamos que sair da empresa depois que o relógio virou? Pois agora, vem os sites de humor, os jogos em flash....

Eu estou me sentindo um dos Sambabacas: comprei um celular novo, e logo ele passará a integrar a net. Só hoje, eu já testei o cliente de email do gmail, tentei acessar o mig33 e baixei o opera, junto com mais algumas coisas. Ainda não instalei, mas logo vou fazer isso.

Hoje é minha fomratura, e por isso, meu telefone agora está sendo carregado de energia, para poder tirar fotos com os poucos que irão. E escrevendo este post. Porque o trabalho não pôde ser diluído e melhor distribuído?

A fina iguaria do ócio é vir ao trabalho, e sua jornada de trampo efetivo não passar de alguns minutos. Engraçado como, em dias assim, algum infeliz se lembra de você, ás 4 e meia da tarde, e vêm com algum papinho sobre algo que ficou pra trás, muitas vezes, não sendo por culpa sua. Interessante.

E assim caminha meu dia. O que não posso aceitar é que me digam que a estafa de um mês atrás não possa ser diluída em 60 dias. E não posso deixar de achar ruim o fato dos dias se arrastarem gordos e sentados, enquanto vejo banalidades na internet.

A fina iguaria do ócio. Ver as horas passarem pelo monitor, e achar ruim quando você tem que trabalhar.