31 de agosto de 2007

Um ode aos velhos tempos?

Meu pai me mandou um e-mail, onde um texto de internet - desses fitos por não se sabe quem em não se sabe aonde - louvando os tempos antigos - 20 anos atrás.

Bem, a humanidade nunca melhorou desde então. Na verdade, ela só piorou. Eu até discorreria sobre os novos assuntos em pauta, como aborto e homossexualismo. Porém, ao invés de malhar em ferro frio, eu vou fazer uma pergunta: não podemos usar os velhos valores de antigamente para pautar os dias de hoje?

Sim. se tem uma coisa que sabemos é que temos uma dicotomia intrínseca, que pesa muito para o mal. Machado de Assis escreveu sobre essa dicotomia em seu conto "Aigreja do Diabo", onde a verdade é: uma vez colocada uma doutrina, o ser humano corre para afzer o contrário. E essa é a parte divertida.

Eu vou colocar minha opinião agora: suponhamos que todas as perfídias e malevolências se sobressaiam e todos valores antigos - que vovô sempre dizia - caiam por terra. A primeira coisa que vai acontecer é o caos total, todos fazendo o que bem quiserem.

O que vai acontecer logo em seguida é o que o conto machadiano explorou: a corrida humana pelo proibido. Em algumas vezes, a consciência - mesmo a mais cauterizada - irá sussurrar, e a coisa vai pesar.

A história humana é cíclica, e sempre se cai no mesmo buraco, por mais avanços que façamos. Estamos na beira da volta do estado Romano, onde os pobres são massa de manobra alimentada com pão e TV, onde tudo é permitido e a política gosta do caos e da bagunça.

Em breve, teremos máquinas de camisinhas nas escolas primárias, professores ensinando gayismo, crianças sendo abusadas e seus pais consentindo com isso, adolescentes sendo exaltados como ideal de pensamento e "experiência", e a velhice vai começar aos 25 anos. Tudo vai ser direcionado para o consumismo imediato, cartões de crédito em profusão, dívidas aos montes.....

O futuro, eu acho, será esse. Os idosos, antes respeitados, serão execrados e mortos. Seus referenciais de vida e legado serão substituídos por ideais fugazes e prontos para o consumo.

Entendo meu pai. O futuro é bem feio. Os tempos antigos ainda podem nos ensinar como fazer as coisas agora. Mesmo depois de termos ferrado com nosso presente, ainda há um futuro. 

30 de agosto de 2007

O desejo e a vontade

Enquanto segue pela rua, mãos no bolso e olhar fixo, milhares de pensamentos trancavam sua audição. Todos eles em volta de apenas uma única coisa: aquela mulher.

Se a humanidade é imperfeita, ele é o cúmulo da tentativa de aperfeiçoamento, e ela, a epítome de todos os erros unidos á esperança de conserto. O completo contrário, o oposto perfeito. O que parecia ser o par perfeito, estava se tornando um pesadelo.

"Esteja aqui ou não esteja mais." A voz de caramelo dela soava ríspida. "Não quero ficar com alguém que não quer estar aqui."

Calado, seu andar refletia sua temerosidade: estava apressado e irritado. A resposta teria que ser dada naquele dia. Sr o que todos esperavam que ele fosse, ou ser quem ele queria ser. Responder á altura as espectativas, ou decepcionar tentando ser feliz.

Um carro passa ao seu lado. A buzina o assusta; mas ele vê que foi necessário: estava andando quase no meio da rua. A mente enevoada entre cobranças, ameaças, beijos e perfume o desnorteou. Já de volta á calçada, recostou-se num poste. Precisava se localizar.

"Decida-se."
"Porque?"
"Porque é preciso."
"Mas..."
"Sem mas. Faça o que tem que ser feito."
"De que forma?"
O rosto dela, o perfume, sua pele.....
"Tudo tem conseqüencias."
"Mas que clichê...."
"Mas é a verdade."
"Mas como encontrar a melhor saída?"
"Nenhuma é boa: de um lado voce tem o amor de uma mulher, do outro, as certezas da vida."
"Mas e se não der certo?"
"Nenhuma alternativa é boa. Mas entre a inatividade e o erro, o erro é melhor."
"Como pode ser?"
"O erro traz chance de crescimento. A inatividade traz a apatia."

Os sons da rua, os semáforos, os carros, o ar sujo, os transeuntes.
"Eu que não fumo, queria um cigarro...."

Ela o esperava do lado de dentro da casa. Quando girou a maçaneta e entrou, sua mente estava dividida. Quando a olhou, seu rosto ainda consternado mas ainda assim esperançoso, soube o que dizer.

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De repente, me deu uma vontade de escrever histórinhas......

28 de agosto de 2007

Constituindo, ou se esquecendo?

Reprodução

Plenário da Constituinte de 1823: no Brasil, pouco se fala da formação do Estado nacional


Nestas terras tropicais pouca importância deu-se aos trabalhos desenvolvidos na primeira Assembléia Geral Constituinte, aquela que concebeu o Estado brasileiro, lá nos anos de 1823 e 1824.

Existem povos que sacralizaram as figuras de seus constituintes e particularmente o documento elaborado. Veja-se o que acontece nos Estados Unidos. Ensina-se às crianças admirarem os Pais Fundadores.

Por aqui, poucos manuais escolares referem-se à formação do Estado nacional. Preferem divagar sobre as efemérides da Revolução Francesa, avançando, algumas vezes, sobre outros cenários políticos alienígenas.

Brasil que é bom, nem pensar. Triste constatação. Nestas terras, o passado não importa. Não há um debruçar sobre os questionamentos iniciais do processo político nacional. Importa a moda que vem de fora. Dane-se o Brasil.

Apenas interessa o agora, aquilo que é imediato. O passado é amesquinhado. Falta um traço vinculando acontecimentos de ontem com fatos de hoje. É mais fácil importar o último modelo externo a construir um arcabouço próprio.

No entanto, a atuação dos primeiros constituintes apresenta traços da personalidade nacional sempre e fortemente presentes em nosso cotidiano.

Discursos sem oração principal são costumeiros nas atas daqueles trabalhos constituintes. Falar sem preocupação insere-se no jeito de ser brasileiro. É só ver os contemporâneos canais de televisão da Câmara e do Senado.

Isto, porém, é irrelevante. O importante é o conteúdo. Às vezes este oferece motivos de profunda reflexão e indica posicionamentos futuros. Os estudos de José Bonifácio de Andrade e Silva sobre a questão do índio e da escravidão apresentam-se fundamentais. Obras de estadista.

Sem a notabilidade de José Bonifácio, outros parlamentares também merecem registro. O deputado Carneiro, entre outros, lança-se em tema polêmico. Apontou as diretrizes até hoje presentes nos costumes brasileiros. Alimentou longo debate sobre a liberdade religiosa.

Foi feliz o deputado Carneiro. Demonstrou a necessidade de amplitude no tratamento do assunto. Todas as religiões deviam merecer respeito e a possibilidade de exercitarem seus ritos e cultos no território do Império do Brasil.

Defendia, inclusive, o deputado Carneiro aos não cristãos a garantia de espaços religiosos. Avançava. Desejava que a liberdade religiosa fosse estendida a todas as crenças.

Neste passo, a primeira Assembléia Geral Constituinte plasmou a alma brasileira. Não criou obstáculos às religiões mais díspares, apesar de adotar como oficial a Católica.

Outro tema que ocupou a pauta de 1823 foi o tratamento a ser conferido às sociedades secretas. Estas já proliferavam nos tempos de Dom João VI. O monarca do Reino Unido, pouco antes de retornar a Portugal, editou alvará proibindo e sancionando as atividades destas associações.

Parece que em vão. As sociedades secretas encontravam-se presentes por toda a parte. Os mais diferentes motivos serviam de justificativa para criá-las. Os constituintes desejavam afastar as penas impostas às sociedades ocultas e aos seus integrantes.

Aqui, a palavra mais elevada coube ao deputado Rodrigues de Carvalho. Apresentou projeto extinguindo os processos e sanções impostas com fundamento no Alvará editado pelo rei português.

Andrade Machado teceu palavras aplicáveis aos dias contemporâneos: "Não há ninguém tão elevado, que as vozes debaixo lhe não cheguem aos ouvidos; não há ninguém tão forte, que os perigos dos fracos o não possam ameaçar; ninguém há tão isolado, que não tenha que temer ou esperar daquilo que se passa em torno dele."

Decorreram mais de cento e oitenta anos e as palavras do deputado constituinte ainda não ecoaram em determinados segmentos da sociedade. Continuam a viver de maneira egocêntrica, quando não alienada.

Existem muitos outros ensinamentos a serem recolhidos nos anais da primeira Constituinte. Os debates sobre a liberdade de imprensa foram amplos e atingiram o essencial. Sem a liberdade de imprensa torna-se impossível qualquer progresso social. Assim não entenderam os republicanos positivistas. Deu no que deu.

Resta ainda um registro. Os trabalhos da primeira constituinte se desenvolveram pelo sistema unicameral. O Senado criou-se mais tarde. Os momentos iniciais do Império do Brasil ficaram livres de bois, boiadas, concessões de rádio e televisão. Ainda assim tudo acabou mal. Pedro I dissolveu a constituinte e deu início ao perverso costume de outorgar Constituições.

Cláudio Lembo é advogado e professor universitário. Foi vice-governador do Estado de São Paulo de 2003 a março de 2006, quando assumiu como governador.
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Esse velhinho com duas taturanas nas sombrancelhas é um dos poucos que ainda falam algo que preste nesse país. Srá sempre lembrado como o Governador de SP no dia do PCC. Bem, ao menos ele não usou isso como palanque para se eleger.

20 de agosto de 2007

Sobre ação, reação e o que há entre ambas

Confesso que xinguei o Movimento Cansei. Eu o achei um meio que seus criadores fizeram para si com o intuito de sujar um pouco mais o lulismo. A oportunidade, todavia, era impagávelmente grande, ao ponto de poder uma parte do povo. Mas cheguei á conclusão que qualquer coisa que mobilize o povo é válido.

Acabo de ler um artigo sobre o fim da Varig. Foi com o fim dela que se selou o apagão aéreo. Um de meus links favoritos, Paulo Henrique Amorin, diz que isso é intriga da oposição. Na verdade, é nada mais que o resultado de um governo que mal sabe pra onde correr.

Eu até poderia xingar o Lula. Mas eu tenho que dizer que a economia está bem - se bem que ela está bem no mundo todo,  e quando estoura crise, aqui também estoura e a culpa nem sempre é do governo - e que há um certo otimismo quanto aos rumos financeiros do Brasil. Entretanto, ao invés de chamar quem realmente entende de aviação civil - porque milico é milico, não manja de clientes - ele se chafurda na incompetência, e larga um setor inteiro ás moscas.

Hoje eu vejo como a Varig era importante. As rotas internacionais, os empregados orgulhosos. O sonho de todo o comandante brasileiro. Agora, seus desempregados grassam atrás de novos empregos, ganhando pouco, e o Governo sem sequer lhes devolver suas pensões.

Será que se isso acontecesse com o PSDB seria igual? Tudo seria deixado como está pra ver como é que fica? Não sei dizer. Serra largou o rombo da linha 4 como está, e não deu satisfações quanto aos contratos "turn key". Não se manifestou quanto ao acidente da TAM, e como o piloto morreu com seu avião e seus tripulantes, a culpa será dele. Serra não é competente para ser presidente, e Lula não é um estadista.

O Brasil não tem homens talhados para o poder. O último se matou, e com seu suicídio, fez mais estragos aos conservadores udenistas que quando em vida. A ação se dá quando ligamos a TV: nossos parentes morrendo em acidentes torpes, nossos filhos usados como produtos até que sua juventude lhes seja sugada, nossos pais morendo em filas de hospitais porcos.

A reação é clara: o povo protestando e tomando seu lugar no poder. Mas... aqui? Aqui, a reação nunca chega. A paulada foi dada, mas a pedra não quer rolar. A Nação brasileira está imersa no Mar do Esquecimento, grata por não ter que trabalhar, e desonrando aqueles se dão á labuta. Gerson teria orgulho, criou uma nação de oportunistas.

Somos reflexo do que escolhemos. O sucesso é uma questão de escolha, e não de oportunidade. Mas no Brasil, isso é tido como um valor ruim, que te coloca num pedestal de inveja, criando em sua volta uma legião de odiadores. Porque verão em você o exemplo do que não conseguem ser, e tentarão tirar sua paz, suas posses. A violência dos roubos e os trotes de dentro de presídios são os meios que os que invejam e são preguiçosos usam. Os impostos e o uso que fazem deles são meios que os oportunistas gersonianos usam para tirar-nos a paz.

O Brasil é um país que não merece os que o financiam. Eu o amo, amo essa terra fértil e o povo quente. Minha namorada cuja pele de café exala perfume, fruto das misturas que dizem que aqui não houveram. Mas como continuar amando esse lugar se quem mora nele não o ama, ao contrário, quer tirar daqui tudo o que pode, e assim viver acima da lei?

Só posso rezar. Rezar para que aqueles que estão perto de mim tenham suas vidas e sua integridade física popuada, pois não tenho como pedir que suas posses se mantenham intocadas. Rezar para que meu enteadinho possa crescer e amadurecer sem ter sua mente destruída pelos professores de esquerda, e nem seu corpo abusado por pederastas. Rezar para que meu futuro seja um pouco mais colorido, pois estou trabalhando, e não usurpando. Rezar para que minha integridade permaneça, enquanto todos os outros já se entregaram á sodomia e á falta de escrúpulos. 

17 de agosto de 2007

Eu Exijo Ordem e Progresso! - Blogagem Coletiva

The image

Como já temos pessoas discorrendo acerca de política, vou explanar sobre uma outra vergonha, onde a Desordem e o Regresso imperam: a Educação.

Um dos melhores mecanismos para manter um povo sob controle é retirar dele o acesso á informação e ao conhecimento. COm o advento da Internet, isso se tornou impossível. Jornais pululam nas bancas, e revistas saem na porrada atrás de quem as possa comprar. Entào, o conhecimento pode ser colocado de lado.

Somos hoje uma nação que passa pela escola, e não vai á escola. Minha mãe faz faculdade, e se assusta com a quantidade de pessoas que acabaram de sair da escola, e nem sabem resolver uma função quadrática, tampouco determinar uma simples regra de três. A resposta é simples: a TV e as novelas tomaram o espaç que deveria ser delas.

A questão é a importância que damos á educação. AO elegermos um presidente que disse que "ler é muito chato", nada mais fizemos do que colocarmos no poder um legítimo representante do povo. Essa alusão mata a cobra e mostra o pau.

As famílias que mandam seus filhos para a escola pública o fazem por ser gratuita. E não exigem que seus filhos se empenhem e estudem o que lhes foi passado, pois é uma escola pública. São raros os casos de alunos que se esmeraram ou se esmerarm, mesmo estando nelas. As crianças e adolescentes que estão estudando lá, sabem que nõa podem reprovar: o governo não deixa. para mostrar belos números para a ONU, fez o necessário: criou um aparato educacional onde quem sai de lá é um analfabeto funcional, e não alguém preparado para ser um cidadão. A não-reprova joga no mercado de trabalho milhões de pessoas que só assinam o nome e fazem as operações básicas. A inteligência é reprimida - procure saber em que pé estão os super-dotados brasileiros - e qualquer tentativa de ser melhor é barada pelo conformismo: para quê, se não vale a pena?

Vi apenas um caso de alguém que saiu da escola pública e foi para a faculdade. De resto, meus companheiros de classe seguiram suas vidas. Uma delas é hoje caixa num supremercado.

O descaso pela educação fez com que os alunos ameacem os professores, caso eles exijam alguma coisa. Várias vezes, vi alunos reclamando porque o professor deu um trabalho que exigia alguns minutos a mais de pesquisa. E vá em escola mais suburbanas, e verá o terror que professores passam. Os alunos não querem aprender, estão entregues á própria mente, achando que escola é meramente uma obrigação necessária para ter um currículo e poder trabalhar. Não é á toa que tantos em faculdades pagas chegam lá e se matam de estudar quando não tem tempo para isso, e amargam o fato de tratarem a escola como trataram.

Se por um lado, a escola pública é um demontrstivo de como a novela vale mais, do outro, temos a escola particular, onde os pais colocam seus filhos para obterem o conhecimento que o Estado - recebedor de nossos altos impostos - não é capaz de dar.

Mas, nessas escola, por mais que haja abundância de conhecimento, os melhores professores, exigências e coisas afins, quem quer aprender? Eu mesmo, tudo o que aprendi de Física e Matemática mais avançada, esqueci. Primeiro que sempre odiei fazer operações matemáticas que sempre darão a mesma reposta. E depois, que nunca gostei pensar com números. Mas quantos de mim passarm por ela, estudaram para não reprovar e chegam no vestibular despreparados?

As escolas particlares não tem compromisso com o Estado, e assim sendo não formam cidadãos. Formam vestibulandos, que são a grande propaganda. Seus alunos nas faculdades públicas são uma demonstração do ensino. Mas e a cidadania, e o país? Não se pode ensinar sobre as leis, ou pelo menos, o hino nacional inteiro?

Quanto aos alunos, adolescentes são iguais em qualquer lugar. E para esse caso, a frase "eu to pagando" mata qualquer argumento. Não são mais escolas, são instituições financeiras, cujos clientes estão pagando para ter um conhecimento maior que a grande maioria. Mas ainda assim, não se pode dar ao luxo de perder clintes, pois ainda terão escolas particulares disponíveis. Como proceder? Reprovar o aluno, e perdê-lo ou passá-lo e manter um cliente?

Quando moleque, estudei em escola pública. E me lembro nitidamente de uma zoeira que o Ginásio fez na minha carteira. Era uma bandeira do Brasil, que ostentava a frase DESORDEM E REGRESSO. Uma das razões pelas quais temos o governo que temos é a falta de educação, literalmente. Elegeríamos presidentes nos valendo apenas de debates políticos se tivéssmos pesuisado sobre eles? Votaríamos em candidatos que usam da pobreza dos outros para a auto-promoção? Manteríamos no poder pessoas que são tão corruptas ao ponto de todos saberem a respeito?

Ao exigirmos ORDEM E PROGRESSO, estamos requerendo nosso direito. O povo o quer. Mas o povo deve mostrar. Eu devo, você deve, todos devemos. O fato de sermos tão anti-patrióticos demonstra como prezamos nosso país. Eu não dou a mínima para a estrelas em cima do escudo da CBF: gostaria de ter meus filhos - quando os tiver - em escolas públicas que valham os meus impostos.

EU EXIJO ORDEM E PROGRESSO. Eu quero educação que não dependa do vestibular para se promover, mas que forneça a nossa herança cultural usando o que as crianças mais dispõem: tempo. Eu quero um país onde a população possa ser a vigia dos políticos. Não é um povo que deve temer seu governo, é o governo que deve temer o seu povo. Eu não quero ser achincalhado pelos poderosos, usado para lhe dar votos e ser chutado depois. Eles trabalham para mim, e não o contrário.

Chega de massa de manobra, chega de currais eleitorais, chega de indústria da seca e da fome, chega dos votos dos analfabetos, chega do voto obrigatório. Exijamos empenho de nossos filhos com o estudo, e teremos uma nação soberana e poderosa como deveria ser, e não a chacota mundial. Educação começa em casa, dentro da minha e da sua. O país muda por baixo. Não espere que os governantes façam alguma coisa, eles não farão. A revolução não será televisionada.

Blogagem Coletiva
- Iniciativa do 30eAlguns. Entrem lá e leiam mais sobre a frase que falta ser efetuada no país.

15 de agosto de 2007

Uma mudança

Quando eu leio o blog do Julio Severo, duas coisas vêm á minha mente: a primeira, é que o Blogger disponibiliza templates bem mais bonitos. A segunda, é que o mundo vai assistir ao fim da humanidade, com o advento do homossexualismo e do abuso de crianças.

Todavia, quando eu penso na igreja, eu penso que uma mudança é necessária. Uma mudança na mentalidade: parar com os regionalismos e os cismas entre igrejas. Não é para aceitarmos as teorias e ensinamentos novos: estritamente Bíblia. Não ao homossexualismo, não ao aborto, não á libertinagem sexual. Mas uma renovação na mente cristã.

Alguém já falou disso. Chama-se Brennan Manning, em seu O Evangelho Maltrapilho. Ele trata o cristianismo de uma forma violenta: ele escancara os paradoxos e xinga os super-crentes com imprecações dignas de Philip Yancey. Ao demonstrar que a cristandade é mais falha que uma peneira, ele exibe a qualidade mais mal utilizada de Deus: a Graça. Não a que nos dizem que nos permite fazer o que quisermo, mas a que não liga pro que você fez. Apenas quer que você deixe seus erros de lado e continue seguindo.

Quando leio que o aquele que se arrepende, deixa seus erros e não os comete mais alcança misericórdia, ou seja, o favor gratuito. Esse pequeno detalhe é o que nos move. Essa é a boa-nova que ninguém entrega mais.

Essa é a mudança que deveria estar dentro das igrejas. Acima dos livros e manuais, apenas a direção certa. Todavia, igrejas se tornaram feudos, centros de lavagem cerebral e máquinas de fazer dinheiro. Muitas exigem que seus fiéis subam nas tamancas, e pasem a agir como se nada os abalasse, e até mesmo Deus lhes seja submisso.

Vejo e sinto muito. Por essas e outras, os gays estão se movendo para atacar nossas crianças. Por essas e outras, estamos sendo achincalhados por todos, e damos trela. Estamos sendo rotulados, por comportamentos ruins que denigrem a já odiosa imagem que temos.

Eu não sugiro a chamada união. Ela é um fruto a ser colhido no tempo devido. Mas mudar o discurso, e não distorcer um livro com mais de 2000 anos, divulgar a mudança da sorte de todos, um meio de ser alguém melhor sem ter que pagar por isso. A REDENÇÃO É DE GRAÇA. engraçado como a última palavra cai bem. 

Leituras Recomendadas

http://i.s8.com.br/images/books/cover/img7/8857.jpg
Neil Gaiman e Terry Pratchett
BELAS MALDIÇÕES

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http://i.s8.com.br/images/books/cover/img2/1459232.jpg
Alan Moore e David Lloyd
V DE VINGANÇA

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http://i.s8.com.br/images/books/cover/img9/1774859.jpg
Sun Tzu
A ARTE DA GUERRA

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Nicolau Maquiavel
O PRINCIPE

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Phillip Yancey
ALMA SOBREVIVENTE

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C.S. Lewis
O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA

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Brennan Manning
O EVANGELHO MALTRAPILHO

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Brennan Manning
CONVITE Á LOUCURA

14 de agosto de 2007

Coisas da internet

Ainda outro dia, recebi ilustres visitas de blogueiros influentes: David, do Aqui Não, Genésio e de Alcinéa Cavalcante. Como sou visitante costmeiro destes dois blogs, sempre que meu tempo deixa, eu deixo um comentário. Aliás, caros paraquedistas: comentários em blogs são grandes incesntivadores, por pior que sejam os prejudicativos ao sujeito.

E ainda hoje me acontece uma coisa interessante. O OBVIOUS, um blog entupido de informação, me encontrou no BlogBlogs. Eu me inscrevi no Technorati - onde David me achou - e no primeiro, para ver se dava algum resultado. E Deu! Puxa!

Ou seja: este pequeno espaço da net, com um nome super estranho - que significa "Boa sorte" ou "Boa Viagem" - está recebendo visitas interessantes. Semana passada, Pavarini do PavaBlog - ><> - aterrissou aqui, e me linkou em seu site.

A internet é uma ambiente que se auto-regula e seleciona. Aqui, reina uma anarquia - ausência de poder central - que permite que não hajam fronteiras entre idéias e pessoas. Pode-se falar á vontade - dentro do limite do respeito, ou da prova acusatória - sobre o que quiser. E pessoas podem encontrar umas nas outras meios de obter relevância.

The Godspeed era apenas um blog para falar o que me vinha á mente ne primeiro instante, assim como foi o WhyPlay. Mas agora, ter um blog requer uma certa sensatez. Será que manterei assim? 

9 de agosto de 2007

Classe Média

Não, não, eu não vou xingar a classe média.
Pois todos são contra ela.
O governo a odeia, pois não é massa de manobra como os beneficários do Bolsa-Família.
Os pobres a odeiam, porque a classe média tem mais que eles, e isso é quase inadmissível.
Os ricos a odeiam, pois não têm a classe e a elegância necessárias, e nem a tradição. São apenas uns pobrinhos com mais dinheiro.

Sim, compramos carro a prestação. Porque não queremos andar de busão que nunca chega no horário, nunca tem a frequencia mínima requerida e está sempre lotado.

Sim, lemos revista e vemos Jornal Nacional, porque nós não temos meios de descobrir a verdade dos bastidores sempre pútridos do governo. Não, nós não papagaiamos o telejornal, porque nós temos mais formação que grande parte das pessoas, e mesmo que não gostem, ainda temos algum raciocínio crítico.

Sim, nós compramos coisas no cartão de crédito. Não porque gostamos, mas simplesmente porque o que é bom é caro no Brasil. Roupas boas não são só as de grife, mas eu quero ter uma camisa que dê pra usar por mais de dois anos, mesmo que usada com parcimônia. Nós gostamos de boa comida, porque podemos nos dar uns luxos de vez em nunca. Porque, depois de pagar quatro meses de impostos, eu quero me divertir, e dar pros meus filhos o que eu puder dar de melhor.

Sim, nós pagamos escolas para nossos filhos. Porque além de termos que pagar impostos que nem mesmo uma imprecação cabeluda defeinira, as escolas públicas são grandes fazedores de massa, onde o professor tem medo de ensinar e alunos mandam nos diretores. Onde o ensino não existe, e as bibliotecas mal tem os livros necessários a uma boa pesquisa.

Sim, nós pagamos plano de saúde. E isso nos é humilhante, pois a CPMF foi criada para que o sistema hospitalar do país funcionasse. Mas virou apenas mais uma entrada para o governo. E queremos médicos que nos atendam quando pedimos, e não um ano depois. E queremos que as emergências sejam emergências, e não mais um leito no corredor, com nosso pai morrendo em meio ao descaso.

Não, nós não temos classe. Não somos elegantes como os ricos, porque apanhamos muito para poder ter uma casa um pouco melhor. Gostamos de certos hábitos pobres, nem sempre estamos em forma, e alguns de nós tem problemas de dicção.

Mas não nos rebaixe, pois se alguns ricos burlam a Receita, nós não temos como pagar um advogado para enrolar o Estado. Não nos rebaixe, pois nós garantimos o fonecimento de mão-de-obra qualificada que as multinacionais isentas de impostos precisam. Não nos rebaixe, porque se nossos filhos podem fazer um intercâmbio nos EUA, é porque tivemos que trabalhar mais de 20 anos para poder fazer isso. E SEM AJUDA. Náo nos rebaixe, porque nós pagamos pelas coisas que temos, nós não as ganhamos. O Estado não nos deu nada, como ele dá para a massa eternamente dependente.

Não nos rebaixe. Nós não somos melhores, mas não estamos á sua mercê. Somos nós que garantimos o giro interno da economia. Somos nós que compramos coisas importadas pelo triplo do preço. Somos nós que queremos ver nosso salário, que apesar de ter números bonitos, comprar o que deveria, e  não o que atualmente pode. Somos nós que vamos aos shoppings, pois os centros são sujos e mal projetados, onde nos roubam na esquina. Somos nós que lutamos, todos os dias, para ter um pouco mais que a massa. Para ser um pouco mais.

Pagamos caro por isso. Pois o governo quer apenas duas classes: ricos e pobres. os que mandam e os mandados, sem nenhuma contestação. Eternas máquinas de pobreza, que sustentam a democracia pífia que há. Se nós discordamos, vaiamos ou nos manifestamos de qualquer maneira, somos aviltados e ultrajados, pois não somos pobres para que o governo nos dê esmolas, e nem ricos para sermos protegidos por eles.

Essa é a classe média. Ferrados dum lado, fodidos do outro. Mal pagos em todos eles. Quer viver melhor? Dê o fora daqui. Mas lá fora, a classe média é pobre mesmo. Mas bem paga. Ser humilhado no país de origem ou no estrangeiro? Se alguém puder me dizer o que é pior, me diga. 

7 de agosto de 2007

Eu Exijo Ordem e Progresso!

O 30eAlguns, um dos companheiros de Ricardo Rayol - vulgo Jus Indignatus - vai atacar uma blogagem coletiva no dia 17. Eu resolvi entrar na parada e ver como me saio. O lance é postar algum artigo sobre o tema que está no meu título. Eu acho que farei alguma sobre educação, sobre como temos faltado com isso. Não, não estou falando de escolas públicas, mas sim de como as pessoas que dela dependem não exigem grandes coisas, tampouco respeitam quem nela trabalha. Sobre como a classe média paga caro para ter seus filhos passando de ano, mesmo quando não deveriam.

Fica a sugestão. É o tipo da coisa que vale a pena fazer. Não só porque o tema é legal, mas porque a blogosfera existe para expressar opiniões. Haja visto o que aconceu com Julio Severo. E porque que Alcinéa Cavalcante tem hoje a visibilidade - merecida - que tem.

6 de agosto de 2007

Aziraphale, se eu fosse um anjo.

Chama-se Belas Maldições, de Neil Gaiman e Terry Pratchett. Esse livro está pra completar 18 anos de existência, e até hoje vi poucos com esse livro.

Aliás, só uma pessoa. E foi um antigo colega de trabalho que me emprestou o livro e o li em menos de 40 horas. E passei quase 6 meses procurando algum lugar que tivesse esse livro.

Trata-se de ver o apocalipse de forma irônica. Imagine que os dois escritores ingleses pegaram a mitologia bíblica, enfiaram sarcasmo e localizaram tudo na Inglaterra. O anticristo é um garoto de 11 anos de idade e seu cão é uma fofura. Os quatro cavaleiros do apocalipse são motoqueiros, e Peste se aposentou, entrou Poluição em seu lugar.

E por aí vai. Mas não espere rolar de dar risada, ou humor negro. Não é um livrinho de piadas, mas um romance que passou meio despercebido pelo grande público, pois apenas quem conhece a fama de Gaiman e Pratchett soube direitinho do livro.

E eu soube dele há menos de um ano. Fiquei impressionado com o título, que chama a atenção, e a capa bem feita da Bertrand Brasil, melhor, na minha opinião, que as capas originais.

Os diálogos entre o anjo Aziraphale e o demônio Crowley são impagáveis. A fantasia que permeia as mentes dos amigos de Adam Young, o anticristo, são a reprodução perfeita dos diálogos cheios de lógica estranha das crianças. A bruxa Anathema Device e o caçador de bruxas Newton Pulsifer são os únicos mais normais do livro... pode imaginar o que tem no meio.

É o tipo da coisa que não vai mudar sua vida se você ler. É uma literatura despretenciosa e bem-feita, dessas que a gente lê e lê de novo porque simplesmente quer ler. Ao contrário do Código Da Vinci, não quer mudar o mundo. Quer apenas amenizar um pouco a mente e divertir. E leitura é sempre bom. 

2 de agosto de 2007

Agora sim

Agora, se me permitem, vou falar sobre o novo template.

Para comemorar o primeiro ano d vida desse reduto cibernético, eu queria inovar. Pensei e vários meios, mas o principal deles era: como otimizar a parte dos textos? Eu queria que os artigos ficassem livres, sem nada ao lado para desviar a atenção.

O lance do SnapShots foi uma sacada legal, que eu até gostava. Mas fica bem em templates mais simples, e não numa coisa dessas aqui. Não só isso, eu queria manter os links que eu realmente usava, e não um monte de links para fazer volume. Mudar alguns botões, trocar algumas coisas de lugar... em suma, parecer que essa coisa funciona e é séria, e não escrita por um moleque que ainda está formando suas idéias.

E também queria um RSS. O sempre eficiente feed tinha que funcionar. O do Blogger deixava um pouco a desejar, mas dava pro gasto. Mas acabei por encontrar o Feedburner, que me proporcionou não só o feed, mas também a assinatura via e-mail. Esse negócio fez com que meu Technorati e meu BlogBlogs voltassem a funcionar.

O del.icio.us continua lá. Mas agora eu tenho outra coisas pra colocar. Têm vários sites dentro do delicious que eu quero dar mais ênfase, pois são muito bons. Há a nuvem de tags, que é uma coisa interessante de para se colocar. Bem como minha prometida seção Ativismo, que eu não esqueci.

Mas uma coisa que eu curti mesmo foi o Pull. Ah, esse recursozinho animado lá em cima... putz, isso eu amei. Eu não conseguiria fazer isso sozinho.

Aos que estão, aproveitem as novas facilidades. Aos que chegam, bem vindos ao The Godspeed. 

1 de agosto de 2007

Cansado do quê?

Eu andei navegando em busca de inspiração, e cheguei no Tô Cansadinho, um blog feito para desmoralizar o Movimento Cansei, organizado pela OAB, no seio da elite paulistana.

Ao ver qum são as personagens do movimento, e quem manda ali, há uma mentira flagrante: a frase que diz que o movimento é apolitico e apartidário, apenas cívico. Hm... bem, vindo de quem vem, isso é mentira deslavada. Doria Jr., o testa de ferro do movimento, é um membro elitista, que organiza festivais para cãezinhos em Campos do Jordão. No blog mencionado acima, há uma entrevista a lá Cocadaboa, onde ele explica as origens dessa mentira.

O descalabro é usar o momento para lançar uma campanha de descontentamento populacional. Usar a sensibilização da população frente á tragédia da TAM, para se promover e tomar o poder é um exemplo de como é tratado o povo. A elite branca e metida a besta de SP só quer a classe média no meio da coisa, para que tudo continue sob sua batuta. Os pobres e sujos, que deveriam estar junto nessa, serão colocados de lado, pois cheiram mal, não pensam e são pobres.

Eu me pergunto se estão cansadinhos de quê. De investir em candidatos que não vencem eleições? De defender os bispos da Rensacer? Francamente, usar o sentimento nacional para culpar um presidente pelo acidente da TAM é ridículo. Verdade que o Lula não governa lá muita coisa, mas não dá pra reclamar da economia. Digo, tem quem pode: os industriários, que amam a inflação e o câmbio externo desfavorável.  

Claudio Lembo, aquela múmia que esteve no poder nos tempos do PCC, matou a cobra e mostrou o pau quando perguntado sobre esse movimento ridículo. Portanto, eu peço que acessem o Tô Cansadinho, naveguem em busca de informações sobre os idealizadores dessa falácia e NÃO vão ás ruas para se unir a esse protesto. Protestar contra o governo, tudo bem. Ir na onda de oportunistas, é ser idiota.