31 de julho de 2007

Novos tempos

Para quem estranhou, o novo layout não é de minha propriedade: o link abaixo o atesta. Mas eu adorei esse template, pois dá um destaque melhor pro texto, não deixando que você se incomode com os dados ao lado. O fato de tudo ficar guardadinho no PULL é ótimo.

Esse template vai passar por algumas transformações com o tempo. Eu não curto muito verde, então aguardem as tonalidades azuis que virão.

Ah, eu realmente gostei disso. Parece até um blog profissional.

30 de julho de 2007

Ah, como são as coisas...

Ainda ontem, fui buscar minha namorada. Sua mãe dirigia e eu ia, no banco de trás, com meu enteadinho. Ele estava feliz da vida, com sua mamadeira, todo quentinho, acochado, levinho.... que dormiu.

Ele dormiu um invejável soninho, desses que a gente dá quando estamos numa tarde de domingo, na rede, depois de uma lauta refeição. Putz, que inveja...

Óbvio que meu braço esquerdo, onde ele repousava sua cabeça, dormiu. Mal senti minha mão por 20 minutos. Mas, só de ver o baixinho dormindo... era a paz celestial encarnada.

Ah, como são as coisas...

Eu escrevi um texto um tanto ruim, o que está logo abaixo, onde eu fui um pretenso machista. A bem da verdade, não sou. Mas ainda acho que as mulheres têm muito o que fazer para que possam ser respeitadas como merecem. A começar de não topar aparecer na TV com um biquíni exíguo.

Ah, como são as coisas...

Eu tive uma visita ilustre em meu humilde Blog. Na verdade, mais uma. Depois do David, do Aqui não, Genésio, a Sra. Alcinéa Cavalcante deixou-me um pequeno comentário. Fiquei feliz. Não é sempre que recebo pessoas ilustres - e tão grande habilidade com a escrita - nas áreas brancas do Godspeed.

Ah, como são as coisas...

25 de julho de 2007

As minhas algemas

Quando eu fiz cursinho, em um dos simulados houve uma proposta de texto muito boa, uma das poucas que gostei - e levei a nota máxima por causa disso: feminismo. Sobre como as mulheres fracassaram no seuintento, e como elas se escravizaram, mas num outro tipo: antes obedeciam ao marido, e hoje obedecem ao mercado, numa submissão ainda maior.

O título remte á questão da independência. u criei uma frase que era mais ou menos assim: "essas algemas são minhas. Eu que as coloquei por que eu quis." Bem, isso é verdade. O lance de independência fez com que as velhas práticas femininas se tornassem símbolos da submissão, quando, a bem da verdade, a velha prática feminina transformava uma casa em um lugar bem mais aprazível que o pé-de-guerra em busca de dinheiro e status.

Nada contra mulheres que trabalham. A busca pela independência financeira é uma coisa que todos almejamos, especialmente quando jovens. Poder comprar o que quiser sem ter quenos reportar é ótimo. A maioridade dá o poder de ir e vir, e a diversão mais que necessária para nossa vida.

Mas, ás vezes, eu me deparo com meninas que querem ser grandes executivas, e fracassam quando o assunto é descolar um namorado. Ou casos mais interessantes, de mulheres de sucesso que amargam solidão.

É verdade que nós, seres providos de pênis para insersão deles em aparelhos genitais femininos - e não em esgotos traseiros masculinos - nos acovardamos. Os galinhas grassam e estragam as mulheres, dando a elas a impressão de que homens não prestam. uma das mulheres que trabalham comigo dizem que homens para farra, tem aos montes. Mas homem mesmo está em falta no mercado.

Pior pra elas, que muitas vezes, se sujeitam em relacionamentos que culminam numa grande decepção. Eu já falei sobre lindas mulheres com os caras errados. A coisa não muda muito. Basta ver as mães solteiras por aí; em barcam em relacionamentos aparentemente bons, com homens corretos, e descobrem traições e afins. E quando o fazem, estão grávidas, e isso é logo encarado com um tremendo problema.

Eu sou um exemplar pífio de macho, desses calmos que estão mais preocupados com o café que com o carro que avança sobre o sinal vermelho. Mas reconheço que ver mulheres se sujeitando a coisas que deveriam ser de nossa alçada é bem estranho. Elas se submetem a salários mais baixos que os nossos, as mesmas jornadas de trabalho, e quando chga a maré vermelha, nao podem ficar em casa até passar um ou dois dias de cólicas e sangramento.

Eu sei que esse texto está com um tom meio machista, mas em momento algum eu dise que elas são inferiores. Elas ditam as nossas regras de comportamento. Elas destróem nossos planos com um simples sorriso. Elas ferram nossa vida com uma noite só. Elas conseguem o que qurem de nós, apenas pedindo. Em suma, só erguemos a civilização para impressionar nossas namoradas. (Welles)

O feminismo é um movimento legal e necessário, pois não é raro vermos mulheres sendo privadas de alguns direitos básicos. Uma mulher deve sim procurar alcançar seus desejos, e sem nada que a limite. A grande pergunta é "a que preço?" Será que essas algemas que elas colocaram não as está sufocando? Não criou um estilo de vida que consome muito de sua energia?

Os padrões de beleza foram feitos por elas e para elas. O macharedo não se importa com quilinhos a mais ou alguma celulite. Nós somos a imperfeição, pra que exigir perfeição? Mas elas querem ser jovens pra sempre, sendo que cada idade tem seu próprio prazer. O sexo hoje não é mais a troca de intimidade: é uma disputa por prazer. A sexualidade não é mais exclusiva das alcovas: é mostrada na rua.

Na TV, as beldades exibem seus peitos empinados e belas bundas em trajes sumários, como se isso fosse o ideal. Por que não se dão mais o respeito? Por que elas têm que fazer isso? A fama não significa ter de posar pelada. Os homens adoram ver Playboy, mas isso não significa um alvo a ser alcançado.

Não sei dizer até que ponto a troca das algemas do lar pelas algemas do mercado foi rentável. Se valeu a pena, pergunte a alguma mulher. Conheço algumas que adorariam deixar de se matar no trabalho e ter quem as sustentasse. E não como dondocas, mas como sendo a companheira do homem. Elas não são escravas, se são elas que ditam nossas vidas. Se a minha namorada já conseguiu me colocar em roupas mais apresentáveis, o que será mais que ela não vai me mandar fazer que eu não farei?

Num repente, elas se submeteram tanto ao mercado que estão sendo humilhadas por ele. O mercado é feito de homens, e nós somos rudes. Gostamos de ver bundas na TV. Elas podem entrar no mercado e competir conosco desde que se dêem o respeito. A vagina não é um instrumento de ascenção na empresa, e não é um meio de vida. Aquelas que guardam a chave da vida deveriam saber melhor isso. Mas essas algemas, foram elas que colocaram. 

23 de julho de 2007

Sobre meios e fins

O acidente da TAM, 10 meses após o acidente da Gol, não apenas mais um exemplo de inépcia e descaso. É um alerta. Há mais um desastre chegando. Enquando Serra e os tucanos querem que a culpa da crise seja de Lula, ao invés de fazer isso e usar o governo Serra para fazer o necessário - um aeroporto FORA da cidade - e Lula continua sem saber de nada, aviões atrasam, a ministra voa de jatinho e manda a galera relaxar e gozar.

Há mais um desastre chegando. Que os órgãos do governo não funcionam, é praxe. Entretanto, se os tucanos querem realmente colocar Serra no planalto em 2010, e não Aécio Neves - o menos ruim dentre eles - deveriam parar as picuinhas e mostrar o "serviço que Lula não fez". Sinceramente, pra que dicorrer sobre o descaso com a população? Perda de tempo tentar escrever sobre coisas óbvias como isso. Claro que esse acidente não vai dar em melhoramentos, mas apenas vai mostrar como Congonhas é o pior aeroporto do país, com uma pista curta e um monte de casas ao redor, um hotel que não devia estar onde está.

Bem como as mortes da Gol, que serviram para mostrar os inúmeros pontos cegos do SIVAM, mais um projeto usado para interesses próprios.
A finalidade é nobre: o sistema aéreo do Brasil. Os meios é que são os pontos de interesse: superfaturamento, cabide empregos de gente incompetente mas com QI (quem indica), fonte de salários e de influência.

A bem da verdade, há mais um desastre chegando. Pode ser com você, comigo, com qualquer um de nós. Voar, no Brasil, significa estar em perigo. A TAM é uma empresa que trata mal seus clientes. A Gol ainda tem que provar que é idônea. As principais empresas da aviação brasileira são ruins.

Eu escrevo com o ar de quem conseguiu imaginar a dor de um homem que perdeu sua esposa e um de seus filhos naquele avião. A dor de alguém que perdeu vários parentes numa única explosão. Essa dor eu gostaria de não sentir, apenas continuar na conjectura.
Há muito o que fazer nesse país, há muito o que reformar.

Mas antes de tudo, é preciso mudar a mente do povo. O povo deve fazer seu governo trabalhar para ele, e não o contrário, como se instituiu no meu país. De tudo, resta, por enquanto, os olhos inchados e o coração quebrado dos que ficaram. Os grandes, que ninguém perderam nesse acidente, continuarão a nos mandar nos calar.

ACM?

A bem da verdade, ACM foi o grande campeão da Ditadura militar. Ele é um exemplo de homem de sucesso, pois seguiu á risca a frase "sucesso sem sucessor é fracasso".

Deixou discípulos e descendentes, homens prontos a seguir os mandamentos carlistas. Teve nos militares sua alçada política, e sagrou-se dentre eles um dos melhores. ACM foi o mister da cultura coronelista medieval que reina no Brasil.

Eu até poderia soltar frases contra o famoso Toninho Malvadeza, mas isso seria chover no molhado. Sua morte física não signifca nada, pois ele ainda está entre nós. Sob a forma de ações, palavras e demonstrações.

Seria muito fácil para um paulista xingar o baiano, mas seria muito mais fácil ainda ver seus adversários o xingarem, e as pessoas que ele destruiu também. Entretanto, a História vai condecorar quem deverá ser condecorado, seja nas mentiras que nos contam os livros escolares, sejam nas pesquisas aprofundadas que provam verdades conhecidas.

O carlismo nunca esteve tão em alta nos idos do Nordeste, e agoa surgirão inúmeras instituições, dos mais variados tamanhos ostentando o nome do baiano. Se Sérgio Paranhos Fleury - o crudelíssimo delegado paulista - e Filinto Müller - o grande torturador da ditadura - foram homenageados com as mesmas honrarias, porque não o maior coronel brasileiro de todos os tempos?

Eu antes achava que se os piores políticos morressem, o Brasil seguiria em frente, finalmente. Não. O Brasil é feito de gente burra e ignorante, que sequer move um dedo contra o governo que o oprime. Aqui, não temos nenhum V com máscara de Tiradentes para nos mover. Assim sendo, ideologias paternalistas e que geram eterna dependência.

ACM se tornou mais que um velhote gordo: se tornou mais uma ideologia oligarca dentro do país. Talvez, a prática coronelista mais usada nos tempos atuais. O homem morreu; sua mente não. 

19 de julho de 2007

Medo

Tienen miedo del amor y no saber amar
Tienem miedo de la sombra y miedo de la luz
Tienem miedo de pedir y miedo de callar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tienem miedo de subir y miedo de bajar
Tienem miedo de la noche y miedo del azul
Tienem miedo de escupir y miedo de aguantar
Miedo que da miedo del miedo que da

El miedo es una sombra que el temor no esquiva
El miedo es una trampa que atrapó al amor
El miedo es la palanca que apagó la vida
El miedo es una grieta que agrandó el dolor

Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá

Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar

Tienem miedo de reir y miedo de llorar
Tienem miedo de encontrarse y miedo de no ser
Tienem miedo de decir y miedo de escuchar
Miedo que da miedo del miedo que da

Tenho medo de parar e medo de avançar
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar
Tenho medo de exigir e medo de deixar
Medo que dá medo do medo que dá

O medo é uma sombra que o temor não desvia
O medo é uma armadilha que pegou o amor
O medo é uma chave, que apagou a vida
O medo é uma brecha que fez crescer a dor

El miedo es una raya que separa el mundo
El miedo es una casa donde nadie va
El miedo es como un lazo que se apierta en nudo
El miedo es una fuerza que me impide andar

Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão

Medo de fechar a cara, medo de encarar
Medo de calar a boca, medo de escutar
Medo de passar a perna, medo de cair
Medo de fazer de conta, medo de dormir
Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer
Medo de se amargurar pelo que não se fez
Medo de perder a vez

Medo de fugir da raia na hora H
Medo de morrer na praia depois de beber o mar
Medo... que dá medo do medo que dá
Miedo... que da miedo del miedo que da.
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Lenine fez uma letra simplesmente maravilhosa. Recomendo enfáticamente.

16 de julho de 2007

Sobre as vaias de Lula

http://averdadedopan2007.blogspot.com/

Lula não está acostumado com opinião contrária. Ele não esperava que seu grande evento internacional, o Panamericano, que a classe média e alta - as únicas que podem pagar os preços abusivos dos ingressos - demonstrou toda a sua indignação com seu presidente.

Acostumado com as massas pobres e dependentes, ele foi tentar receber aplausos dos pagadores de impostos reais, dos que realmente sustentam o país com seu dinheiro que realmente movimenta a economia. O que vai realmente para os grotões é dinheiro para comida e necessidades básicas, dinheiro que não vai fazer muita diferença no PIB.

Mas se deparou com uma urbe feroz, que bem vestida e perfumada - diferente da que está acostumado - o vaiou. O vaiou por usar seu dinheiro para dar aos pobres, os invés que aplacar a fome tributária e executar as reformas pelas quais nós o elegemos. O vaiou por não excercer o poder de forma soberana, e deixar que um puto como Renan Calheiros usasse sua filha de 3 anos como engodo midiático para aprovar o reajuste aviltante dos deputados. O vaiou por não deixar que nosso dinheiro compre de verdade, e não apenas garanta a sobrevivência.

Nós, classe média, gostaríamos que nosso dinheiro pudesse garantir, sem o aperto que tem, o que normalmente temos: o carro, a casa, o celular, a escola dos filhos. A escola, porque ruim na pública, pior na municipal. O celular, porque só isso nos tráz algum status - e mesmo assim, mais para o uso que para a exibição. A casa, pois um pouco de conforto cai bem. Mesmo que os móveis sejasm das Casas Bahia. O carro, pois andar de buso é terrível e atrasante.

Lula foi vaiado pela classe que preteriu, pela classe que sempre foi preterida pelos governantes. Os tucanos governam para os super-ricos, que detém os meios de produção e querem fazer parte da bonança financeira. O PT governa para os pobres, que são massa de manobra, e que incultos e ignorantes, farão tudo o que o mestre mandar pois ele lhes deu dinheiro sem trabalho e comida.

Entretanto, manter apenas duas classes no país: os ricos e os pobres, é melhor que pensar em quem não se enquadra nos dois. Pobres ão fáceis de governar, ricos são fáceis de agradar.

Eu sinto muito pelo fato de não estar lá para vaiar o Lula. Mas berrar para constranger um governante não é mérito. Num país onde não há um povo, há um público, vaias são normais. O anormal num lugar assim seria essa galera que vaiou se movimentar para fazer valer a sua vontade.

Pois nós estudamos. Pois nós somos gerentes e temos responsabilidades. Pois nós temos uma renda maior que o normal do Brasil, e com ela, podemos movimentar a economia. Pois nós pagamos impostos reais - isto é, os impostos de rena, de IPTU que favela não paga, de IPVA que quase sempre é não pago por muitos. Lutamos para continuarmos honestos, frente a uma situação que quase exige de nós corrupção. Não que todos nós sejamos honestos, mas ao menos nos endividamos sabendo que não teremos tratamento VIP quando tomarem nossos bens.

Lula foi vaiado. Ao menos, ele foi vaiado.

12 de julho de 2007

Sobre pequenos avanços

Hoje foi um dia interessante. Após quatro anos de atraso, fui aprovado nos exames, e finalmente tirei minha licença para dirigir.

Eu explico: quando tinha 18 anos, não tínhamos um carro, mas uma tentativa de condução, que conseguiu a proeza d efuncionar com um único pistão. uma Brasília velha e destruída, que dava vergonha de sair com aquilo. E agora, com um carro novo, e dinheiro - o que principalmente proporcionou que eu pudesse tirar a carteira - pude obter o que TODOS os meus amigos já tinham, e eu só chupava o dedo.

Todavia, uma coisa se tornou patente nesses tempos: a paciência. Ás vezes, ocorrem atrasos em nossas vidas para que quando alcancemos, tal coisa se torne mais valorizada. Hoje, eu presenciei uma reprova um tanto ridícula, onde por puro nervosismo uma colega vai ter que fazer tudo outra vez.

Eu gosto de pensar que a vida acontece em ciclos. Um dia, voce tá mal, achando que ninguém te dá a mínima - e ás vezes, não dá mesmo. Outro dia, voce acordae o mundo é lindo, as pessoas são boas e todos te amam.

Certa vez, na facul, eu saí da classe. Era início do ano, e eu tinha acabado de trocar de trampo. Eu estava me sentindo ótimo, vivo, e com um bom humor de podia ser medido em toneladas. Bem, o fato de se estar bem é que quando se está bem, se está bem, e tudo ao seu redor fica bem. Até mesmo seu rosto, e justamente ele, chamou a atenção de uma garota na faculdade, que atravessava meu corredor, e deixou escapar um "que cara bonito", entre os dentes.

calma, calma, eu não sou lá grandes coisas. Mas o fato de estar bem deu uma melhorada no meu semblante, o que me rendeu uma cantadinha, hehehe. Mas como eu disse, quando se está bem, tudo está bem.

É de se dizer que eu nunca fui o tal. Entretanto, eu comemoro meu atual estado mais gordo e mais velho. Já disseram que eu estou gordo, e isso vai ter que mudar. Mas são coisas que aparecem, que exigem que você mude certos hábitos.

Com relação á minha carteira de motorista, até minha gerente veio me dar um abraço. Com relação ao meu namoro, expressões de espanto surgem por vários ângulos.

Nunca estive tão animado. Agora vou brincar com meu enteadinho. E ele vai ganhar um post sobre ele muito em breve. 

10 de julho de 2007

Ecos do passado

ou
Notas sobre um sábado que poderia ter sido igual a todos os outros (mas não foi)

Sábado, 07 de julho de 2007. A despeito das comemorações cristãs em torno do simbolismo atribuído à data (ao contrário de 06/06/2006), lá estava eu sentada em frente ao computador reescrevendo pela enésima vez um dos parágrafos que compõem o meu próximo resumo acadêmico a ser publicado. Confesso que não estava realizando essa tarefa de muito bom grado, pois o clima de férias já invadiu minha mente e meu coração – desejosos por realizar todas as coisas prazerosas das quais me furta o cotidiano. Tudo caminhava dentro do previsto, a mesma normalidade sem graça de sempre.

Meu tédio e falta de concentração me empurraram escada abaixo mais uma vez: bebi água, "pangolei" pelo meio da casa, papariquei meu sobrinho lindo e, por fim, ao conversar com minha irmã percebi que sofríamos do mesmo mal: fome. Já eram 3 da tarde, hora de um cafeziho esperto. No entanto, a delícia nossa de todos os dias, nosso querido pão carioquinha, estava em falta e alguém tinha de se dispor a ir comprá-lo. A empreitada prometia alguns minutos de caminhada, já que nas padarias próximas o pão não é nenhum manjar turco. Tiramos a sorte de uma maneira meio forçada: Clarissa não podia sair de casa pois o bebê podia chorar a qualquer momento, Nete estava ocupada passando roupas e, portanto, a sorte recaiu sobre a única pessoa aparentemente estava desocupada – eu! Saí de casa sob uma chuva de risos, tudo isso graças a minha performance na bicicleta da Nete, que era um pouco baixa para as minhas pernas enormes. Enquanto pedalava senti uma sensação maravilhosa correndo pelas minhas veias e lembrei do quanto eu amo "bicicletar". Ao passar do lado do carinhoso campinho onde soltávamos pipa na infância percebi que aquela simples ida à padaria prometia: um turbilhão de lembranças invadiu minha memória transportando-me a tempos pretéritos, ou parafraseando o poeta, aos tempos em que eu era feliz e não sabia. Na medida em que eu pedalava, todas as pedras do calçamento pareciam contar de forma cadenciada as lembranças da minha meninice.

Aquelas ruas foram o palco de muitas aventuras da minha época de escola, afinal, a maioria dos meus amigos e amigas morava naquele bairro. Quantas vezes percorri aquele itinerário para ir até a casa de minha prima para brincarmos ou nos reunirmos com outros amigos e estudar... quantas vezes passávamos por ali a sorrir ou a confabular sobre as nossas "medonhas" preocupações infantis... quantas vezes nós brincávamos de que havia um mundo desconhecido a ser explorado por trás das matas... quantas vezes nós saíamos a pedalar e conjeturar sobre quem era o melhor na bicicleta... quantas vezes eu matei meu irmão de raiva ao sair correndo e soltando a linha da pipa para imediatamente ver o vento remetê-la ao chão desmanchando-a em farrapos... Meu Deus, são muitas lembranças! De repente senti muitas saudades, uma nostalgia gostosa daquela época em que pensávamos sobre o que seríamos quando crescêssemos. Naquela época tudo era mais fácil, o mundo parecia mais colorido e nós, apesar de crianças, nos sentíamos gigantes. Senti vontade de rir e chorar, tudo ao mesmo tempo... foi estranho e gostoso. Reconheci os laços que me uniram aos meus amigos, alguns tão fortes que perduram até hoje, e percebi as marcas deixadas por eles no meu caráter. Hoje todos estão em lugares diferentes: alguns casaram, alguns já são papais e mamães, infelizmente alguns nos deixaram, e alguns, como eu, resolveram estudar, mas a despeito das trajetórias que tomamos, ainda há algo que nos une: aquele caminho sempre existirá como um elo que perpassa nossas vidas com as lembranças dos momentos felizes que vivemos.

Não procurávamos a felicidade, nós simplesmente éramos felizes, mas só hoje conseguimos perceber isso, através dessas pequenas grandes coisas, desses ecos do passado que nos transportam no tempo.

É, de repente preciso ir mais à padaria...

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De autoria de Mariana Macedo. Melhor... é impossível.

6 de julho de 2007

A Verdade está na cara mas não se impõe!

Arnaldo Jabour

Brasileiro é um povo solidário. Mentira.
Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida; pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; aceitar que ONGs de direitos humanos fiquem dando pitaco na
forma como tratamos nossa criminalidade; Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.

Brasileiro é um povo alegre. Mentira.
Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundícies que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe - lá no fundo - que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.

Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar  propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como aviãozinho do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos tem direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MP's), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que tem como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.
Democracia isso?
Pense nisso!!!

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro.
Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram...

Brasil, o país do futuro!!!?.
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira.

Para finalizar tiro minha conclusão:
O brasileiro merece!
Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assuma o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão. Temos petróleo, álcool, biodiesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce! Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
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Meu pai me mandou essa. Um brinde a ele.

3 de julho de 2007

La Nuova Giuventú

Quando o Legião Urbana compôs suas músicas, foram para uma juventude combativa, inteligente, entusiasta e racional. O lema sexo, drogas e rock'n roll caisa muito bem. Sexo ainda era uma coisa meio proibida, e não o contra-tabu que está. Drogas proporcionavam uma ampla discussão sobre loucura, durante uma bela viagem de cocaína. Rock ainda significava protesto.

Entretanto, a nova juventude - que agora tem entre 13 e 25 anos - são (ou somos) pessoas materialistas, imediatistas e consumistas. Adoramos artefatos tecnológicos, e desprezamos a empregada doméstica. Estudamos em colégios caros, e não sabemos zoar os outros sem desrespeitar. Nossa música é ridícula e sem fundamento, que fala muito sobre coisa alguma.

E, agora, estamos crescendo, nos tornando homens. Homens sem escrúpulos, que fazem o que bem entendem porque não conhecem a noção de punição, já que nossos pais nunca nos puniram por nossos atos maléficos. Pessoas libertinas, que usam umas ás outras, como se fossem copos de plástico no bebedouro da empresa.

Eu sinto muito de fazer parte dessa nova geração. Nós bebemos Coca-Cola e "lutamos contra o quecimento global", mas não sabemos que nossa zoeira ofende ao derradeiro grau o nerd da sala.

E estamos nos tornando monstros. Uma quadrilha de moleques de classe média, universitários, com "um futuro á frente", espancou uma empregada doméstica porque achava que fosse uma prostituta. (O que também estaria no direito dela, afinal, ela aluga o que ela quiser.) Uma quadrilha de moleques de classe média bota fogo num índio, porque achavam que fosse um mendigo.

Mesmo que fosse. O desprezo e o desrespeito são marcas indeléveis da nova juventude. Nós não fazemos amor: a gente fode. Nós não paramos a zoeira: nós humilhamos. Nós não pedimos desculpas: nossos pais pedem por nós, e docemente nos imploram para não fazermos mais isso, e ainda comemos a sobremesa.

Somos uma geração de monstros. Uma de nós matou os pais e usou de coerção contra o irmão. Somos pit-boys que espancam pessoas desarmadas apenas pelo gosto da superioridade, para nos acharmos heróis, e usarmos as técnicas de artes marciais que nossos pais pagaram para que tivéssemos. Somos mulheres que se tornam cada vez mais fúteis, embriagadas pelas fantasias do espelho, da novela e dos remédios para emagrecer.

EU vejo a geração a qual eu pertenço, e vou dormir com medo dos pesadelos que terei. Eu, sinceramente, gostaria de ter 30 anos. 

2 de julho de 2007

Sobre trabalho

Faz um tempo que não escrevo aqui, então postarei algo referente uma coisa que está mais fácil pra falar no atual momento.

Eu fiz horas extras violentas desde quarta-feira. Todos os dias até meia-noite aqui. E Sábado até 7 da noite. Escravidão? Sanguessuga?

Não. Simplesmente trabalho real no mundo real.

Na verdade, quando se trabalhar pra iniciativa privada e estrangeira, não se pode esperar nada diferente. Aqui, as coisas andam, funcionam, ao contrário do sistema estatal brasileiro, que só vai na base da propina.

Entre um gole e outro de café, entre uma dor e outra de estômago, chego á conclusão de que as coisas na vida podem ser bem piores que seus pesadelos, mas mesmo sendo piores, trazem consigo algumas regalias. Um exemplo: detestei ficar até tarde. Ainda tenho gás pra dormir mais umas 8 horas. Entretanto, serei devidamente compensado pelos abusos dos horários, bem como recompensado dos táxis e jantares dentro da baia.

Isso me lembra meu antigo trampo. Meu rotundo e fiadaputa chefe adorava empacar a vida de todos, já que para ele, vida social é pra quem não tem trabalho. Mas me gastar em um lugar que me pagava um salario baixo e não pagava hora extra era abusivo. E pior: saber que as compensações de meu trabalho iriam para o gordo - sob a forma de elogios e comissões - era ainda mais broxante. Insatisfeito, iniciei a empreitada que me deu esse lugar. Mas eu entrei sabendo qu teria que abrir mão de algumas coisas, sendo a principal delas a minha irreverência e intransigência.

Sempre gostei de desafiar a autoridade, e deixar em maus lençois meus superiores, especialmente em meu antigo emprego. Várias vezes, coloquei meu chefe em situações embaraçosas, apenas para cumprimentar nosso fornecedor por sua saída elegante ou não. Foi assim com um fornecedor de seguro para viagens. Fiz-lhe uma pergunta um tanto intransigente, e sua resposta foi extremamente elegante. Ele esperava que eu saísse contrariado, claro, mas eu me levantei e o cumprimentei. E lembro que lhe disse: "Boa resposta. Já sei que é um bom chefe." Na frente do gordo, o que o deixou fulo comigo por duas semanas.

Apesar de cansado de tanto trabalhar - e ainda ter que finalizar as coisas hoje - me sinto melhor e recompensado. Estou numa empresa a qual eu posso ascender, e não ter a via empacada como lá era. Apesar de ter que ser doce e sorrir pra meio mundo - coisa que detesto - sei que o bom relacionamento pode me trazer bons resultados. Ser usado pelas pessoas lhe dá o direito de usá-las, necessáriamente. Cabe a nós sabermos quando e como lançar mão desse recurso, sendo sempre o mais lubrificado possível.

Tenho comigo a imagem do gordo, com aquela cara de Cartman bom de lábia, me olhando com aquela expressão de autoridade, exigindo de mim o trabalho pelo qual eu não seria compensado. Bem, esse foi o único e último caso de intransigência de minha parte. Confesso que adorei. Adorei deixá-lo na mão, adorei ferrar sua imagem - usando para isso sua própria arrogância - adorei largá-lo em informações como ele me deixava, adorei ser excêntrico e ser indolente.

Mas agora a coisa muda. Eu já não estou mais lá, estou num lugar melhor, que me dá muitas possiblidades. Exige muito de mim, verdade. Mas me dá muitas coisas que antes eu não tinha. E assim, vestido com as roupas que tando detesto, mas que ficam muito bem em mim, admito, rôo minhas unhas e dilacero minha pele para saborear o gosto, saúdo minha maioridade. Ter 22 anos me deu um pouco mais conhecimento. Embora ainda exijam muito mais do que quero apresentar, ao menos, 22 anos em grande estilo.