28 de junho de 2007

Hora do café

Peço uma pausa.
Meu trabalho está bombando, e depois do Reducionismo, minha critividade pifou.
Eu vou tomar um café...

19 de junho de 2007

Sobre opiniões e divulgações

Quanto mais eu leio, menos eu quero ler. A razão? Clara: por onde você vai, tem gente querendo que você concorde - sem restrições - com suas idéias.

olavo de Carvalho, por exemplo. Escreve muito bem, mas quanto mais eu leio seus textos, alertando para o governo mundial e futuros problemas para os cristãos, eu vejo que ele roda, roda, roda e não sai do lugar. Alertar pessoas sobre o gramcismo é como tocar uma sirene na Lua. É muito fácil escrever pra si mesmo, e exigir que outros tenham tanta erudição quanto ele, para que possam entender seus complicados racicíonios, bem como suas palavras extremamente rebuscadas.
Quer falar uma verdade? Fale de forma que todos a entendam. Fale como um professor de 8a. série, que tem na classe meninos que têm sêmem e meninas que menstruam, mais nada. Muito simples é falar pra si mesmo. Muito difícil é descer do salto da erudição.

Paulo Henrique Amorin, outro exemplo. Defende Lula com unhas e dentes, como se esse governo fosse uma vítima da mídia. Eu quero mais qu seja mesmo, quero mais que tudo de errado apareça. Engraçado como quase ninguém reparou no aumento de salário que a deputaiada ganhou. tava todo mundo falando do caso do Calheiros. Pouco se me dá que ele foda fora casa. Eu quero que ele trabalhe. E PRA MIM.
Ainda não vi Paulo Henrique socar as CPI`s empizzadas, debulhar a miúde o mensalão - que pra mim, é uma prática corriqueira desde os tempos de FHC- e jogar na parede os dirigentes do PT. Tem muita coisa que deve ser investigada a fundo. É fácil xingar a parca "Justiça" brasileira por soltar a galera presa pela PF. Porque não procura me mostrar os bastidores do poder? Como que a coisa funciona? Como que a corrupção é tão interessante?

Mino Carta e a revista Caros Amigos são dois exemplos divertidos. Carta e sua Capital, por exemplo, se desmancham em apoio ao governo Lula. Socam o quanto podem os tucanos. Se os socam tanto, caberia trazer á tona os casos do Dossiê Cayman, por exemplo, e tentar encontrar tudo o que o PSDB tem de ruim, ao invés de louvar um governo que só falta arrancar minha roupa e dar pra algum participante dos Bolsa-esmola.
Caros Amigos é uma piada. Se fechou em seu próprio círculo de intelectuais e oferece uma revista cara á beça, e só quem tem grana pode comprar. Concordo que a revista Veja não é lá um paladino da justiça, mas ser contra apenas por ser contra?

Em todos os casos uma coisa nunca entra: informação que possa transformar. se trancaram em suas torres de marfim das letrinhas e de lá nào descerão. Crêem piamente que podem mudar o mundo informando sua informação partidária, que poucos entendem e menos ainda podem comprar. Dessa forma, eu vejo um clichê: eles, que combatem a elitização da informação, são os primeiros a praticá-la. Nào se vêem alcançando as massas, influenciando famílias e mostrando a verdade que tanto querem exibir.

Bem....eu fico triste com isso. Um tremendo desperdício.  

13 de junho de 2007

O Fabuloso Gerador de Lero-Lero

Temos aqui duas dicas de criação de discursos pomposos e vazios, desses que falam, falam, falam e não dizem nada.

Clique aqui para a Opção 1

Clique aqui para a Opção 2

E descubra de onde vêm aqueles discursos incrivelmente sonolentos que seu chefe usa, especialmente nas reuniões de empra no fim de ano. ou pedaços dos discursos políticos qu o povo ignoante adora ouvir.

11 de junho de 2007

Reducionismo

Ou, a simplicidade letal.

Os melhores slogans são os menores. Especialmente, aqueles que carregam dentro de suas poucas palavras, tudo o que querem dizer. Essa técnica está voltando, a galope, nas artes da disseminação de ideologias.

No caso, isso está se aplicando a textos jornalísticos ou de divulgação científica. Basta ver dois exemplos da Editora Abril: a Superinteressante e a revista VEJA. Sim, sou mais um que vai esculhambá-las.

Mas antes, uma pequena explanação: a prática reducionista deixa tudo muito simples. Causas que exigem estudos aprofundados se tornam-se razões simples, que um único argumento mata qualquer discussão. A superficialidade marca muito essa prática. Deixa tudo tão simples, mas tão simples, que até mesmo uma criança poderia lançar questionamentos válidos sobre pífia argumentação.

Outra coisa que essa prática faz: anula qualquer discussão. A verdade é dada como um axioma e tal questão se torna algo inviolável. Um reflexo disso é a prática judiciária de nossa imprensa. Ela não faz investigações: encontra culpados, distribui sentenças e não pede desculpas aos inocentados, mas pelo contrário: culpa o sistema judicial que não acatou sua decisão. Embora nosso sistema judicial seja uma fossa, a imprensa – salvo raras exceções, como jornais independentes – age de forma a cegar o leitor, inibindo-lhe o senso crítico.

Dessa forma, ocorre uma redução: o leitor é apenas um consumidor, e não um agente receptor da informação, capaz de mudar alguma coisa. A imprensa tem agido de forma a tolher qualquer forma de ação popular ou individual, colocando tal coisa como inatingível, como se senadores e deputados fossem seres supremos, que moram longe demais de nossas cidades.

A desinformação, aliada a prática ideológica de produzir um senso comum, cria uma atmosfera de prisão eterna, onde ninguém pode fazer nada. Agimos de modo a concordar com o que a mídia nos diz, sem termos espaço para discutir ou discordar.

Aliás, a discordância se tornou uma prática perigosa. A sua opinião deve ser sempre a a favor do que se colocou como um consenso. Se meia dúzia concordam, ai do único qu discordar. Um exemplo disso é o aquecimento global: alguém vê a VEJA ou a Superinteressante tentar colocar em xeque esse novo consenso internacional? Ou então, alguém conhece uma pessoa que tenha colocações contundentes contra o aquecimento?

Uma das principais vítimas da discordância é a religião. Marx a classificou como o ópio das massas. Entendo que a religião pode ser nociva, mas seus métodos são muito acertados. Entenda-se aqui a religião como sendo o Cristianismo, tanto as vertentes Católica ou Evangélica. Combater a religião significa combater uma das aptidões do ser humano: a fé. A crença é uma coisa inerente a nós. Se só houver razão, o mundo perde muito da sua beleza. Beleza essa que já está minada, seja pela ação física do homem quanto a ação psicológica.

Quer uma coisa legal? A China é um país que combate a fé cristã e suas religiões têm perdido adeptos. Um reflexo disso é o fato de ser a maior traficante de órgãos humanos do mundo. Quando a razão prevalece, a barbárie e a torpeza ganham espaço. Porque a razão leva a pessoa a pensar no que lhe é mais conveniente. Uma pensada com o mau uso de ferramentas gregas, convence qualquer um que qualquer coisa é permitida. O mau uso de qualquer coisa leva á péssimos resultados.

Uma das coisas que a prática reducionista usa é o tucanês. Expressões normais ganham eufemismos ou pejorativos. "Armas de destruição em massa", por exemplo. Ora, um peido pode ser letal, se for bem dado, junto a um isqueiro aceso. Quem são os gases estufa? Uma simples shiruken pode ser usada várias, vezs, bem como um punhal.

Existem inúmeras ideologias que ficam latentes dentro de frases ou parágrafos escritos como sendo axiomas, não dando margem para a discussão. Seja numa explanação furiosa contra Renan Calheiros, seja numa dramatização das moléculas de carbono num planeta cheio de vulcões. As principais são as que divulgam ideários marxistas – uma das técnicas do gramcismo – e padrões de comportamentos disctorcidos.

Se não vive como se pensa, pensa como se vive. Os ideais de libertação do ser, dando margem aos instintos animalescos, são as novas ideologias sendo divulgadas dentro de textos ou slogans que vão pra grande população. A massa é burra, e só serve para manobra. Se voce não deixa os entes inteligentes ou líderes – como pais e mães, por exemplo – raciocinar sobre o que está passando na TV, divulga dúvidas sobre o que lhes é certeza e impregna suas leituras com textos que impõem uma opinião – enfiando-lhes, violentamente um assunto pronto – você mata qualquer tentativa de discordância, criando assim uma atmosfera passiva, pronta para concordar com qualquer besteira que você colocar.

Diante disso, minha pequena tese apresenta sua argumentação: o uso político da prática reducionsta. A propagação de idéias socialistas, marxistas, de união, libertinagem e por aí vai, são ótimas pra destruição de costumes antigos, a disseminação de comportamentos aberrantes – perfeitos para culminar em disputas, ódios e discriminações, para que dêem espaço a leis como a PL 122/2006 – e dicotomias hipócritas. Tornar as pessoas superficiais, tranformá-las em camaleões, prontas para responder favoravelmente ás intenções do governo, do mercado ou de alguma outra coisa.

Dessa forma, legislar sobre o ânimo das pessoas torna-se um sonho possível. Ter poder sobre a vida privada das pessoas, fazê-las exporem suas intimidades – começou já: Orkut e similares – como se fosse uma coisa normal, usar de terrorismo de estado para com a própria população para deixá-la sempre subserviente, são alguns dos inúmeros métodos que podem ser aplicados, quando se desinforma e se inibe qualquer tipo de reação.

Ao ler notícias, vemos a parcialidade dos jornais, que preferem esse ou aquele governo. Ao lermos livros, vemos que os grandes best-sellers do momento são obras que tentam colocar novos paradigmas e crenças. Anula-se a fé cristã, coloca-se o mago, por exemplo. O mais interessante é ver livros de auro-ajuda: sempre têm continuações, e agora, problemas de auto-estima viraram nichos de mercado.

A redução das faculdades mentais, transformando pessoas em gado, é o futuro do mundo. Até temos como postergar, mas não como evitar. Não enquanto não ensinarmos nossas crianças os antiquados valores de nossos avós, pararmos de buscar coisas e cada vez mais dinheiro – que muitas vezes, torna a vida um inferno – e passarmos a pensar um pocuo mais na necessidade dessas coisas. A redução da mentalidade é o primeiro passo para a coisificação do homem. Ao rranformá-lo em uma coisa, supérfluo e descartável, faremos tudo se tornar o que sempre tememos: um inferno.

Curtas

Curtas

Hoje, vou praticar o gênero "Drops", que vou chamar de Curtas, porque não gosto de achar que estou copiando...

Aqui Não, Genésio.
Depois dessa, fiquei afim de ser político. Poderia muito bem erguer uma fortuna suficiente para não trabalhar mais depois de 4 anos. Aposentadoria aos 25 anos de idade? E uma grana violenta pra gastar?

Navegando
Clicar nos links da Alcinéa Cavalcante te leva a lugares nunca antes pretendidos.

Entre quadrinhos
Uma coisa é certa: a política brasileira dá muita margem para chacotas em quadrinhos e charges. Só gostaria que eles ofendessem um pouco mais, e não fossem tão engraçados.

Sobre o etanol
Vender etanol pros ricos pode ser legal. Vender tecnologia do álcool pode ser mais legal. Não vender nosso espceialistas em álcool pode ser mais legal ainda.

Pavões
A parada gay foi um evento bem grande. Especialmente no buraco que ganharam na retaguarda.

Pavões II
A PL 122/2006 está em tramitação no Senado. Se vencer, "bichas" será uma palavra exlcuída do dicionário. Se não se importa, para comportamentos aberrantes, palavras abjetas.

Direitices
Populismo é ruim por que gosta do povão. O povão gosta do populismo porque o PSDB adora encher-nos de impostos, e ama ferrar com nossa situação financeira externa.

Direitices II
Há alguma boa opção não-tucana para as próximas eleições? dizem que será Aécio Neves, o garanhão de Minas Gerais.

Esquerdices
A invasão da USP continua. Porque a reitora não invade seu escritório e começa a trabalhar? As férias que tirou parecem não ter mais fim...

Lembrete
Compre um presente para sua namorada. Ou fique sem namorada. 

8 de junho de 2007

Sobre Aborto

Eu estava fazendo um trabalho de faculdade, onde me foi dado um tema, e eu teria que discorrer acerca dele. Portanto, não espere isenção deste post, pois ele vai exprimir a minha opinião. Comentários para um debate serão sempre bem-vindos.

Enquanto lia e escrevia, uma pergunta, que eu não fiz em meu pequeno postulado, mas a faço aqui, piscou em minha mente: pra quê?

Excedendo-se as pessoas pobres, pra quê o aborto? Porque interromper um ser humano em formação?

Culpa. Para não ter que arcar com as conseqüencias dos vários atos sexuais praticados. Hoje, gravidez não é bênção, não é um presente. É um problema. um estorvo.

Em tempos irresponsáveis como esse, pedem-se soluções irresponsáveis. A gravidez é vista como uma falta de cuidado, como um acidente. vejo isso nas pessoas, e eu ME vi pensando assim.

Fala-se muito em sexo, pouco em conseqüencias. O comercial diz "porque a vida é agora", mas o pagamnto vem depois. Fala-se muito no hoje, não se pensa no amanhã. E amanhã, os juros serão muito altos.

A vida cobra um preço muito alto pelas coisas boas. A felicidade que se busca agora é a satisfação pessoal a todo o custo, mas isso custa. Custa sua identidade, a sua opinião, o seu contragosto.

Falo isso porque estou olhando para o retrato de uma mulher jovem e seu filho pequeno. Abortar nos primeiros meses de gravidez é plenamente possível e fácil: um pequeno coquetel de remédios, aliados a álcool e mais alguns abusos. Mas quando se escolhe arcar com o que se fez, responde-lhe a vida duas coisas: muito bem, e "idiota".

A ambigüidade dos valores de hoje trazem á tona a confusão que surgiu, graças á troca dos valores. Eu não sou hipócrita de achar que meninas de 14 anos não transavam nos anos 50. Hoje, isso é apenas contumaz. Antes, era obscurecido e combatido.

A questão do aborto é apenas um reflexo dos novos tempos. Não se quer ter que arcar com o resultado inerente do sexo, mas sim praticá-lo ao máximo. A juventude se tornou o exemplo a ser seguido, e sua sabedoria libertina é seu guia. Se jovem significa ser forte, viril e poderoso. Não se leva em consideração a imaturidade, a inexperiência, a emotividade e confiança exacerbada que nós temos.

Sou contra o aborto. Acredito que antes é preciso mudar o roteiro das novelas - especialmente a Malhação, da grobo - e dos filmes, educar direito as crianças e os pais delas. Depois que tivermos um retorno de certos hábitos, podemos então dizer se aprovamos ou não o aborto.

Não adianta se espelhar nos EUA. A conduta juvenil lá, bem como o "modus operandi" deles são bem diferentes daqui. Eles liberaram, mas isso não significa que tenham uma incidência tão grande de jovens e adolescentes engravidando. Fora que comunidades locais podem se mobilizar parafechar alguma clínica de aborto.

É nisso que eu penso. Sem grande divagações nem argumentos, mas acho que se deve responsabilizar quem pode fazer um filho. Já que pode fazer, pode criar. Se não puder, seja responsável. 

6 de junho de 2007

Processando....

Leram o texto abaixo?

Clique aqui
, e veja mais um exemplo de como as coisas estão.

Me responda uma coisa: se antes deixávamos pra lá, "falem mal mas falem de mim", por que agora todo mundo tem que falar bem? uma intriguinha da oposição não pode mais?

Ô mundinho besta....

5 de junho de 2007

A Morte de Voltaire

"Posso não concordar com uma única palavra do que diz, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-las."

Voltaire não falou isso porque achva bonito ou porque queria holofotes sobre sua opinião. Ele disse isso porque nada é melhor do que uma discussão, uma troca de idéias (mesmo que cercadas de farpas) para se crescer e conhecer melhor as coisas, especialmente no âmbito da filosofia.

Não, não sou um filósofo. O máximo que consigo são "filosofações". Entretanto, ao ler hoje a nova postagem de Norma Braga, veio a concordar com um de meus artigos, e por isso, eu vim hoje bater na mesma tecla.

Quando escrevi "Sobre Massificação", eu queria colocar algumas idéias do futuro próximo, onde tudo é concordância e tudo é pluralidade. Peraí: como pode haver pluradidade de idéias e comportamentos e ainda assim haver concordância? Isso é impossível. O respeito deve haver sim, mas eu não tenho que concordar com o que você faz.

O consenso é uam obrigação, especialmente na divulgação de idéias. Por exemplo: alguém vê na TV alguma matéria discordando do Aquecimento Global? Ou então, alguém condenando as práticas homossexuais?

Na cultura do políticamente correto, não há a discordância. Ela não traz a tão sonhada "união" que tanto se pretende ter hoje. O pluralismo de idéias é uma idéia abjeta, pois num tempo onde tudo é consenso e aquiescência, uma alma discordante é logo processada.

Oh sim, processada. Não há mais a exposição do argumentos que regem o lado que recebeu a discórdia. A voz discordante deve ser calada, e rápido, pois se não aceita o consenso - foi mal usar tantas vezes essa palavra - que fique quieta, e não atravanque nosso avanço.

O princípio do conhecimento é justamente a troca de experiências e verdades inerenetes em cada pessoa. O que lhe pode ser caro pode não o ser pra mim, mas em momento algum eu sou obrigado a mudar de idéia, apenas porque você tem uma maioria.

Por mais vago que esse texto possa ser, basta pensar, por exemplo, na Ocupação da USP. O movimento é legítimo, ao meu ver, mas desde que as pessoas possam transitar livremente, e não ser ameaçadas como o professor Elcio Abdalla. Por não querer fazr parte da greve, ele tentou sair de onde estava, e foi barrado. Ora, se ele não concorda, muito bem, deixe-o ir. Ele possui suas razões para não fazer parte do protesto.

O zeitgeist ordena que sigamos as diretrizes novas, que nos levarão á anulação do livre-pensamento, submergindo-nos numa nova época feudal, onde a Ciência fará o papel dos dogmas católicos. (calma, eu explico: antes, você era assim porque Deus quis. Hoje você é assim por causa do seu DNA. Ser um vencedor ou um perdedor depende do seu genoma - e a força de vontade machadiana fica aonde?)

Quando penso nas aulas que tive sobre o Iluminismo, chego á conclusão de que precisamos de um novo. O assassinato hediondo do raciocínio crítico, aliado á superficialidade que estamos sujeitos - parecer é melhor que ter, pois quando de parece alguma coisa, pode-se parecer qualquer coisa - tornou qualquer manifestação de idéias contrárias ao panteão divugado um crime.  

O ideário de PAZ que nos é passado é uma idéia errada. Não é paz, é medo. Medo de falar o que pensa faz parte dos sonhos que estão dirigindo o mundo. Calar as pessoas pode trazer algum resultado para a grande massa. Mas mesmo a massa não pode ser enganada por muito tempo. Mesmo a massa têm conscência desse abuso. Ela só concorda porque ainda não teve uma idéia melhor. 

4 de junho de 2007

Falta de bom humor

Alguém aqui se lembra da "Coluna indiscreta d Alexandre Garcia", transmitida aos domingos no Fantástico, da famigerada rede Grobo?

Eu nunca me esqueço - apesar de ter menos de 10 anos na época - de uma tirada onde uma deputada dava longas pausas entre uma frase e outra, e taias lacunas form preenchidas com o som de um telefone ocupado. Ou então cenas de parlamentares sonolentos no congresso, protestos malfeitos, frases ridículas, tombos e gafes, que eram transmitidos uma vez por semana.

Agora, cadê a graça?

Certo, Alexandre Garcia agora está mais pra uva passa. mas repararam como não há mais humor no congresso? A deputada estadual se sentiu ofendida porque o Clodovil a chamou de "feia". Qualquer tentativa de sacanear os parlamentares é respondida com um processo por calúnia.

Tá certo que nossos parlamentares merecem a chacota, especialmente porque essa é nossa vingança aos abusos que cometem ao Erário. Confesso que pra mim é mais divertido ver políticos cometendo gafes que ir ao circo. Se bem que, na atual conjuntura, o picadeiro fica no Planalto Central.

Eu sinto falta de um pouco de humor na política. Eu vi o vídeo onde Bill Clinton cai na risada quando Yeltsin solta uma piada. Embora meio sem graça, foi algo inusitado e fora do script, o que fez Clinton chorar de rir. Ou então, Dudu Suplicy recitando um rap numa comissão. O cardume de tubarões cai na risada.

Não podemos mais fazer piada com o próximo. Puxa, porque as pessoas não levam mais as coisas na esportiva? Cadê a altivez, que não deixava a pessoa sair do salto?

Haja visto o que rolou no Amapá. A culpa nem foi da Sra. Cavalcante e o Sarney enfiou-lhe uma cacetada de processos, apenas para calar-lhe a boca. Se ele é tão superior quanto acha que é, pra quê esse melindre todo?

O povão está querendo um pouco de graça. A gente vai sempre xingar os políticos, e isso é fato. Suas mães que o digam. Ao menos sejam decentes o suficiente para permitir que gozemos da vossa cara. 

Uaaau....

Sabe aquelas coisas que acontecem do nada e são legais pra cara^@#$o?

Pois é, o David achou esse blog - ainda não sei como, se eu não deixei comentários lá. E tivemos uma discussão via mail muito interessante.

Foi sobre meu post abaixo, onde discutimos sobre as privatizações, o que estava certo e errado, e alguns rumos que não deveriam ter tomado. Ele me apresentou certos pontos de vista diferentes, que me fizeram rever alguns conceitos sobre mercado e sobre as próprias privatizações. Nada como discutir assuntos desse naipe com pessoas inteligentes.

Existem certas idéias que colocam como prerrogativa a discussão, uma prática em extinção hoje em dia. Ativismo e discussão política são algumas delas, onde se faz precisa a presença de outras pessoas. Percebo que blogs são lugares interessantes para se estar: tanto para ler merda quanto para conhecer novos pontos de vista.

Agora, um momento de comemoração: fiz ontem 3 meses de namoro. Te amo, Ana.

1 de junho de 2007

Impostos e gastos

Privatizar significa manter os impostos onde estão, sem precisar gastar a receita com quem os pagou.

Ah sim. isso mesmo.

Vai vendo: o PSDB privatizou a Eletropaulo, continua ganhando os impostos e não tem mkais que arcar com a manutenção do sistema, nem melhorá-lo. FHc privatizou as teles, e agora elas pintam e bordam com um dinheiro enorme, usurpado por taxas que não deveriam mais estar ali. E o Estado não se preocupa em monitorar suas atividades, nem manter os interesses d um povo que quer serviços bons a bons preços, e não monopólios.

E a famosa proposta não-divulgada de FHC, passada a seu filho, José Serra? Privatizar o ensino público, vendê-lo a alguma empresa norte-americana que vai, da melhor maneira possível, adestrar nossas crianças para aceitarem qualquer migalha e emburrecerem. Sim, pois acha que querem crianças inteligentes, que manjem de constituição ou de direitos? Se nós mesmos soubéssemos dos nossos direitos, acha que estaríamos na situação ridícula que nosso país se encontra?

Ao contrário do que se pensa, nosso povo não é pacífico. É ignorante e covarde. Estamos perdendo tudo, a infra-estrutura do país, que já é parca, está ameaçada de ficar ainda pior. Eu não tenho nada contra a privatização das teles. Sou contra o modo como foi feito e acima de tudo, a impossibilidade do Governo fazer alguma coisa pra frear a fúria arrecadatória delas.

Sou contra a privatização do sistema elétrico, pois isso está incluído em nosso imposto. Sou contra a privatização dos bancos estatais, como a Caixa - que lida com o FGTS - e o Banco do Brasil. Torná-los empresas de capital estrangeiro de pessoas jurídicas será veneno. pois vendidas ao capital imediato, os lucros srão remetidos pra fora do país, ao invés de ficarem aqui. E sendo bancos estatais, são usados por grande parte da população pobre do país, a esmagadora maioria.

Serra quer tornar as universidades setores econômicos, e não fornecedores de mão-de-obra qualificada. Se vender as universidades, ele vai abortar as pesquisas tecnólogicas, vender nossos avanços científicos e permitir o roubo de nosso conhecimento. Os EUA estão querendo - e muito - saber como enriquecemos urânio com muito menos grana que eles.

O Brasil é pioneiro no combate á pragas agrícolas, temos uma medicina que faz inveja muito país europeu, e nossos engenheiros fazem quase milagres. Vender isso vai afundar-nos ainda mais na ignorância, aumentando a audiência para o Big Brother.

A tão almejada "elitização" do Brasil já está instaurada. Só não é oficial. O marasmo do povo e a burrice da classe média - preocupada manter sua aparência - vão fazer nossos ricos destruírem nossos patrimônios.

Nossa elite é brega e imediatista. Visa manter os poucos milhões que possuem, ao invés de investir alguns para ganharem bilhões. Nossa política externa é motivo de piada no exterior. Levam a sério argentinos e chilenos. Têm medo dos Bolivianos e venezuelanos. Tiram sarro dos brasileiros.

Nós trabalhamos até maio para pagar nossos impostos. Nossa economia não se movimenta, engessada pelos mesmos. As vendas das empresas estatais só gera mais uma despesa, que poucos aqui podem pagar. Poucos pagam sobem os preços. E a coisa piora.

Sejam mais ativos. Boicotem o Estado, criemos uma Intifada brasileira. Esse seria um recado legal pra Ilha Brasília.

Não sou de esquerda. Sou contra o "tudo pelo social", afinal, eu não quero ter uma propriedade minha sendo tomada para que outrem - que não trabalharam pra ganhá-la - a obtenham. Mas acho que protestos, baderna, coquetéis molotov, ativismo político, panfletagem, desobediência civil, boicote a impostos e, acima de tudo, cobrança dos políticos, podem vir a calhar. Ao menos, sairíamos da nossa inércia.