31 de maio de 2007

Juntos?

Já reparou como têm-se sugerido muito a união? O herói que pede ajuda, uma turma que se une em prol de alguma coisa... tudo aspira a união, certo?

cadê os caras que faziam tudo sozinhos? Os Rambos, Braddocks e afins, que estouravam tudo? Cadê os estrategistas, que venciam uma situação apenas com sua inteligência?

A nova ideologia é a união. Temos que nos unir, todos juntos, sozinhos somos fracos, blábláblá. Mas se a união é tão ideal, porque só apareceu agora?

Essa é uma coisa interessante de se ver. Em tempos de traição, onde o EU impera sobre o NÓS, puxadas de tapete, delações e tal, estar unido é uma coisa perigosa. Todos são necessários, e todos são suspeitos.

Numa empresa, você depende dos outros pra subir, mas e se um deles não querem te deixar ir? Pior, você tem que sorrir pra meio mundo, ser legal com todos. Raiva, dias ruins, isso não existe mais. Criou-se uma máscara, onde você é legal com todos, porque você depende deles e eles de você.

O chamado trabalho em equipe, muitas vezes, atravanca o processo, pois tem muita gente dando pitaco - que o diga meu trampo com o chefe balofo.

Não vim enaltecer o trabalho solitário. Mas vim perguntar porquê a união se tornou algo tão pedido nos tempos de egoísmo.

Em meu limitado pensar, é porque a ideologia vai abrir caminho para as mudanças políticas que virão.

Ah, seu louco... se liga! muitos me diriam.

Mas, porque saíram tantos Braddocks e Rambos sobre guerras em lugares muito parecidos com o Vietnã?

Porque os EUA perderam a guerra, saíram o moral baixo e tinham que mostrar bravura de alguma forma. Ainda mais os EUA, que se julga o grande líder mundial - mal sabe ele que isso vai acabar...

Não só isso. Uma das coisas mais interessantes de se ver é como se têm pregado isso. Coalizões, alianças, amizades, favores...é engraçado ver como, num repente, tudo gira em torno da união.

Eu estou sem argumentos, mas eu quero deixar essa resenha justamente pra deixar uma pulga atrás da orelha. Pra que tanta união, se mal podemos confiar uns nos outros?

30 de maio de 2007

É Nóis!

http://www.doubleyouhi.com/#

E mais uma publicidade para mim.


Sobre Esquerda, Direita e falta de senso

Sou impelido a apoiar a ocupação e o protesto na USP. Não porque sou um cara legal, que quer fazer uma média e divulgar meu blog. Mas porque fazendo um protesto que chame a atenção e que suscite atitudes dos outros é, infelizmente, a única forma de ser ouvido.

Eu fui um dos muitos candidatos da USP, e falhei miseravelmente em passar em seu violento vestibular. Faço parte da legião de pessoas que não fazem parte das estatísticas do Obejtivo, do COC ou da Oficina do Estudante: a parcela que não passou, e não foi por inaptidão ou inabilidade.

Todavia, ao ver o que Serra tem feito em São Paulo - enterrando assim sua candidatura á presidência - tenho de concordar com prostestos contra suas medidas mal-feitas. Sempre fui contra o PSDB, e embora seja apenas mais um ignorante, sei que os tucanos têm aspirações tão ditatoriais quanto o PT.

Entretanto, embora mal consiga discernir entre certo e errado num país ferrado, eu vejo que existem aberrações no protesto da USP. Pessoas, como Elcio Abdalla, que estavam tentando sair do meio do protesto e era impedido. Ora, se ele não quer fazer parte, deixe-o ir. A opção de protestar é de cada um.

Noto cada vez mais que a classe média está ficando abaixo da linha da mediocridade. Seus jovens acham que estão fazendo um grande protesto político, uma verdadeira moção nacional contra um político que, além de feio pra diabo, quer colocar as mãos na verba, aparentemente alta, das universidades. Mas o protesto perde sua conotação principal quando coisas como a que aconteceu ao professor ocorre.

Certamente, logo a ocupação perderá seu sentido e sua orientação, pra se tornar uma forma de protesto comum. A razão? Eles acharam uma forma de chamar a atenção para suas reivindicações. Há outras formas, mas esta é mais flagrante.

Enquanto se briga pela autonomia das universidades - cujo Protesto poderia ser feito no Palácio dos Bandeirantes, moções judiciais e representações populares, há uma briga na mídia: quem está com a razão?

O motivo é justo, mas há dissenção. A direita diz que tal protesto muito se compara ás invasões do MST - o movimento social mais odiado do Brasil - onde as palavras "baderna" e "reintegração de posse" são muito utilizadas.
A esquerda, é claro, adora esse tipo de coisa. Afinal, uma movimentação popular com caráter político é sempre bem-vinda, e entre os universtitários, ainda existem influências marxistas e leinistas, o que aumenta ainda mais a simpatia da esquerda.

É nesse ponto que a linha da mediocridade se manifesta. Incapazes de raciocinar um pouco, as atitudes tomadas para manter ese protesto viram bagunça. basta ver as barricadas feitas com as carteiras. Isso era realmente necessário? Fora a panfletagem comunista espalhada pelo campus...

A classe média está inebriada com seus avanços financeiros, enquanto seus avanços intelectuais regridem rapidamente. E isso se reflete na qualidade das pessoas que ingressam nas universidades públicas: jovens sem consciência política, auto-suficientes e incapazes de debater; pois a discordância lhes é odiosa.

A falta de senso é uma constante nesse país. mas se distingue o certo do errado, e um protesto bem fundado com ZONAAAAA! Eu apóio a ocupação da USP por seu caráter anti-Serra e suas medidas contra as Universidades, e seu sonho de privatizar o ensino público. Entretanto, quando esse protesto virar o que pretende virar, ele entrará na história. Por demonstrar a que ponto está a futura elite do Brasil.

29 de maio de 2007

Sobre o vício

Sou um aspirante a escritor, e isso é fato. Dá pra ver, pela prolixidade - nem sempre objetiva - dos textos deste blog.

Eu fiquei 10 dias sem escrever. Quando resolvo voltar, posto um texto banal, desprovido de argumentos. Mas, num repente, escrevo outro, mais objetivo e com argumentos. E agora, mais esse.

Na verdade, eu vim discorrer sobre como tal coisa se dá.

Meu blog tem apenas uma leitora. Eu adoraria que ela tivesse um blog ta,bém, para juntos partilharmos idéias. Mas sua vida corrida a priva de alguns privilégios, como escrever por prazer. Mas essa leitora faz toda a diferença nesse canto esquecido da Web.

Eu me cobrei, por 10 dias, algum texto que valesse a pena ser lido. Eu confesso que adoro ler o que eu mesmo escrevo, apenas para poder melhorar o que eu já disse. Um dos melhores que eu já escrevi foi o texto do controle de natalidade, onde eu me esmerei.

Há coisas que não consigo explicar. Mal sei fazer uma letra cursiva, e não sei digitar: cato milho no teclado, e minha mão direita toma conta de 80% dele. Mas, a fluidez com a qual as idéias vêm me espanta. Talvez seja por isso que Arnaldo Jabor e Olavo de Carvalho continuam a escrever tão furiosamente. Tal hábito se tornou vício.

No meu del.icio.us há um link, que leva para o blog de uma mulher chamada Clarah Averbuck. O Godspeed era pra sr parecido com aquilo: algo que seria usado para expressar sentimentos, e não razões. Mas eu não consegui fazer tal coisa. Além do quê, nunca conheci tal figura (que, diga-se de passagem tem uma tatuagem linda).

De fato, ter um blog é uma coisa interessante. Pode-se screver tolices ou coisas que valem ser lidas. Não sei em qual delas esse aqui se encaixa.

Ladroagem Crente

Ou: Deus, o milionário boa-praça.

Eu tenho acompanhado, por revistas e por amigos, o avanço de uma teologia muito divertida: a Teologia da Prosperidade. Ela diz que você tem que fazer uma doação ousada pra igreja, e que, Deus vendo isso, vai te dar o que você quer: a mulher que você quer, a casa ou o carro do ano.

Ou seja, um investimento alto - muitas vezes vital para uma familia inteira - que garantirá um retorno polpudo, um rendimento muito além das bolsas de valores.

Ou isso, ou então as chamadas "orações fortes". Onde uma manifestação do Espírito é necessária: algum balbuciar cheio de pompa, berros e vozes elevadas, e afirmações onde Deus é literalmente obrigado a obedecer ás "determinações" dos fiéis.

Fora a liturgia. A música, sempre alta com letras vazias que falam de "bençãos" e "milagres", bailarinas - algumas vezes - e muita comoção.

Onde eu quero chegar com isso?

Ora, num lugar onde se aceita cheque pré-datado como oferta, e se exige que tenha fundos, como acreditar na simplicidade de vida que a Bíblia prega?

O mais legal é que já chegaram até o Cocadaboa com um artefato muito engraçado. Leia e se divirta com a esculhambação dada á altura da tolice que soltaram, ainda mais pra cima do MrManson.

O dialeto - evangeliquês - é ainda mais ridículo. no link, vocês verão a expressão "oferta ousada", onde o pastor convida o remetente a doar uma notável quantia.

Há outras demontrações de megalomania, como certos "apóstolos" - e nem falei da Renascer em Cristo - que se acham tão grandes que se tornam monólitos para si mesmos.

Tenho exemplos em meus e-mails de ministérios onde pedaços da Bíblia são devidamente distorcidos, para que o novo caça-níqueis do pastor venha a render bastante.

Eu me divirto. Não é á toa que crente é tomado como idiota. Muitas vezes, se torna um.

Eu vejo denominações tão severas, que não é de admirar que suas congregações estejam envelhecendo, e os jovens se mandando. Conheço casos de pessoas que abandonaram a fé porque ela estava sendo usada para gerar lucros.

Deus foi transformado numa varinha de condão.

Mas nada do que eu acabei de escrever é novo. Estou chovendo no molhado. Qual meu argumento? Tirar com a crentaiada?

Não.

Igreja sempre significou um lugar onde as pessoas poderiam ir e achar alguma esperança. Era o recôndito dos desgraçados, o conforto dos humilhados. A igreja significava algum lugar onde podia se confiar no padre - ou no pastor - e sair dali sem precisar fazer nenhuma contribuição.

Nas igrejas católicas, vemos padres que abusam de crianças. Nas evangélicas, um capitalismo espiritual. Em ambas, predominam o dinheiro: criaram para si aparatos muito caros de manter, e para isso, inventam "n" coisas para que os fiéis contribuam. Não querem mais saber do indivíduo, mas de seu bolso.

O que salva este artigo são as poucas instituições - católica ou crentes - que ainda preservam a mensagem original de 2000 anos atrás. Infelizmente, achá-las é coisa difícil. Há poucas, e estas enfrentam o preconceito e as humilhações que deveriam ser direcionadas para os verdadeiros charlatões.

É triste ver a mercantilização da fé. O que antes era precioso, que fazia um homem acordar de manhã e acreditar que o dia iria ser melhor, hoje gera receita, e é usado para espalhar mentiras e falsas interpretações da Bíblia, que até mesmo uma criança poderia desmascarar.

Eu sugiro que busque quem são, e o que fazem, as igrejas que usam de teologias pífias. Assim poderá se vacinar contra as bobagens que saem da boca desses enganadores. E se possível, calar suas bocas em público, para que, envergonhados, voltem pra suas casas e não enganem mais ninguém. 

Não, hoje não.

Não, hoje não.

Eu ia escrever sobre a ocupação dos estudantes na USP, sobre a política lazarenta do Serra e sobre o uso da polícia pra retirar os estudantes de lá.

Mas não, hoje não.

Eu discorreria sobre o filme Piratas do Caribe 3, sobre seu desfecho inusitado e sobre seus efeitos.

Mas não, hoje não.

Eu falaria da dificuldade que é pra se obter informação limpa e imparcial, e que pra isso, tenho que consultar váários sites.

Mas não, hoje não.

Hoje, eu ia tentar escrever qualquer coisa que prete, mas 10 dias sem escrever enferrujam a capacidade de falar bobagens sobre coisas que já estão em curso.

Quanto mais eu escrevo, mais me convenço de que minhas idéias são tolas, que meu discurso é inócuo e que minha capacidade de escrita depende, diretamente, do que outras pessoas escrevem.

É nisso que dá tentar atacar de crítico. Comeá-se a criticar-se a si mesmo. 

18 de maio de 2007

Crianças, o estorvo da Sociedade.

Nesse dias, têm-se falado muito sobre a legalização do aborto. De como um feto não é humano, não sente e tal...

Mas acima de tudo, a TV tem propagado, através de novelas, seriados e filmes, que a gravidez é algo indesejado e ruim, que o bebê só atrapalha a vida do casal e suas pretenções futuras, além do gasto natural com o pequeno. Não obstante, fala-se muito sobre controle populacional, em diminuição das taxas de natalidade e em aquecimento global relacionado á demografia.

Crianças hoje, especialmente os bebês são considerados um estorvo, um problema. Sim, pois os jovens hoje são cobrados para terem uma vida sexual ativa e indisciplinada, e abusarem dos abusos, se isso é possível. Mas, quando uma mulher fica grávida, é taxada de puta e de irresponsável.

Uma perfeita dualidade das aberrações comportamentais de hoje.

Até pouco tempo, filhos eram queridos. Crianças eram bem vindas e amadas, e corriam pela rua. O que mudou?

Mudou que a infância hoje está tomando Prozac, porque não pode brincar com outras crianças, porque fica na frente do computador, comendo muito e se exercitando pouco.

Mudou que os pais querem ter status e dinheiro, e um filho não é exatamente uma demonstração de status.

Mudou que o importante é ter dinheiro. se filhos custam caro, ficou incutido na cabeça das pessoas que filhos são pra quem tem grana.

Crianças são o novo estorvo.

Pois as preocupações com sexo começam aos 10 anos. Porque elas não têm mais pais presentes - ora, que mulher quer abdicar de seu emprego pra virar Amélia? e a realização pessoal? E a independência? vai deixar tudo isso pra cuidar de filho?

Num mundo egoísta como o Ocidental, fico sempre feliz quando há um nascimento, especialmente quando essa criança chega pra um casal casado antes.

Como eu sei que tem, pais que abandonam as namoradas com seus filhos, mulheres que deuxam a cargo da mãe a tarefa de cuidar do neto - por pura irresponsabilidade.

O mundo futuro preserva uma triste situação: um mundo sem crianças. Pessoas eternamente jovens, mas nunca com uma criança de 8 anos perto. Preparem-se: a palavra de ordem é o aborto. Porque crianças estorvam. Porque crianças gastam dinheiro que não é delas, tomam tempo e preocupações. Porque crianças chateiam.

Mas os abortistas não gostam de pensar que eles mesmos poderiam ter sido abortados. 

16 de maio de 2007

Sobre Massificação

Uma padronização dentro de uma empresa é ótimo: os processos podem ser assumidos por qualquer pessoa, previamente treinada, corta custos e tempo e previne contra desvios. Mas a padronização cabe numa sociedade?

De acordo com os dirigentes mundiais, sim. O mundo não seria lindo se todos pensassem da mesma forma, sem divergências nem opiniões contrárias, todos fizessem tudo o que lhes é colocado, sem perguntar nada? Pensamentos iguais para todos, todos executando as ações necessárias á vida do Estado e do Mercado, sem rebeldias e nem mesmo divergências.

Um quadro lindo, não acha?

Por mais castrador que tal pensamento possa parecer, é justamente essa padronização que está sendo imposta pra nós. A TV e as mídias populares - jornais e revistas de grande circulação - jogam sobre nós informações reais, mas devidamente colocadas de forma a não suscitar o raciocínio. Nasta ver como certas notícias são colocadas no Jornal Nacional: coisas políticas e referentes á sociedade são passadas rapidamente, sem aprofundamento. E isso mata qualquer discussão.

A sociedade livre é um problema. Todos falando o que pensam, discordando e se digladiando, não é exatamente o referencial de "paz" que querem impôr. A "paz" a ser instaurada é a mordaça e a algema, onde você não tem mais opinião, não tem mais voz ativa e é apenas mais um elemento manipulável e consumista. Manipulável, porque como eleitor, você vai receber notícias que ameacem a sua integridade. Consumista, porque o consumo move o mercado.

A idéia cartesiana de liberdade vai de encontro a isso. O emburrecimento do mundo é um desejo antigo: pessoa idiotizadas, que têm as necessidades do corpo sanadas, mas são vazias e superficiais, são um ideário alcançável a longo prazo, cujos ataques á mente são diários.

Sim, diários. As músicas bestas que rolam nas rádios - e eu ainda nem falei do maldito pagode - os jornais maniqueístas, o stress desnecessário, os estímulos violentos de consumo, o desincentivo á leitura e á pesquisa, a internet e sua comunicação á distância, o sexo casual sem amor, a teoria do "ócio produtivo" - onde seu fim de semana tem que começar cedo, onde não há descanso mais - e inúmeras outras coisas.

A massificação de um povo, o morticínio de sua cultura e a castração de seu pensamento são reflexos do novo milênio, onde a sua imagem vale mais do que a sua própria vida. Uma opinão divergente, mesmo que colocada respeitosamente, é algo que ofende, pois ninguém mais tolera discordância. O consenso é uma obrigação, não mais um trabalho.

Se eu posso não concordar com uma única palavra do que você diz, isso é meu direito. Mas, na imprensa, não há mais o direito inalienável de expressá-las. Discorde do Governo, e você será demitido. Discorde de seu colega, e ganhou um rival. A liberdade de expressão é algo que até mesmo os gays querem tirar de nós. Pois, pra eles, a discriminação não pode mais acontecer. Mas eles se esquecem que a legislação já lhes garante os direitos. Uma mordaça arco-íris não é necessária.

No atual contexto, os dirigentes mundiais colocam um novo estilo de vida: você pode fazer tudo o que quiser, menos discordar de nós. Seu corpo deve ser tratado como um produto, a ser consumido ao máximo. E sua mente, bem, você não precisa dela. Nós pensamos pra você.

Há um quê de 1984 em nosso futuro.

15 de maio de 2007

Projetos Deixados

Eu tinha dois outros projetos pra internet. Um era um blog como esse, chamado Lux Aeterna. Onde eu faria justamente o que eu faço aqui: falo muita coisa sobre coisa nenhuma.

Outro, era mais auspicioso, chamava-se Words of Broken Tear. A idéia era colocar crônicas, como essa, numa freqüência menor, mas cujos textos seriam muito mais trabalhados. Seriam dissertações, narrações e divagações, quase que um projeto suicida. Porque se alguém descobre esse canto, pode roubar algum texto. Se bem que, como escritor, eu sou um excelente gari....

De qualquer forma, eu estava olhando o Lux Aeterna hoje. É um daqueles MSN Spaces, onde você pode fazer tudo, menos do seu jeito. Mas eu consegui ter alguma noçãoo do que eu queria.

Esse blog foi um acidente, verdade, mas um acidente bem vindo. Se antes eu queria malhar meu antigo e balofo chefe, hoje eu quero apenas escrever tolices, achando que sou algum crítico político, ou algum ilustre professor.

Mas o The Godspeed acabou por receber inúmeras tarefas. Uma delas é a de ser meu blog, a outra é a de ser meu saco de pancadas, meu mensageiro de idiotices e tal.

Mas como ele não é um lugar de fotografias, ele não se torna lá muito aprazível.

Que seja. Ao passado, relego o Lux Aeterna e o Words of Broken Tear. Embora o nome do primeiro seja legal, eu gosto mais de Godspeed.

Feliz Aniversário

Comemoro hoje meus 22 anos de idade.
E noto que existem certas coisas que jamais poderei conter... como a evolução natural das coisas.
Naturalmente, um emprego decente. Naturalmente, ganhei uma namorada. Naturalmente. As coisas evoluem. Pois elas não podem andar pra trás.
Verdade.

Enquanto meus amigos estavam namorando e tirando carta de motorista, eu estava estudando feito um condenado, pra um vestibular o que eu fracassaria. Mas as coisas mudam.
E tanto mudam que, com 4 anos de atraso, estou tirando carta. Tanto mudam que a garota que me dispensou várias vezes se mandou, e agora, uma garota linda quer ficar comigo. Coitada. Não sabe onde está se metendo....

Mas eu sei que...
"De tudo, ficaram três coisas:
a certeza de que estamos sempre começando...a certeza de que é preciso continuar...a certeza de que seremos interrompidos antes de terminar... Portanto,Devemos:  fazer da interrupção um caminho novo...da queda um passo de dança...do medo,uma escada...do sonho,uma ponte... da procura... um encontro."

E Mariana Macêdo, uma das minhas pedras angulaes, sabiamente citou:
"Sinto cada vez mais que não devemos julgar a Deus com base neste mundo, que é apenas um estudo que desandou. O que se pode fazer com um estudo que dá errado?" (Vincent van Gogh - numa carta a seu irmão Theo)

É engraçado ver como as coisas vêm e se vão. Eu sei que não mudei muito, mas sei que não sou o mesmo.

Mas sei que, embora 22 anos seja ainda a juventude, eu ainda tenho 8 anos pra tirar todo o proveito dela.

Feliz Aniversário.

10 de maio de 2007

Projeto de Lei nº 5003-b/2001

Enquanto a lei não sai, vou aproveitar.

Senhoras e senhores, ser heterossexual agora é crime!

Peraí, foi só pra chamar a atenção. mas, se vocês buscarem na internet sobre a lei acima, verão que as bichas querem colocar no xadrez quem as chamar de bichas.

Ora. Se a legislação já condena crimes de preconceito, agora querem colocar a mordaça arco-íris na nossa boca? Quer dizer que, além sermos roubados pelo Estado, mortos pelos bandidos, ainda não vão deixar que falemos mal do que achamos errado?

Certo, certo, eu estou sem bons argumentos. Mas, enquanto a lei não sai, eu tenho que aproveitar. Homofobia não é crime. Eu posso não gostar e querer ficar longe de um gay, mas é minha obrigação respeitá-lo como pessoa. Todavia, eu não preciso, realmente, ser amigo dele.

Se as bichas querem amordaçar as igrejas e instituições religiosas, querem arrancar algumas páginas da Bíblia e não deixar ninguém mais falar mal, essa é uma prática que apenas os tornam ainda mais desprezíveis perante a sociedade.

Ah sim. Não se ganha respeito com uma lei, mas com trabalho. Querem ser respeitados? respeitem. Se fosse ver, evangélicos deveriam aprovar uma lei que não deixassem as pessoas tirar sarro deles. Mas eles não fazem isso. E conquistam respeito da mesma forma.

Tal lei só vira a somar-se no imbróglio gay que a coisa virou. E assim, eu digo: as agressões e preconceitos irão aumentar. Se começar a ser necessário escrever qual sua orientação sexual os gays terão que mentir muitas vezes, porque não serão respeitados da mesma forma. Mas sofrerão de uma forma ainda pior: de forma velada, porque as pessoas agirão para não contrariar a lei, mas não há como legislar sobre as pequenas atitudes das pessoas.

Porque o preconceito ainda estará lá, e aí os gays vão saber quem é maioria no Brasil, eles ou os heteros. Por mais respeitados que possam ser, não conquistarão seu lugar na sociedade se valendo de mordaças: mas terão que algemar também os outros. E se isso acontecer, haverá uma revolta sem precedentes.

Pois por pior que a polícia possa ser, grande parte do ativo dela não é gay. E além do quê, a maioria do Brasil é hetero. Isso, aliado á realidade do meu país - a impunidade - somado ao ódio que se seguirá com a mordaça... Gays do meu Brasil, podem esperar uma grande surra. Ah sim... com cacetetes beeeem grandes. 

8 de maio de 2007

Imagens que chocam



Clique na foto acima. Eu garanto a sua tristeza ou sua visita de volta.

7 de maio de 2007

Sobre demência

ONGs são coisas interessantes. Algumas, tem bons propósitos, como a Fundação Dorina Nowill que se propões a ajudar os cegos. todavia, tem sempre alguém que está afim de falar besteira em prol da chamada "causa verde", a grande jogada de marketing, tanto social quanto de mercado, do novo século.

Uma tal de Optimum Population Trust (OPT), lançou uma pérola: menos filhos para conter o aquecimento global. Ah, eu não agüento.
"O crescimento populacional é amplamente reconhecido como uma das principais causas da mudança climática, mas ainda assim os políticos e os ambientalistas raramente discutem isso por temor a provocar polêmica." É um dos motes que soltaram. Ah... vai dizer que o cheiro azedo de fralda suja é o culpado pelo aquecimento? Não, melhor, eu não posso mais flatular relaxadamente porque as geleiras vão derreter? Ah, pior, o ar que meus filhos expiram vai fazer o mundo acabar?

E por algum acaso já se perguntaram da qualidade do ar que meu enteadinho está respirando? Se isso não vai fazer mau aos seus pulmões frágeis? Ou então, que ele não vai poder ganhar mais amiguinhos porque o mundo depende do controle de natalidade?Eu entendo "controle de natalidade" por planejamento. Uma família escolhe se quer ter filhos e quantos quer ter. E quando já chegou, ou o casal ou um deles apenas se esteriliza, através da vasectomia ou laqueadura. O que estão sugerindo com esse "controle" é a esterilização em massa.

Mas vocês sacaram qual é a jogada?

Qual a média de filhos por casal que tem na Europa?

Qual a média atual dos EUA?

A jogada é com a gente, povo pobre. Somos nós que estamos, atualmente, abastecendo o mundo com crianças. Os ricos não querem mais. Os chineses são cruéis com quem tem mais de um filho. Todavia, na América Latina e a galera do Oriente, isso não impera. Quem pode, faz um monte de filhos. Porque, muitas vezes, é o único meio de garantir que alguns vinguem.

E aí, vem comissões com Doutores Mengeles pra cá, esterilizar mulheres aos montes. Vocês viram isso? Ah, e repararam como quando o assunto é Aquecimento Global, tudo está em consenso, nunca há discussões?

Hoje, o grande mote é a chamada "Causa Verde": tudo tem que estar ambientalmente correto. Equalizar as emissões pessoais de CO2, consumir produtos com selinhos de reconhecimento, blábláblá. E toda e qualquer demência retórica cabe para apoiar a mais nova filosofia de mercado. Empresas recorem aos selinhos verdinhos para serem reconhecidas, e abater impostos. Pessoas pensam estar preocupadas, tomando atitudes imbecis - como o consumo de produtos ambientalmente corretos - , e ONGs enchendo o saco sobre o aquecimento.

Não pensaram que a Terra já foi uma bola de gelo, e depois uma bola de fogo, pra depois virar uma bola de gelo, e que no meio do caminho, a humanidade apareceu? Não lhes ocorreram que certas coisas, como esse ambientalismo que dizima cidades pobres, que viviam da extração de madeira? Não pensam que é muito melhor pensar em (que pensamento romântico) erradicar a pobreza e as doenças? Que o homem são é muito mais urgente?

Só porque são negras, crianças africanas morrem de fome aos montes. A AIDS grassa, levando milhões ao definhamento. Mas são negros, certo? Negros e pobres, deixem eles lá, é o que o silêncio da mídia, aliada ás filosofias de mercado e causas ambientais coloca. Só porque são pobres e subdesenvolvidos, trabalhadores latino americanos morrem todos os dias, vítimas de assaltos, balas perdidas, descaso, hospitais lotados pelo desvio de dinheiro - vide Alcinéa Cavalcante - e humilhações por parte de um Estado lazarento e sanguessga. Mas são pobres, certo? Coloquemos sobre eles o ônus da natalidade, que a culpa inexistente recaia sobre eles.

Essa maldita ONGzinha, com mais uma pérfida filosofia verde, é apenas mais uma coadjuvante na cena ambientalista do momento. Disse Jesus: "pobres, esses sempre tereis convosco". Entretanto, matar pobres, ou deixar que eles se matem é melhor, mais fácil, mais barato e muito mais rentável que usar seus conhecimentos e intervir em seu favor.

4 de maio de 2007

Chico Anysio disse...

Mundo moderno, marco malévolo, mesclado mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutáias, majestoso manicômio. Meu monólogo, mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio maior, maldade mundial.

Madrugada... matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna, monta matumbo malhado, munido machado, martelo... mochila mucha, margeia mata maior. Manhãzinha move moinho moendo macaxeira, mandioca. Meio dia mata marreco... manjar melhorzinho.

Meia noite mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua mas monocórdia, mesmice. Muitos migram mascilentos, maltrapilhos, morarão modestamente: malocas metropolitanas; mocambos miseráveis, menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre... mundo maligno, misturando mendigos maltratados... menores metralhados, militares mandões, meretrizes marafonas, mocinhas, mera meninas... mariposas, mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas... mundo medíocre.

Milionários montam mansões magníficas, melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos magnatas manobrando milhões mas maioria morre minguando.

Moradia meia-água, menos, marquise. Mundo maluco, máquina mortífera, mundo moderno melhore, melhore mais, melhore muito, melhore mesmo.

Merecemos... maldito mundo moderno, mundinho merda.

A imagem do Anticristo

Vendo a política atual do mundo, eu noto que tá tudo muito sério, muito tenso. Está tudo á beira de um ataque de nervos, que pode culminar em um ataque de bombas.

Quando o Super-Cabongo aparecer, ele vai ser muma mistura política de Bill Clinton, vladimir Putin e Adolf Hitler. Ah sim, esses três, e nessa ordem. Porque Clinton deu uma imagem jovial e mais humana á política norte-americana. Foi um pacifista, restaurou a economia norte-americana - defictária depois de Reagan - e era um cara divertido.

o super-cabongo vai ser parecido com o Putin, porque vai ter aspirações centralizadoras, de um partido único. Mesmo assim, Putim está fazendo a gelada Rússia crescer 10% ao ano, dando um banho no nosso desgoverno. E o pior: o povo, mesmo sabendo que Putin tem aspirações tiranas, o cara tá fazendo um trabalho tão bom que 78% dos bebedores de vodka apóiam o branquelo.

E pra acabar, o super-cabongo vai ter aspirações hitleristas, não só pelos massacre de judeus, cristãos e dissidentes na segunda metade de seu mandato. Mas sim, porque ele vai ter um carisma maior que muita estrela de rock, vai inflamar o povo inteiro a segui-lo, vai conseguir fazer o mundo todo girar em pé de igualdade financeira. A pobretada vai amar o cara que deu emprego pra eles, a classe média vai amar o cara que lhes deu segurança, a ricaiada vai amar o cara que aumentou suas fortunas.

A imagem do anticristo, eu presumo será essa: um cara que vai fazer piada em assembléias da ONU, que terá discursos magníficos - dignos de Rui Barbosa, a Águia de Haia - que será um político pacifista, apaziguador e companheiro, com mais apelo popular que o Lula. Esse vai ser O Cara.

Mas com um pequeno percalço: a personificação do Demônio é perfeita. Lindo e traiçoeiro como ele só. O super-cabongo vai ser um discípulo de Maquiavel, pois já qu os fins justificam os meios; enganar o mundo todo com essa cara linda, roubar as almas das pessoas e destruir seus opositores serão coisas perfeitamente plausíveis e aceitáveis, quando se trata de unificar um planeta inteiro. Há um quê de Imperador Qin no sangue desse cara.

3 de maio de 2007

Just feel better

"I'm gonna try anything that just feels better
Tell me what to do
You know I can't see through the haze around me
And I do anything to just feel better"
Santana e Steve Tyler.

Conhece alguém que tinha um futuro lindo á frente, mas tomou o rumo da mediocridade?

Numa dessas idas da vida, encontrei uma garota. Dessas cujo sorriso era fácil de se abrir, e que iluminava a sala quando abria. Não era muito brilhante, mas era perseverante: e isso, muitas vezes, é muito melhor que inteligência. Fora que ela é bonita. Uma baixinha sem precedentes. E sua voz, ah, sua voz era linda. Mesmo sem técnica alguma, a voz dela era doce. Rara. Ainda não achei coisa igual.

Todavia, pelo fato de ter parentes - aquilo é qualquer coisa, menos família - a salvação foi o namorado. Até aí, nada de novo. E nada de novo, também em ir morar junto com ele. Afinal, após passar anos grassando em tentativas frustradas de crescimeto, um pouco de prazer e carinho são um grande alento. Entretanto, quando isso se torna uma obrigação, e a menina em questão vira uma perfeita Amélia?

Sim. uma dona de casa, a esposa ideal. Lindinha, irreuqieta, não agüenta ver a casa bagunçada, dá um duro terrível no trabalho, descola um artesanato pra aumentar a entrada de dinheiro - conseqüentemente, sua disposição acaba e surge o cansaço - e ainda tem que cuidar do marido, digamos.

Bem, posso dizer, seguramente, que o sorriso de seu rosto, tão fácil de abrir e que iluminava a sala, faz muito tempo que não vejo. Ela emagreceu, e olheiras surgem em seu rosto. Sua voz, antes doce, agora sofre rouquidão periódica.

Em nossa última conversa, ela estava desesperada, pedindo pra que alguém, ou alguma coisa, a tirasse dali. Ela me perguntava "o que eu fiz com a minha vida?". Confesso que fiquei muito frustrado ao vê-la como ela está agora. se antes, ela estava triste, agora ela está resignada. Como se ela não tivesse mais opções, e aquilo: aquele homem, aquela casa e aquela vida fossem o fim da linha.

De tudo, eu espero três coisas dela: que deixe a vida que escolheu, se recomponha e recomece. 22 anos, um recomeço é muito mais fácil. Ou então, que seu senso de honra acabe, e que uma aventurazinha extra-conjugal devolva-lhe o sorriso, mesmo que parco. Ou melhor ainda, num arroubo de atitude, que suma. Sim, que tente viver em outro lugar, longe do imbróglio de seus parentes, longe da resignação e da vida de Amélia.

Eu não quero, jamais, cantar Betterman pra ela. Essa música do Pearl Jam designa melhor o que ela tem no coração. Mas eu gostaria de cantar Just feel better, do Santana com o Steve Tyler. No que tange a mim, eu ajudaria.

2 de maio de 2007

Sobre aspirações

Estou envolvido em dois projetos relativamente grandes.
Um deles é um site, onde a idéia é a arte escrita, que muito aprecio.
O outro, envolve a arte escrita em si: estou escrevendo uma história para um velho amigo.

Quem diria... de repente, eu estou ocupado.
E fazendo o que eu gosto: design e escrita. Melhor que isso, só se eu fizesse isso sempre, mas eu tinha que começar de algum jeito.

Eu tenho alguns contos qu eu deveria ter terminado há algum tempo. Planejo lançar um livro de contos há quase um ano, quando as primeiras idéias surgiram. Entretanto, entre problemas com empregos, preguiça e engordamento, algumas coisas se perderam.

Mas algumas idéias não. Pude começar, ao menos, uma história dividida em três, cuja idéia já tem quase cinco anos; pude terminar um conto feito com apenas um único parágrafo, o resto é diálogo; consegui terminar metade de um livro. Todavia, essas são vitórias muito pequenas, que ainda não satisfazem minhas aspirações, mas dão força pra continuar escrevendo.

Espero que minhas idéias malucas tenham respaldo. Gostaria muito de ter um livro de contos publicado, e ver alguns exemplares nas prateleiras de alguma megastore. Claro que não serão best-sellers, e até mesmo acho que encalhará nas prateleiras. Mas acho que seria interessante ter um trabalho publicado.

Realmente, não tenho grande desejos com a escrita, pois ela é pra mim apenas um prazer. Eu gosto de estar trabalhando, e ver que posso participar de coisas auspiciosas. Significa que minhas pífias habilidades servem pra alguma coisa.