26 de abril de 2007

Esquecei o vosso passado?

Pra quem me conhece, sabe que eu curto muito Evanescence. Mas sabe também que eu gosto de um lance mais visceral, uma coisa mais underground.

Depois de ouvir os discos Fallen e The Open Door, eu notei que cada vez mais, eu gosto das músicas que ele já não tocam mais. Exemplo? Fields of Innoncence, pra mim, uma das melhores músicas de estúdio que eu já ouvi; dessas que você viaja longe. É do jeito que eu gosto: violôes, toques transcedentais, e é uma música que acaba, e não dessas que vai diminuindo o volume.

Outra coisa que Amy Lee não executa mais, mas que eu amo, é Breath No More, onde ela e um piano fazem muita banda chorar de incompetência. E apenas para constar mais uma coisinha, uma música conduzida por um piano onde um coral canta: Listen to the Rain. Essa é uma das melhores músicas que já ouvi até o presente momento.

Fica a pergunta: porque não executar?

Talvez porque elas tenham as mãos de Ben Moody.

Talvez porque elas estejam mal gravadas, como algumas estão.

Talvez porque na época, ainda acreditavam em Deus.

Nunca vou saber. Mas, pra quem quiser, sugiro qu busquem as músicas antigas e os B-sides da banda, feitos antes do Fallen.

Mas eu creio que um dia, quando o Evanescence estiver caindo, em vias de se aposentar, como o meu Pearl Jam, Amy Lee chame Ben Moody e eles trabalhem para juntar, limpar e talvez regravar essas múscias antigas. Eu espero que façam isso. Mas eu gostaria muito que Breath no More fosse executada apenas voz e piano, em um show. de preferência, aqui no Brasil.

23 de abril de 2007

Kevin Max

Eu fui ao show do Evanescence, e isso colocou minha cabeça pra funcionar. Acho que deu pra ver. Eu posso, seguramente, dizer que só tem um artista que me faria viajar para ir vê-lo. Chama-se Kevin Max Smith.

Esse cara, meio narcisista é verdade, tem uma voz incrível, dessas que brancos geralmente não tem. Eu mesmo adoraria ter a voz que ele tem.
Mas o fato de eu ser fã desse cara não se resume apenas na sua música - que é muito boa: mas em sua atitude. Esse doido é um artista que não faz música pra crente, como seus comparsas dos tempos de dctalk: a dele é bem menos acessível. É o tipo de coisa que nem sempre é inteligível, mas sua mensagem é bem clara.

Ele tomou um rumo diferente dos outros integrantes da banda: poderia se ancorar no nome de TobyMac, que é bem conhecido, e assim crescer um pouco mais. Mas resolveu fazer sua divulgação pelo velho boca-a-boca. E deu certo.
Não só isso. Ele teve a "pachorra" de se divorciar - um crente se divorciando? OH, sacrilégio! - em plena Nashville, terra de efervescência musical cristã. Para tanto, se sentiu meio preterido e se mandou pra Los Angeles.

E o pior: casou de novo.
Ele é o tipo do cara que crente algum quer perto dele. Entretanto, há que se saber: embora enfrente os dogmas, ele os segue. Não posso dizer nada sobre sua fé, pois eu não o conheço. Mas o que eu sei a seu respeito me faz admirá-lo. Um cristão que sabe que erramos. Admite isso, admite a fraqueza e a explora nas suas músicas. Pra mim, é o tipo de cara que desafia a fé cristã, quando diz: "Ei, porque me julgam? Eu não estou acusando. Essa é a verdade, esse sou eu. Como podem me acusar?".

Terminar um casamento, sem revelar aos outros porquê - ele tem seus motivos -, começar do zero o seu nome no mercado musical. Isso requer uma certa dose de coragem. Por mais que aprecie sua própria imagem, Kevin Max fala em sua músicas o medo e os temores que os cristãos têm. E fala até mesmo das certeza. Mas fala da Graça. E isso passa por cima de qualquer lei.

Bicho Besta

O que houve de igual nos shows de Michael W. Smith e Hillsong United no Brasil, além de ambos serem cristãos?

Burrice.

Crente é bicho besta. Quando faz alguma coisa grande, acha que a galera que tá indo não vai ligar muito, e que tá ali pra prestar culto.

Um tremendo descaso foi o show do Hillsong United. Eu e minha irmã ficamos quase 7 horas em pé, enquanto a desorganização grassava a galera, e o atraso marcava a idiotice. Eu não fui lá pra ver Lagoinha, que não suporto.

O pior foram as orações pra fazer o tempo passar. Chamaram até o Rodolfo Abrantes, do Raimundos, pra dar um testemunho. A sorte é que ele sacou, e falou bem pouco.

Engraçado mesmo foi o final. Quando o Hillsong terminou, o Renascer Praise - da mal-fadada Renascer em Cristo - encontrou um povo se mandando, afinal a atração principal já estava indo embora. A bispa (aarrrgh!) incitava as pessoas pra pular e se animar... na verdade era um apelo para ficarem. Só faltou ela berrar e chorar para que não deixássemos la e seua trupe sozinhos num estádio vazio.

No do Michael W. Smith, ao menos eu e minha irmã tínhamos lugar pra sentar. Ao final, devido ao fracasso das vendas - em função da desorganização da divulgação, pífia como sempre - a pista foi aberta. Um desrespeito com quem pagou mais caro pela pista e viu as arquibancada abrindo pra descerem.

É por essas e outras que eu detesto show de crente. Posso alegar que os únicos shows de crente bons foram os do Fruto Sagrado - que nunca falha: técnica perfeita, vocal perfeito e letras muito mais que perfeitas - e do Kevin Max, cujo show, infelizmente, teve sua imagem atrelada a de sua antiga banda, o meu dcTalk.

Em ambos, devido á quantidade muito reduzida de pessoas, tudo ocorreu no horário. O espaço, uma igreja ligada ao G12, era um enorme galpão cujo som era medíocre: o suficiente para ser ouvido, só isso.

Mas em ambos, apesar de pequenos, houve uma organização. Tudo ocorreu no horário, e todos ficaram contentes. Eu comprei um cd e ainda ganhei um autógrafo do Kevin Max - que por não ter muito público nos States, descobriu um mercadinho aqui.

É por essas e outras que eu prefiro shows minúsculos de crente. Porque se for fazer coisa grande, melhor deixar pra quem sabe fazer. Hava visto o show do Evanescence. 

Notas de um fim de semana.

Certo... aqui vai mais um.

Sexta-feira.
Mais um dia de trampo termina, chego em casa, arrumo a Gertrudes e parto. A galera se reuniu numa chácara, e ficamos a noite toda conversando. Deu dez da manhã e eu alguns amigos nos mandamos.

Sábado.
Fui pra casa do Israel, e fiquei até 1 e meia da tarde jogando videogame. de lá, eu, ele, sua irmã fomos pra Campinas, nos encontrar com o David, pra pegarmos o buso pra Sampa.

Próxima parada: Parque Antártica. Razão: Evanescence.

Paramos em na rua da entrada, á algumas centenas de metros dela. com o auxílio da entrada para carros do McDonalds - onde fizemos um lanchinho -  furamos uma fila que dava volta no quarteirão. E furamos na cara da entrada, quase.

Mas pegamos a fila errada, a que levava para as cadeiras numeradas, não a da arquibancada. Assim que essa fila começou a andar, e rápido, eu me aproveitei de uma pequena distração e entrei nela, ligando para meus amigos se perpararem para furar e entrar o mais rápido possível.

Felizmente, uma vez lá dentro, não tardaram para entrar. Pudemo pegar um ângulo ótimo para vermos Amy Lee de forma diminuta e longínqua, todavia ampliada e visível pelos telões.

Ás 7 horas, entra a banda Luxúria, de São Paulo mesmo. Além de um som muito bom, a vocalista era a encarncação da palavra: sua saia roxa rodada e curta era geralemnte levantada para exibir melhor sua coxa gostosa e branquela, bem como sua mão esquerda que smpre encontrava sua virilha. Sua voz era potente o suficiente para ser bem escutada.

Ás 8 horas, entra a banda que estava acompanhando os gringos. Um som meio pop, cujo vocalista tinha a voz muito parecida com o do Placebo. a banda, ao contrário da Luxúria, não tinha presença de palco. Mas seu som era agradável, desses gostosos de colocar no carro e viajar.

E, impreterivelmente, ás 9 horas, entrou Evanescence.

Creio que não preciso dizer que, quando Amy Lee entrou, foi uma histeria geral. Haviam duas meninas do meu lado, que choraram o show todo, e que gastaram suas vozes com berros poderosos e agudos.

Eu e meus amigos ficamos meio estáticos. Afinal, não era um bate-cabeça, mas uma adoração á um ídolo da música. Embora eu tenha curtido mais, berrado e aplaudido, não estava á vontade. O show do Blind Guardian, pelo fato de ser num lugar menor e fechado, e uma coisa bem mais despojada, eu achei mais legal.

As músicas foram bem executadas, e a branquela gringa mudou meu conceito: depois de ver o Rock Am`Ring - seu primeiro show. Depois de não sustentar muito no Anywhere But Home, ela mostrou mais técnica e melhor fôlego, embora sua voz ainda não tenha ficado mais potente.

A banda - muito boa, de grande habilidade - fez sua parte. Estávamos ali para ver Amy Lee, e não Balsamo ou LeCompot. E isso me deixou um pouco questionado: como pode uma banda ser composta por uma só pessoa? Por isso Ben Moody saiu: o reconhecimento era pra a mulher, ele era meramente um figurante.

Eu queria que ela apresentasse a banda, que cada um desse uma palhinha. Mas eles sabem que o Evanescence é feito da vocalista. para tanto, ou se envolvem em outros projetos ou se contentam com seus rendimentos com Amy Lee. Quando disse que o Evanescence caminha pra ficar como o NIN, não estava brincando.

Ao final, ela se despede, os inegrantes da banda entram e arremessam baquetas e palhetas pra galera. Fomos pro ônibus, e dormimos todo o trajeto de volta.

Domingo.
Na casa do Israel, dormimos até as 10 da manhã, e jogamos videogame até a 1 da tarde, hora do almoço. Eu avancei várias fases em Prince of Persia antes de sair de novo.

Me encontro com ela. E ao sentir a maciez da pele de seu rosto, meu cansaço por poucas horas de sono culmina m se tornar uma coisa bem ridícula.

20 de abril de 2007

Sobre crimes e indecência

Eu leio, quase todos os dias, os quatro sites jornalísticos ao lado. Em todos, leio pelo menos uma notícia referente não ao fato de criminosos não serem punidos: mas sim as pessoas que apóiam o crime.

Olha, eu sou um burguês. Classé média na veia. E infelizmente, eu tenho sim, pensamentos homicidas sobre essa corja que chama de criminosos. Ah, que droga, me v6em com a história de que o cara é pobre e por isso tem que roubar pra comer? Se fosse esse o caso, eu livremente daria todo o mês R$ 100 pra qualquer um que realmente precisasse.

Mas esses caras não estão roubando pra comer. Estão matando pra valer, estão tocando medo na galera. Eles não tem o menor apego ao fato de estarem vivos, e acham que eu também não tenho.

Imagine a seguinte cena: você, cidadão brasileiro, andando armado. Você passou por um período de treinamento. Imagine que vão roubar sua casa, e você mata quatro ladrões, que levaram inclusive um caminhão pra rapar a sua casa, cuja mobília você conquistou com esforço. Isso é justo?

Muito. E eu ainda nem entregaria os corpos. Pegaria um dos carros onde os caras estavam e o levaria pro mato, onde seria incendiado.

Todavia, só por ter dito isso eu posso ser processado. O correto não é nos prepararmos para uma guerra civil, mas de haver governo. Mas bem-vindos ao Brasil, onde não há governo. É bem capaz de nunca ninguém descobrir que matei quatro homens, incendiei seus corpos e assim ficou.

Mas, se eu disser na polícia que matei os homens por invasão de domicílio e por ameaçar minha família, é bem capaz de um bando de imbecis graduados virem me acusar de assassinato. Eles queriam os resultados do MEU trabalho, que já não é remunerado á altura. E ainda vem gente que se acha defensora dos fracos e oprimidos me acusar de DEFESA? Eu não posso mais me defender? Não psso mais revidar? Tenho que deixar que molestem meus filhos, que bolinem minha esposa, que batam em meu rosto, ajudar (!!!) a carregar os MEUS móveis e pertences ao caminhão do roubo? E ainda ser grato?

Começo seriamente a me mudar do país. Se meu emprego não vingar, eu talvez passe uma temporada na Europa, talvez Finlândia; ou desça mais au sul, Austrália. Eu me nojo de ver a que ponto chegamos: concordar com a violência.

Sinto muito, senhores defensores dos presos, mas eu apóio sim o enrijecimento total das leis, sem liberação por bom comportamento e nem saídas para feriados; a reorganização das polícias, pois hoje, PM é gambé; e o confisco dos bens dos criminosos hediondos, e se nada tiver, pena de morte.

Sou burguês, e quero viver como tal. Começo a notar porque a Argentina  o Chile são países respeitados lá fora. O Brasil é uma piada, "não é um país sério", como disse DeGaulle. E só não sonego impostos porque ainda tenho um pingo de esperança nesse país. Mas eu acredito que se a classe média biocotar o imposto de renda, começar a usar carros que não paguem IPVA, deixar de pagar - massivamente - o IPTU, retirar o dinheiro dos bancos, comprar produtos de segunda mão, vai fazer o país parar. Vai haver uma recessão sem precedentes, desemprego em massa e tal. Mas vai ser o protesto do século.

Isso, ou devemos nos armar e nos preparar para a guerra civil. Não tenha medo. Não se preocupe com punições: cave uma vala bem grande debaixo do seu assoalho, crie uma caixa de concreto ali para que o cheiro não saia, e deposite os corpos dos bandidos que você matou na semana. Apenas seja discreto: afinal, os imbecis graduados da USP e do VivaRio, por exemplo, vão cair no teu pêlo se você alegar legítima defesa: pra eles, isso não existe.

16 de abril de 2007

Sobre Graça

Ainda sinto o gosto da saliva dela na minha boca, bem com sua expressão suave, bem em frente ao meu rosto. Ainda percebo meus labios molhados, com gosto diferente ao usual.

Entretanto, ao sentir tal gosto, me vem a pergunta: a que preço?

Eu ando caçando livros de G.K. Chesterton e de C.S. Lewis, apenas para poder ter acesso a material mais palatável sobre assuntos que quase nunca estão em pauta.

O que isso tem a ver com ela?

Uma das coisas que tenho pedido é pelo fato de estar errado. Fizemos tudo certo, mas coisa parece que vai descambar. Entre provocações e insinuações, de ambas as parte, eu vejo que existe uma coisa que ainda não me falaram e que eu vou ter que testar sozinho.

Quando eu falo sobre Graça, eu falo sobre a gratuidade de Deus, e sobre sua benevolência salutar. Ele não vai evitar que eu a boline, mas vai me dar alguma recompensa se eu não fizer. Ele não vai me dizer que estou errado, mas vai me ajudar se eu fizer algo errado.

Graça é aquilo que nos falta. É o fato de não esfregarmos os erros dos outros em suas faces, para provarmos que somos melhores que os outros. É o ato de aceitarmos o retorno dos que erram.

Victor Hugo disse: "Desejo que você seja tolerante. Não com os que erram pouco, porque isso é fácil. Mas com os que erram muito, irremediavelmente." Pode parecer improvável, mas isso é o mais difícil de fazer. Tendemos a ser iracundos quando temos que falar oitenta vezes a mesma coisa pra mesma pessoa. Mas se erramos também, ás vezes sempre o mesmo erro, porque não podemos fazer com os outros o que gostaríamos que fizessem conosco?

Em tempos irracionais como esses, tais desígnios paracem absurdos. Mas a Graça é absurda. Como falar um enorme "deixa pra lá" quando fomos aviltados? Como sorrir pra pessoa que nos difamou?

Sinto falta de seu cheiro açucarado, e dos contornos de seus lábios. Mas vejo que o não posso me esquecer que tenho coisas a cumprir. A Graça é de graça, fique com ela. De graça eu recebi, de graça eu tenho que dar. Se tem que ser compreensão, porque não? se tem que ser um enorme "deixa pra lá", porque não?

Vejo cada vez mais porque os cristãos são tão ridicularizados. Cristianismo é ridículo. Preso a leis e costumes, as pessoas se perdem dentro da liberdade que deveriam desfrutar desimpedidamente. Mas quando o próprio Cristo chega, tudo o que odiamos e deixamos de lado, que desprezamos e desvalorizamos, se tornam nossos professores. Para que ninguém se glorie, riria Ele.

A Graça conserta o que está errado. Ela vem, e é capaz de quebrar egos, para que aprendam. Ela vem e reconstrói pessoas, para que readquiram o orgulho da existência.

Sobre Graça era pra ser um artigo sobre Ela. Acabou sendo sobre eu mesmo. 

13 de abril de 2007

Tristeza

Ao ler sites e blogs jornalísticos - não tenho fone e nem paciência pra YouTube -, me deparo com uma situação muito ridícula: a idiotização em massa.

Collor, com sua volta triunfal ao Planalto, mostrou que seu impeachment foi uma farsa: uma manobra da mídia para entrar na história do Brasil pós-ditadua. Entretanto, quando o objeto de ódio retorna aos holofotes, a mesma mídia não rebate as acusações, não ressucita nenhuma manobra, simplesmente se cala.

E por fim, os eleitores assistem o retorno de um dos maiores corruptos do Brasil á cena principal. E o melhor de tudo: não dando a mínima, não protestando, não se revoltando.

Somos idiotas?

Somos, além disso, desmemoriados.

Enquanto escrevos estes textos ou leio essas informações para poder escrever, o resto da galera curte um som, vê TV, lê livros que apenas ampliarão seu vocábulário. Mas não pegam um jornal e dissecam as informções, não debatem, não discutem. É quase como se alguma coisa as impedisse de sairem de seu marasmo; não irrite minha ignorância: eu moro num país que não tem jeito.

Leio sobre a escalada dos homossexuais, que cada vez mais ganham espaço; e com isso obrigam seus opositores a se calarem, pois eles estão impedindo o direito de escolha. Eu sou homófobo, e se eu achar um viado, eu vou continuar achando que ele é um viado, e só vou respeitá-lo porque sou obrigado. Entretanto, isso não me impedirá de evitar que algum amigo meu libere o brioco ou comece a cortar pro outro lado. Se preciso, eu pago uma noitada num puteiro.

Mas o fato de ter que me calar para as minorias, que se julgam oprimidas; me fazerem pensar que a politica mora em Brasília e nos palácios governamentais; me convencerem qu sou livre, quando estou atrelado ao contar de um relógio, é me chamar de idiota. E me desculpem, mas eu vou continuar não achando que o homossexualismo é uma coisa normal, que a política está fora do meu alcance e que sou apenas mais um escravo do trabalho e do tempo.

Mas mesmo sendo um escravo do trabalho e do tempo, não significa que não posso me opor ás coisas ruins que vejo por aí; não significa que não posso ao menos pensar um pouco.

Não, eu não sou mais um romântico que luta contra o sistema. Eu não posso, eu não tenho recursos para dizer um "dane-se" tudo. mas eu posso me informar.

Tristeza. Sinto isso quando vejo que sou só eu que penso em não sucumbir á idiotização do mundo. Começo a pensar que se eu ficar igual a todos, esse sentimento passe.

12 de abril de 2007

Entre um gole d'água e outro.

Bem, pela primeira vez, desde que eu inaugurei este blog, eu fiquei um período tão longo inoperante. A razão: trampo e treinamento.

Bem, só pra deixar claro; essas coisas acontecem.

só que eu estou muito inclinado a voltar pra internet do jeito que eu sempre quis: um site, onde eu possa publicar meus trabalhos e ter um blog ali mesmo também.

Eu tinha um lance no WordPress, mas aqui eu posso editar o layout. Portanto, a quem interessar possa, logo haverá uma cara melhor pra isso aqui.

Entretanto, eu escrevo isso não apenas para fazer promessas vazias, tampouco falar com as poucas almas penadas que lêem isso aqui.

Eu ando sem muita inspiração ultimamente.

Eu adoraria discorrer sobre alguma coisa legal, mas estou mais travado que Windows 95.

Talvez eu apareça logo após isso, com um longo texto sobre alguma coisa... talvez comportamento.

Só posso dizer que estou com um problema deliciosamente lindo pra resolver. O tipo do problema que qualquer cara adoraria ter.

E eu to demorando taaaaanto pra resolver esse "problema"....

2 de abril de 2007

Previdência Social


Merece ser postado... Isto é Brasil.

Feliz Abril

Março, para mim, foi um mês muito longo e agitado. Viagens a trabalho, dias de 20 horas ligado, namoro - finalmente, trabalhos altos na faculdade, livros não-lidos, uns 5 quilos a mais, disposição de menos.

Foi um mês que não perdi um único minuto. Até o final dele, cada dia durou longamente. Lembro-me da balada que me levou a quebrar o encantamento anti-mulher que pairava. Putz.. que noite. Ou os novos avanços no meu trabalho, meus novos sonhos.

Foi um mês sem precedentes, onde tudo deu certo. Eu não tive que mentir em nenhum momento, e não deixei de fazer nada do que eu quis por isso. 2007, apesar de 1o de janeiro ridículo, beirando o burlesco, teve grandes resultados: um excelente emprego, amadurescimento, namorada, o reecontro com velhos amigos. Em 90 dias, eu fiz mais coisas que em 5 anos.

Sabe, existem coisas que nós nunca sabemos como funcionam. A vida vem em ondas, isso é verdade. Num repente, as coisas caíram na minha mão, e eu estou feliz com isso. Bastou saber esperar.

Feliz abril. Parece-me, que os próximos dias serão igualmente violentos, tomados em todas as horas, onde eles começarão cedo e terminarão bem tarde. Pouco pra dormir, muito pra fazer. Sinto-me como se, apesar de odiar ter chegado á idade adulta, as coisas que tanto quis fazer eu finalmente posso, pois não há mais nenhum impedimento.

A maioridade me trouxe o direito de ser maior. Feliz abril. Dias mais longos, horas maiores... dias melhores.