30 de março de 2007

O mundo contra os EUA

A Terceira Guerra Mundial, será uma aliança de todos os países da ONU contra os EUA e dois ou três aliados menores.
Ela ocorrerá em 15 anos, máximo.
Ela se dará porque os EUA não vão se curvar ao novo governo mundial instaurado, e vão querer manter seu estilo de vida, especialmente, o direito de escolha.
Será também uma guerra religiosa, onde a nova religião mundial irá massacrar os judeus - de novo - e os cristãos.

(A perseguição contra cristãos - católicos ou protestantes - já ocorre na Europa. Seja na forma de assédio moral ou na privação de educar os filhos, como já ocorre na Alemanha)

Finalmente, teremos uma guerra com bombas de verdade, e ela será noticiada ao vivo, para o terros do mundo. Será uma demonstração do poderio bélico do novo governo mundial, pois ele foi capaz de destruir a mais poderosa nação do mundo.
Será um recado aos que não quiserem entrar debaixo do cetro da ONU.
Uma guerra no melhor estilo anti-ético: ela se dará em solo norte-americano, com muito mais baixas civis que militares. Não será em campo neutro. E dessa vez, milhões morrerão na frente das câmeras, onde respingos de sangue sujarão as lentes.

A Terceira Guerra Mundial contará com bombas atômicas, e possivelmente, uma bomba de hidrogênio, para atacar New York. Será usada para erradicar os EUA do mapa, e transformá-lo em um país que aceitará qualquer coisa, em troca de migalhas de ajuda do novo governo.

O sonho muçulmano xiita - o fim do EUA e a eliminação de Israel - se realizará em questão de meses. Séculos de guerras, para um fim rápido.

E por fim, o clube Bilderberg ascenderá ao controle de tudo e de todos, onde a sua vida será: acordar, trabalhar, comer, comprar, transar e dormir. Sem pensamento, sem raciocínio. Gera-se lucro, movimenta-se a economia, diverte-se com a sodomia. E emburrecida, sua mente aceitará qualquer coisa que lhe seja imposta.

Bem vindos ao futuro, meus amigos. Pelo visto, eu não vou chegar aos 40 anos.

28 de março de 2007

Num desses repentinos momentos.

Em apenas 5 segundos, eu pensei em comprar um carro, velho, pra poder refomar; pensei em comprar um apê, pra ter reserva de valor e a possibilidade de casar-me em 2 anos; pensei em vomitar porque eu comi duas bolachas no café da manhã e aliado ao buso meu deixou meio nauseado; pensei em beber água; pensei em ouvir música; pensei em pedir silêncio das baias ao lado; pensei em babar mais um pouco ao olhar uma das mulheres do meu departamento; pensei em sair correndo; pensei em ir ao banheiro me aliviar; pensei em abrir uma cicatriz nova; pensei em consertar meu telefone; pensei em comprar um carro, velho, pra poder reformá-lo; pensei em ir correndo ver minha namorada, pois sinto falta dela... ela....ela....ela...ela.....

de repente, notei que estou meio carente.

26 de março de 2007

Sobre egoísmo e abandono

O maior medo do indivíduo é perder sua companhia. O homem é um ser social, que necessita viver em bando, ou numa palavra melhor, em sociedade. Pois assim ele pode trocar experiências, histórias, sensações, imagens, emoções e tudo mais que envolver a interação entre pessoas, queira do mesmo sexo, ou não.

Todavia, há pessoas cujo egoísmo e a vontade de impor sua vontade, suprimem sua necessidade de se viver em comunidade, criando-sem em volta desta uma espécie de solidão procurada. Sim, pois tais pessoas acabam por minar suas amizades, usar mal sua influência e por fim, terminam por serem deixadas d lado pelos outros, pois sua presença lhes suscita certo incômodo. E tais pessoas passam a ser evitadas, e culpam, ainda por cima, estes que as deixam, de serem falsos.

O que leva uma pessoa a agir de tal forma?

Estou falando a esse respeito porque vi isso acontecer, 2 vezes, com a mesma pessoa. Quando nos conhecemos, ele tinha uma banda. E achou tantos defeitos nela que desfez, e magoou muita gente no meio do caminho, como amigos de infância. E por não saber manter vlhas amizades, partiu pra novas amizades.

E com elas, veio uma nova banda. Investindo alto nela, parecia que ia dar certo. Entretanto, quando tudo parecia estar bem, eis que seu egoísmo e suas "idéias erradas" vieram á tona mais uma vez. E assim, metade de sua banda se mandou, o deixando só com um integrante.

Eu me conheço, e sei que sou bem chato. Mas gosto de pensar que meu egoísmo se revela quando não deixo os outros me ajudarem. Mas prefiro ser o mala da turma, que não deixa nenhuma palavra mal colocada e nenhuma besteira passar, e ainda assim, causar risadas.

A pessoa a qual eu me refiro existe de fato, e os fatos são verídicos. E eis que surge o abandono. Logo, ela se verá sozinha, pois ninguém quer ficar do lado de uma pessoa prepotente e arrogante, que não aceita idéias e pensamentos diferentes dos seus.

Eu estive sozinho uma vez, mas não foi por ser prepotente. E não perdi minhas amizades antigas. Mas meu amigo pagará caro por sua prepotência: ele vai chegar ao ponto de estar sozinho no meio da multidão, onde cada pessoa que o conhece lhe dará as costas, e o deixará. Apenas uma consciência modificada e humildade para recomeçar e consertar tudo, poderá mudar um fim triste pra quem tinha começado tão bem.

22 de março de 2007

Notas de um fim de semana.

OK, depois de alguma espera, aqui vai mais um fim de semana proveitoso.

Em minha carteira jaz o ingresso do show do Blind Guardian.
Após muita procura, um colega de faculdade me abriu uma oportunidade: uma van e o ingresso por 90 reais. Bem menos do que eu pensava em gastar. E assim sendo, topei.

No sábado, dia 17, ás 2 da tarde, saio de casa, para pegar o buso que me leverá para Indaiatuba. Eu sempre saio de cidades adjacentes á Campinas, pois meus amigos não curtem power metal. E 40 minutos depois, lá estou eu na plana cidade.

Ao me deparar com uma banca de jornais, sou imediatamente atraído, e admirado: a primeira edição do violento mangá Battle Royale está ali, ainda. Em Campinas, já chegou ao quarto número. Lá, começou agora. Perfeito, pois era justamnte esse número que faltava pra minha recém iniciada coleção. Mas decepção a minha, pois a dita banca não aceita débito.

Após 20 minutos de espera, meu caro amigo chega, de cabelos molhados ainda, com um amigo. E assim vamos á pequena galeria - um shopping proporcional ao tamanho da cidade. Apesar de mal nos falarmos, ao se tratar de rock, parecemos amigos de longa data. Ele me passa meu ingresso, e assim quando os outros chegam, saímos atrasados. O último a chegar atrasou-se 50 minutos.

Na estrada, o guaraná de uns e a cerva de outros faz efeito, e o aperto é geral. Solução: um restaurante de quinta categora na beira da estrada. Bexigas aliviadas, e a viagem continua.

Vestido de preto - com exceção de um só - e devidamente preparados para os empurrões, o uso da força para se manter em pé, encoxamentos na bunda alheia e enconxamentos de coxa alheia, fomos para a Via Funchal, onde o show teria seu início.

Minha cara de pau foi grande, e me aproveitando de um conjunto de amigos, furei fila, e entrei. 30 minutos mais tarde, após uma sessão comercial de clips e exibição de lançamentos de cds de rock e metal, entrao Guardian.

A histeria foi geral. Os alemães estavam se sentindo meio estranhos, pois a gritaria e o estilo do público é beeeem diferente do povo do norte. Embora executassem seu repertório da melhor forma possível, o vocalista estava impressionado com a capacidade de cantarmos juntos. Como disse Edu Falaschi, somos o melhor público do mundo. Se gostarmos, será o deus da noite.

E assim foi. Após alguns minutos de pausa, perto do fim do show, o Blind Guardian volta, bebendo muita água e se enxugando com toalhas. E o vocalista disse - do you want one mor song? We`ll give you three. -  E os urros subiram.

Entretanto, ao executar The Bards Song, com apenas dois violões, o público delirou - cantou a música toda. O vocalista mal a cantou, impressionado com a uniformidade com a qual nós mesmos executávamos seu trabalho. Foi o ponto mais alto do show.

Para terminar, como não podeia deixar de ser; o Brasil só tem uma única banda de renome internacional, o Angra. Isso significa que quando uma banda gringa vem pra cá, quem fará uma participação especial? Neste caso, Falaschi e Andreoli marcaram sua presença, ao tocar um clássico do rock, Baba Ram. E isso fez o público ficar mais relax, ao dar um toque de humor no fim do show.
Estado no fim do show: camiseta suada, misturada com 1500 tipos de suor difrentes. Sede, muita sede. Estafa, por estar fechado pelos 8 cantos por toneladas de carne humana pulsante. Olhos pegajosos de sono. Braço dolorido,  dedos mínimo e indicador latejando. Mas contente: próximo show, em 4 anos.

Dessa vez, meu amigo teve piedade, e pude dormir em sua casa. E relaxei que foi uma maravilha. 11 horas da manhã, hora de acordar e almoçar. 3 da tarde, hora de se mandar.

Agora tenho Battle Royale por inteiro. Posso comprar o quarto número.

15 de março de 2007

Na companhia do medo

Nos links ao lado, há quatro sites jornalísticos que leio freqüentemente. Hábito cultivado, pois o leitor da interet é bem mais ativo que o leitor de jornal.

O título se refere á morosidade do pensamento. Sempre falam "o povo brasileiro é leniente"e blábláblá, mas eu repito uma frase de Lima Barreto, em seu livro Os Bruzundangas: o Brasil não tem povo, tem público.

O que difere?

Público recebe, aplaude, vaia, urra, grita. Mas não sai da poltrona. Povo não tem poltrona. Está de pé, gritando palavras de ordem contra o que lhe incomoda.

Muito embora sei que sou tão leniente quanto o povo ao qual pertenço, saber disso e não fazer nada a respeito é algo que me causa ojeriza. Mas como fazer alguma coisa, num país onde prevalecem "achismos" e a grande imprensa oculta verdades?

Bem, honestamente, não sei. Numa sexta-feira, na faculdade, a TV de uma papelaria interna exibia o último capítulo da novela. Assentados nos bancos em volta, alunos que os lotavam. O que eu diria pra eles? Os mandaria desligar aquela caixa de fazer idiotas e protestar contra a barbárie da moret de João Hélio? Os insultaria, mandando-os deixar o egocentrismo e individualismo de lado, e perceber que recebem notícias distorcidas, todos os dias? Que a novela tem sido um instrumento de depravação, de desmoralização, e de louvor ao "eu"?

Eu não sou superior a ninguém, por isso me calei. Por isso, eu simplesmente passei por eles, sentados, assistindo avidamente ao último capítulo, onde a previsibilidade torna tal final insosso, mantendo todas as pessoas na mesmice onde a novela os encontrou.

O medo é imaginar que permitiremos que nossa leniência chegar onde querem que chegue: o simples recebimento. Sem manifestações, sem respostas. Calados e inertes, o público brasileiro assiste a um espetáculo medonho: o espetáculo de seu próprio fracasso. a

12 de março de 2007

Thin Air

There's a light - when my baby's in my arms
There's a light - when the window shades are gone
hesitate - when I feel I may do harm to her
wash it off - cause this feeling we can share
and I know she's reached my heart - in thin air

Byzantine is reflected in her arms
there's a cloud - but the water remains calm
reaching in - the sun's fingers clutch the dawn to pass
even out - it's a precious thing to bear
and I know she's reached my heart - in thin air

it's not in my past to presume love can keep on moving in bothdirections
how to be happy and true - is the a quest we're taking on together
taking on x 3

there's a light - when my baby's in my arms
and I know she's reached my heart - in thin air
yes I know she's reached my heart

1999 - Pearl Jam.

dedicado á ela.

8 de março de 2007

Sobre mulheres e desgraça.

Feliz dia internacional da mulher. Façam o favor de se vestirem decentemete, de não usarem vossas bundas e peitos para escalarem na vida e acima de tudo, de se darem o respeito. Vós não sois meros receptáculos de sêmem.

Lendo sobre a falha do feminismo, sobre a erotização precoce da mulher, sobre o filme "Turistas", eu venho falar sobre a desgraça que se abate sobre a imagem feminina. Vou mostrar.

Tenho uma amiga muito bonita. Fui onde ela trabalha, e vi uma coisa interessante: ela não usa decotes. E quando usa, são maravilhosamente altos. Embora a calça seja de cós baixo, isso não signififa a aparência de sua calcinha ou de sua barriga.

Porque isso?

Ao ler sobre a erotização das mulheres - coisa que vemos todos os dias, quando vemos menininhas de colo com tops e minisaias - vi que a imagem feminina está deturpada. Muito. A capa da revista Veja sore a mulher é uma, linda e pelada. Algo normal nos dias atuais. Mas crianças serem incentivadas a coisas assim é algo absurdo. Eu vejo casos de crianças de 12, 13 anos terem muito mais corpo que mulheres de 20. Sério. Algo que beira a inveja... e o pior não é isso: o pior é que, em sua inocência infantil não vêem que estão provocando, e muito, a mente masculina.

Porque isso?

Quando escrevi o primeiro parágrafo, não foi pra dar um "puxão de orelha". Foi um pedido desesperado. Eu ando nas ruas e a provocação é aviltante, beira o vulgar. Eu já escrevi aqui, em outro episódio, sobre beleza e tristeza. Mas agora, o que falta é o respeito para consigo. Eu entendo que a beleza feminina é ímpar, mas isso agora não existe mais: a beleza feminina agora é um produto, a ser consumido antes dos 30 anos.

Quando falei de minha amiga, foi como ver que existem meios melhores de beleza. A vaidade é inerente á alma feminina, isso é fato. Mas usar tal coisa pra ser notada e usada como objeto, é nojento.

Feliz dia internacional das mulheres. Parafraseando Charles Chaplin, em O Grande Ditador: "NÃO SOIS PRODUTOS! MULHERES É O QUE SOIS!"

2 de março de 2007

Sobre o ridículo brasileiro

É trágico, se não fosse cômico, o que sentimos quando o governo tenta se posicionar frente a um problema internacional.
Leio sobre os problemas ambientais, e o que o "guverno"vai fazer frente a esses problemas. E dou risada.

O ridículo brasileiro é quando nosso pífio desgoverno tenta tomar as rédeas de alguma coisa. Honestamente, nunca acreditei na instituição. Porque ela não é uma obra feita pelo povo para o povo. Em nosso país, onde o que vale mais é levar vantagem e usar seus contatos para conseguir favores; me sinto meio ridículo quando falamos de política externa, de ALCA, de Mercosul. Como tratar seriamente um governo que usa a palavra "seriedade" como uma qualidade de candidato?

Em nossa legião de analfabetos funcionais - massa de manobra convicta, festa dos coronéis e políticos marimbondos (em especial, um do Amapá que não devia estar lá) - há a idéia fixa do paternalismo, da dependência irremediável das migalhas que aparecem a cada dois anos. Como ir pra frente, se a ajuda do governo é mais bem vinda que o trabalho? Como falar pro país se desenvolver, se o nepotismo e o favor contam mais que a competência?

Temos a mais bela embaixada da Itália, mas de que isso adianta, se temos que mendigar á União Européia? O correto seria os países subdesenvolvidos passarem a contar uns com os outros, e trocarem experiências, e suprir as necessidades do outro, mediante uma troca justa. O fortalecimento interno poderia trazer algum desenvolvimento.

Mas eu sou só um ignorante, que teve seu barco salvo. Eu pude me salvar, graças a Deus, de toda a hecatombe que recaí sobre meu país. Mas embora eu possa viver isolado da marginalidade e dos problemas sociais, eu seria negligente se concordasse com esse conforto.

Sim, eu sou a favor de leis rigorosas, sou a favor do enrijecimento da polícia. Sou contra os paspalhos que dizem que "a culpa é de todos nós" quando o assunto é a violência. Crime é uma escolha. Mas o que esperar de uma população que prefere assistir novela e ver o Big Brother? Instrução? Senso crítico?

Honestamente, o ridículo brasileiro é pensar que o governo vai fazer alguma coisa. Senhoras e senhores, ele não vai. O PAC não vai fazer o que promete, o PSDB vai continuar sua cantilena privatista, haverão novos buracos em SP - não precisamente como o da Linha 4 -  nada vai melhorar.

A revolução só virá se houver manifestações na parte de baixo da pirâmide social. De outra forma não haverá. O ridículo brasileiro é acreditar, ter esperança vã que tudo vai melhorar quando o governo novo se instaurar. Essa crença vai longe. Ela vai terminar no dia em que já não houver mais o que queimar, destruir, vender e exportar.

1 de março de 2007

Bom dia, Brasil

Acordo.
Minha Mãe assiste ao noticiário da manhã, onde uma notícia quase me faz chorar: uma menina, de 13 anos, foi acertada no abdômem por uma bala de fuzil perdida. Quase choro, não só pelo fato de uma menina que mal saiu das fraldas já corre o risco de ficar paralítica, mas pelo fato fato de tal coisa se tornar banal.

Uma criança morta arrastada quase é deixada de lado, em prol do Big Brother - quem foi pro paredão vale mais a pena que o nome do menino - e essa menina, bem, eu vou orar por ela.

Na espera pelo navio negreiro - o buso fretado que me leva pro trabalho - ouço histórias de gerentes querendo ferrar gerentes, equipes sendo prejudicadas, a desorganização institucionalizada, a disputa entre amigos. Eu me calo, agradecendo por estar num departamento onde meu ursinho de pelúcia pode ficar sem ser molestado.

Após ser recebido pelas belas mulheres que tomam o ônibus um pouco antes, me afundo no novo disco do Nine Inch Nails, enquanto espero uma mensagem no meu celular. O disco roda quase todo, e a mensagem não chegou.

Bom dia, Brasil.