28 de fevereiro de 2007

Ausência de eqüidade.

Enquanto escrevo isso, eu penso na temática que pensei. Embora eu possa discorrer sobre os paradoxos de comportamento - inerentes aos modus operandi do pensamento atual - ou falar sobre a política, onde impera a cara-de-pau; ou até mesmo, eu possa falar sobre as disparidades que envolvem a classificação social, eu penso igualmente: porque chover no molhado?

Porque eu discorreria acerca disso, sendo que tem pessoas que o farão muito melhor? Penso em Alcinéa Cavalcante e sua irmã, e a encheção de saco de Sarney e cia. Muito embora sejam alvo dos advogados do homem-marimbondo, não se deixam aplacar. Alcinéa se divertiu no carnaval e viu seu filho colar grau. Seu blog emana orgulho por isso.

Peço desculpas por escrever tão insosso artigo. Na verdade, eu gostaria apenas de ser um pouco mais sábio, para poder me expresssar melhor.

Li sobre a Campanha da Fraternidade 2007 - vulgo quaresma - que a CNBB vai emplacar. Com uma filosofia impregnada de leninismo, qualquer um que tente discordar será ignorado.

Porque tentam calar as pessoas? porque tentam fazer com que aqueles que pensam um pouco, que questionam, sejam silenciados?

Chego a concordar com o Mídia sem Máscara, onde o comunismo odeia a pluralidade de idéias, obrigando a todos agirem igual. Chego a odiar o nivelamento por baixo das pessoas, que criou uma URSS sangrenta. Mas igualmente, odeio o fato do capitalismo chegar dentro dos lares, e fazer entes competirem entre si.

O cala-te é adorado, e será ainda mais glorificado quando o globalismo se instaurar. O hino será "Imagine" de Lennon. Onde fica a liberdade?

Eu só queria escrever um pouco hoje. Desculpe-me. Não consegui uma linha de raciocínio.

26 de fevereiro de 2007

Família

Eu estava lendo no Mídia sem Máscara, que tem muita gente que acha que a família tradicional - pai, mãe e filhos - são um modo de vida, tão válido quanto os modos alternativas, como amasiados e casais gays. E tem mais gente ainda dizendo que o modo familiar é uma coisa antiga, superada.

Então porque vemos na tv casos de pessoas que valorizam isso? Porque vemos que a mesma sociedade que valoriza estilos de vida novos, e deprecia os antigos, implora pra que as pessoas continuem o núcleo familiar?

Vejo casos de mães solteiras. Poucas conseguem alcançar bons empregos, e dependem das pensões que recebem, e da ajuda dos familiares de outrem. O que será de seus filhos?

Penso nas contradições que vemos por aí. Por um lado: "seja livre, ninguém é de ninguém, aproveite a vida, diga não á algema de dedo, faça o que quiser." Por outro lado, as pessoas que se entregam a isso ficam relegadas ao sofrimento, ás dependências, ás dívidas, aos juros, e em vários casos, ao ostracismo. E quem toma a atitude de fazer as coisas á moda antiga ou é tido como otário ou como corajoso.

Muito me admira que os meus contemporâneos não queiram ter filhos. Querem fazer vários e várias vezes, sem conceber. A carreira antes, a realização. Solto um suspiro e vejo que o espírito tribalista encontra-se arraigado nas mentes, ao ponto de desprezar o núcleo social que mantém as pessoas unidas.

Muito embora saiba que o zeitgeist é passageiro, esse já dura mais de 40 anos. Início na época hippie, o uso descartável do corpo e dos sentimentos das pessoas está criando uma turma triste, deprimida, viciada em momentos efêmeros. E como a família é uma coisa durável, que não movimenta muito a economia - pois não há rotatividade de pessoas, consequentemente de gostos e jeitos - o jeito é fazer como manda o mercado, sem se importar com o que virá após mais uma noite.

Já me disseram que "vox populi, vox Dei", mas tal frase soa falaciosa em tempos irracionais como esse. Irracionais pois todos fazem e dizem paradoxos e antíteses, e vivem em contradições diárias. Nem sei o que pensar quando o assunto é "remar contra a maré", eu nem sei pra onde ela está indo.

Mas penso que saber o que EU quero, em detrimento do que OUTROS querem pra mim, é o correto. As pessoas sempre farão ruído, pois querem o mundo girando em torno de delas. talvez seja por isso, esse egoísmo coletivo, que esteja tornando todos tão paradoxais.

22 de fevereiro de 2007

40 anos

Eu vejo milhares de pessoas, jovens como eu, que morrem de medo de atingirem seus 40 anos. Vou confessar que não gosto da idéia de chegar lá e me arrepender.

Os dois artistas que mais gosto - TobyMac e Kevin Max - são quarentões. Keanu Reeves tem mais de 40. Tom Welling tem 30 anos, e faz um adolescente de 17 anos. Porque as pessoas tem tanto medo dos 40 anos?

Pressão. A sociedade, a mídia, os pais, os filhos, tudo quer que você seja dem sucedido quanto fizer 40 anos. Hoje, ter 40 significa ou ser um perdedor ou um vencedor - mas isso depende muito de quem diz.

Eu vejo pessoas que estão se realizando e tendo seus filhos com seus 40 anos. Casais que nunca chegarão ás bodas de ouro. Tudo em nome do eu. Primeiro eu me realizo, me estabilizo e me coloco na sociedade. Depois o resto. Filhos hoje são um estorvo, crianças não são bem vindas, pois atravancam a vida profissional e a realização pessoal e amorosa dos pais.

Por isso, temos hoje um mundo triste, viciado em prozac, cheio de workaholics. Pessoas que temem chegar aos 40 sem sua realização profissional, sem ter curtido a juventude aos excessos.

Eu não tenho medo de tentar ouvir a minha voz aos quarenta. Ela estará mais grossa, mais barítona. As veias saltadas de minhas mãos estarão mais pra fora, e eu provavelmente serei mais forte e mais vigoroso que agora. E minha fome por conhecimento será ainda mais violenta.

Mas acima disso, eu quero filhos. Ver minha esposa grávida, e fazer todas as suas vontades. Dormir na tarde de domingo soterrado de crianças. Jogar videogame com meu filho adolescente. Saborear um bom vinho com minha filha adulta. Dane-se a construção: primeiro vem as pessoas que estão aqui, depois o resto.

De repente, sonho em chegar aos 40 anos.

14 de fevereiro de 2007

Sobre o fim dos tempos

O socialismo està vencendo. Paulatinamente, ele està chegando.

Imagine: o cristianismo foi abolido, as culturas diferentes foram devidamente niveladas e ocidentalizadas, o mundo fala uma lìngua sò. A moeda è sò uma, as fronteiras e diferenças foram erradicadas. Lindo isso, não?

Não mais documentos, nem papelada: tudo on-line. Um chip em sua mão diz quem você è e isso è o suficiente.
Lindo, não?

Não.

Porque os processos de unificação e erradicação são sempre dolorosos, e deixam traços de sangue e morte, aos milhões. Porque destruir curlturas acaba com a diversidade que o homem è capaz de ter.

Porque acabar com o cigarro, mas liberar as drogas, retirar qualquer obstàculo moral, liberar o sexo com tudo e com todos, em qualquer lugar - mesmo em pùblico - è valido, mas ao menos um dia poder decidir se você quer ou não?

Me chamem de intolerante, mas o homossexualismo è uma coisa abjeta, não natural. E incitar isso no meio das crianças, ensinando-as nas escolas è nojento. Não è de admirar que teremos tantos adolescentes desviados.

Eu sinto o seguinte: uma pequena revolução cultural està começando. Ela està colocando nas mentes das crianças e adolescentes da nova geração uma nova mentalidade: a de que tudo è permitido. Tudo e todos estão ao seu alcance e que você tem que atender a isso.

Entretanto, sem os freios morais do Cristianismo, o mundo beira o caos. O cristianismo è visto, mesmo por mim, como um grande atraso à vida das pessoas. uma coleção de 'Nãos' de um deus arbitràrio, cujo prazer è acusar-nos de sermos humanos.

Concordo que a instituição humana è pìfia e falha, que se prende mais à regras que ao objeto adorado. Mas ainda assim, è o unico lugar onde ainda se pode ter alguma direção. E nenhum dos 'Nãos' são sem fundamento; basta perguntar ao lìder.

Por isso, eu creio que isso marcarà o inicio de um novo tempo, onde a tristeza, o sofrimento e o desespero não marcarão apenas seu começo, onde milhões morrerão por terem opiniões divergentes. Mas onde o coração sofrerà com a desilusão, com a hipocrisia, com a depresssão, com os suicìdios, com as doenças ligadas aos sentimentos, com a falsidade. Um mundo onde você não pode ser voce mesmo, com suas opiniões e crenças è um mundo hostil. E nesse mundo hostil, o homem verà seu fim, aos poucos, definhando lenta e dolorosamente, atè que em seu ùltimo sopro de vida, ele veja e admita seus erros. Mas serà tarde demais para recomeçar.

13 de fevereiro de 2007

Em nome dos outros

Estou no meio de um treinamento em minha nova empresa. Mas me lembrei de uma història um tanto triste.

Conheci uma mulher estonteante, uma louraça arrasa-quarteirão, dessas que qualquer homem se castraria se pudesse ter uma noite inteira sò com ela. Foi no meu antigo emprego. Ela estava là, e em nome daquele emprego, abdicou de sua faculdade.

A història desse mulherão è o ponto onde quero chegar. POr ser uma mulher desse naipe, ela tinha um rio de homens aos seus pès. Mas havia um pelo qual ela havia se apaixonado. Um cinquentão. Um homem feito, rico, um gentleman.

Ela o amava, realmente. Ele nunca lhe deu nenhum presente. Verdade. Ele nunca lhe deu um par de brincos, nem roupas, apenas pagava o jantar. Mas era um perfeito cavalheiro. Ela o dizia como sendo doce, gentil, que abria a porta do carro e a acomodava na cadeira. Ele a ouvia, e ele respondia. Não queria ir logo pra cama sem ter feito seu ego satisfeito.

Eram o casal do ano. Um homem feito e sua mulher estonteante. Mas, è òbvio que as linguas màs a taxaram de puta e de oferecida, pois ficar com um homem mais velho lhe traria muitas vantagen. A acusaram de ter buceta de ouro: sò dà pra quem tem grana.

O homem notou sua tristeza, e decidiu que ela poderia ficar sem ele, em nome de sua reputação. E assim, um relacionamento acabou, em nome dos outros.

Me peguei pensando nela, pois eu vi sua tristeza ao terminar o que era seu sonho: se casar com um homem à sua altura. Ela não pode ficar com um cara na idade normal: ela seria usada como trofèu e como objeto sexual. Seu respeito terminaria. Esse velho a respeitava, e embora a quisesse, sabia que uma mulher se trata com ternura, e não com esperma.

Nem tudo è perfeito, e as pessoas menos ainda. Porque insistimos em julgar, quando a vontade alheia è alheia à nossa vontade?

Pois queremos que o mundo aja de acordo com nossa vontade, e com o que achamos que deve ser o correto. Minha amiga foi vìtima dos outros, do povo. Inveja de sua beleza, de seu poder feminino, de sua desenvoltura. Ela sabe que não pode ficar com qualquer um, mas as pessoas não pensam assim. Ela quer um homem que a sustente, e não posso ir de encontro a isso, afinal è ela que quer.

Sò sinto muito, pois dar ouvidos aos outros è a pior coisa que alguèm pode fazer. Mesmo que a realização do seu sonho lhe custe sua imagem, deve se fazer. As pessoas sempre vão criticar, nunca irão te ajudar.

8 de fevereiro de 2007

Os três gatos

Uma enorme oportunidade se abriu, e agora eu estou num trampo onde o futuro se abre pra mim (frase de duplo sentido, claro).

Coisas de que sentirei saudades:
O ócio de meu trabalho, onde eu nada fazia.
A companhia, sempre bem vinda, de minha amiga Camila, a quem eu pude ser útil, emprestando-lhe meus ouvidos.
A paixão aguda e sem sentido que eu alimentava em vão pela Garota da Sala. Se ocorrer de nos cruzarmos, será por uma alegre coincidência.
E dos três gatos da rua.

Eram três. Todos os dias, pela manhã, na sombra do muro onde a hera possuiu. Ás vezes eram quatro, outrs vezes eram 6, mas sempre ficavam os três.

O símbolo máximo do ócio animal, de sua felicidade em sê-lo e sua superioridade de vida. Eu adoraria ser um animal de rua. um cão ou um gato. simplesmente porque o instinto de vida o manda caçar, procriar e continuar vivo, até que a velhice, a maldade de outrem, um briga ou um atropelamento lhes ceifem a vida.

Ser um ser humano significa nunca poder ter paz, mesmo que um único instante. sempre temo que fazer algo, estar em maldio movimento. Que tristes seres somos nós, seres conscientes. A inconsciência e o instinto de vida seriam suficientes pra uma vida simplista. Pudera eu ser assim.

Bem, vou seguir meu trampo, e vou viajar um pouco. Tenho alguns muitos lugares pra vistar esse ano, e alguns shows pra curtir.

vamos lá... meu ano começa agora.